6.9.03



O FUTURO

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente
depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.


José Carlos Ary dos Santos



"Os
POETAS
têm de se manter entre nós, ainda que nos corpos não lhes possamos tocar, projectando a escrita na voz e da carícia sentir prazer. Para suster a memória dos nossos, outros com sensibilidade dedicam-lhes a vida num ano, declamando-os.
É expressão de amor concretizado, acto poético a perpetuar-se com sentido. 2003, José Carlos Ary dos Santos. Quarenta anos após A Liturgia do Sangue Pretexto entregue, compromisso de honra. Urge viver Ary, deleitando-nos no prelúdio.
Vós não sois leitores castrados."

* José António Chagas Machado






5.9.03



“Pois é galera. Tá xegando á hora di novas discobertas e tau... di terr um bélogui qui fála.”

Não estou a brincar. O Igor Bellino é um “cara”que tem um blog que fala. E mais: está a experimentar os “post-video” que, tenho a certeza, irá funcionar. Em maio já o tinha descoberto mas como alterei o meu Windows “operandus” perdi um pouco o rasto a muitas coisas que cá tinha. Burrices de principiante, eu sei.
Ele actualmente tem problemas com o servidor mas ainda dá para uma espreitadela.

2.9.03



Para quem gosta de amigos

O Pastilhas.
Isto não é graxa! É uma constatação de que pode haver na Internet onde, sem se conhecer ninguém de parte alguma, se ganham amigos invisíveis de que gostamos automáticamente pelas palavras, pelo tom e pelo tema. No inverso, percebe-se à primeira quem não entende a filosofia para que foi criado e, ao contrário do que se possa imaginar, ninguém é posto de parte de forma literal. São todos senhores do seu nariz e existem os “timings” correctos para colocar-mo-nos ao fresco durante o tempo que se quiser.
Qualquer um sabe que foi, e é, o Miguel Esteves Cardoso que o programou. Não me vou atrever sequer a dizer que o gajo tá mais preocupado com o blog dele ou que possa ter o tempo organizado ao segundo e ao milímetro para não “assistir” mais de perto os “doentes” que inventou e criou. Não. Outros blogs há, que são maçudos, um pouco pretensiosos (mas isso não vem ao caso), que nos proporcionam momentos menos quentes e dos quais se nota uma certa submissão cultural, masoquista, amigável,chame-se o que quiser porque do Tempo faz cada um o que melhor entender.
Ali é um pouco diferente. Todos já sabem andar de pé e deslocam-se sózinhos ao w.c..
Falar com os outros, como quem diz um “Olá, bom dia a todos” é de importância extrema neste mundo virtual. Naquele site (é erro afirmar-se como blog) ainda não se foi “colonizado” pelo sistema temático do windowismo ou do webloggismo. Bem situadas as intervenções, consegue-se aprender a falar de coisas novas e, ao mesmo tempo, de coisas de todos os dias. Dias simples na vida de cada um de onde se roubam aprendizagens e se podem imitar modelos. Descobrir em cada “ela” ou “ele” dos que lá vão uma forma diferente de respirar, de transmitir, de partilhar. São sinais de que existe a certeza que, se se quiser, a liberdade não mais será alterada por despotismos ou coisa que o valha.
Mesmo que se esteja em desacordo ou que não se queira lá ir.


Para quem gosta de ler

Ontem inscrevi-me no Bookcrossing para ter oportunidade de ler livros que não tenho.
E aprender mais.
Também para partilhar, e libertar (esta é uma forma original de troca sem regresso), aqueles que possuo.
Tem um forum onde se esclarecem mutuamente, onde libertam as leituras e onde se trocam ideias e sugestões.
Por estes lados até existe um blog de uma Leitora querida que divulga Ulisses e nos reporta as Ondas de Virginia Woolf. Quem tem medo...?

1.9.03



Hoje apanhei um susto.
Chegado a casa depois de vinte e quatro horas de serviço a minha “pequena” diz-me:
- “Morreu um dos teus amigos”.
Antes de saber pelo Jornal da Tarde, soube por ela. Ao fim de alguns meses doente, tinha-se finado.
- “Vês? Estou na calha desta linha.”
Aproxima-se a hora de quem ainda há pouco tempo, sei lá vinte/trinta anos ainda sonhava com coisas futuras e assim. Olha-se para trás um pouco e perdemos mais um amigo, perde-se mais um dia a relembrar que ainda foi ontem que nos vimos e senti-me velho.
-“Não sejas parvo”. – disse-me. Tentando evitar “aquela coisa de criança” que me dá em momentos de saudade, de lembranças e de angustias, por não ter poder para controlar a própria vida.
- “Já tinha 81 anos. Foi uma pneumonia... E tu ainda não tens 50, homem.” – rematou.
Olhei à minha volta e vi. Realmente não tenho e aí passou o susto. Mas foi como tivesse ainda mais do que ele. A minha velhice ali reposta em dez segundos. Assim, crua e nua, como eu próprio já os tivesse feito. Oitenta e um. De momento, cada canto da casa pareceu-me um século. Olhando o meu cão de frente, pareceu-me ver alguém com quem já tinha estado à cinquenta anos. Os meus livros,... os meus livros pareceram-me estátuas com ervas e musgo em redor da minha lápide. Nos meus cadernos de menino com aparentes pretensões, revivi, por segundos, uma juventude ultrapassada e rude. Uma bola a saltar, um sonhozinho perdido aqui , outro ali, de uma vida feita com amor a tudo, de trabalhos e canseiras, de filhos que não param de pedir e de portas fechadas à minha própria rebeldia. Revi fotografias dos meus que já se foram. O meu Pai... , velho bêbado sem juízo que possuía um coração alentejano maior que o Mundo e a Lua juntos. Moldado da mesma forma como se fazem os homens bons. Jazia ali, exposto numa moldura simples. pequenina, ao lado de outros que também fazem parte da minha vida.
É isto a que estamos reservados? Interroguei-me já com toda a gente a olhar para mim. Pois que seja então. E retirei-me, levando comigo o pano que mais perto tinha
encontrado.

Podia não ter sido um grande actor, mas era meu Amigo e um Homem bom.



30.8.03



Hoje fiz uma limpeza à casa.
Arrumei com algumas coisas e coloquei outras. A filosofia mantêm-se mas as janelas levaram estores novos. Amanhã, domingo, até eu sou capaz de estranhar.
Logo se vê.


Esta ainda não sabia, e desconheço quem avisou se já sabia. Ou ando distraído ou viro-me muito para mim próprio. O que será sinal que isto dos blogs está a fazer de mim outra pessoa. E não quero!
Trata-se de BLOGS FOR THE BOYS que o Ricardo noticiou e que só por acaso o descobri.
E a notícia já é de Julho parece-me. Ando mesmo a dormir. É espreitar.

29.8.03



Esta é uma das formas de agradecer à Tania a solicitude dos seus préstimos e afamados conhecimentos informáticos (e não só).
Boas razões tem a Aninhas para a considerar "uma parte dela".
Obrigado amiga.


Hoje detectei mais uma situação inovadora nos blogs.
É Amiga, é do Benfica e adora quase tudo o que seja italiano. Desde a Capela a Valentino Rossi. Mas gosta ainda mais de todos aqueles que a rodeiam por uma amizade que seja de livre e espontânea vontade. Sem artefactos falsos ou melodramas de cosmética superficiais. Apega-se com facilidade a tudo e a todos da forma mais simples que existe: pelo Amor. É sábia, letrada e bem disposta. Inteligente e descarada.
A sua sensibilidade agrada-me. O seu sentido de injustiça apela a um esforço humano de “nos otros” para melhorar o que houver de mau em nós. A sua loucura é estar entre deus e o diabo e viver a vida durante cada sessenta segundos como de horas, dias, meses e anos se tratasse.
Dou-lhe as boas vindas à blogosfera.
Porque duma amiga se trata, não sabia o que lhe ofertar. Decidi oferecer-lhe flôres.


Casa Pia

Não gosto de falar de coisas das quais quase toda a gente nos blogs têm opinião formalizada. Não sou Jornalista, não sou Jurista ou Advogado de Defesa ou do MP. Já referi que sou psicólogo nas horas vagas e amigo de todos quantos me deixarem ser no tempo disponível de que disponho.
Mas este manganão, com a verdade me engana.
É que os miúdos vão ser ouvidos daqui a poucos dias...
Quem será o manganão...?
O Rui Teixeira...? Não. Falta-lhe ganga nos parágrafos.
O Pedro Namora...? Também não me parece. Carece de pormenorização nos acentos.
O Bibi...? O Carlos...? Alguém que se faz passar por Raquel ou a "Alma Mater" do PS...? Não sei, palavra.
Eu não sou, com toda a franqueza, porque me orgulho de ter sido Casapiano. De tempos mais "vellhinhos"...

26.8.03



Seis perguntas com que acordei sobressaltado:

1 – Qual a verdadeira razão de o Benfica não ser campeão em Portugal?
2 – Qual o endereço de “Gosto de saber que este ano há Verão de S. Martinho.”?
3 – Porque chamam de “peluda” à ministra das Finanças?
4 – Por que razão Bin Laden e Saddam ainda não foram localizados?
5 - Que motivo levou a Kournikova a ignorar-me?
6 – Para que quero eu um blog?

25.8.03

Já passaram quinze anos



Há cem anos, os frequentadores do Chiado poderiam passar toda a sua vida sem ter de se afastar muito daquela zona. Roupas, luvas e chapéus da moda poderiam ser comprados numa das várias lojas onde apareciam as últimas criações de Paris e Londres; os livros de edição mais recente lá estavam nas montras das várias livrarias; os jornais eram vendidos pelas esquinas; e a ópera e o teatro culminavam mais um dia bem passado, ali, onde se sentiam as vantagens da civilização.



Um século depois, tudo isto teve um fim abrupto quando, na noite de 25 de Agosto em 1988, um violento incêndio destruiu o Chiado. Agora, passados quinze anos, o coração de Lisboa volta a palpitar.

23.8.03



Dia 23. Tempo de amar e recordar.

Os versos que te fiz

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

21.8.03


Contribuição para o meu entendimento dos desentendimentos dos outros


"Uma doença social percorre a Terra, contaminando as nações com a pestilência da morte. O terror colhe sua safra sinistra em todas as partes do planeta."
Terrorismo

"Entre a ética e a barbárie terror é arma sem tempo"
Helena Mendonça

MEMÓRIAS VIVAS:
O custo humano do terrorismo

Grupos Terroristas
Tentáculos enfurecidos


19.8.03



Ontem portei-me mal.
De um simples desafio para o Pool fui dar comigo a chegar a casa à las cinco de la mañana en punto. Tá mal. Então não foi que me levaram a uma casa de alterne? Os velhacos! Ainda por cima engenheiros. Não se faz.
É razão q.b. para a pequena me colocar as malas à porta e dizer: “vai para de onde vieste.”
Mas ela é boa rapariga e sabe que sou incapaz de cometer atrocidades matrimoniais.
O meu tempo já lá vai e agora quero sopas e descanso.
Mas isto vem a propósito de sentir que me portei mal.
Ainda sou do tempo em que as matronas eram determinadamente mais classificadas e mais experientes. Até um pouco mais velhas do que nós, os putos, em fase inicial de aprendizagem sexual, mas que possuiam uma “segurança social” que lhes permitia viver da prostituição o melhor que ela tem: a autonomia física e moral.
Ontem verifiquei que a situação de outrora se alterou significativamente. Para pior.
Só vi “miúdas” que dizem ter 28/30 anos que não devem tardar estão a fazer 17 para o mês que vem. De nacionalidades várias. Oriundas da Ucrânia (Alexis), da Hungria (Adel), do Brasil (Mariana), de Angola (Xuxa) e outros quadrantes universais bem diversificados.
Além da despesa ser exorbitante (só bebi 3 Portos e lá foram seis contos pró maneta) se se quiser”companhia” que se vá preparado com um acréscimo de 70 euros para uma garrafa de Champagne para as “meninas”. Mas até aí, e um dia não são dias, vá que não vá. Agora o facto de me sentir mal tem a ver com a situação desta gente. Vivem a meias em quartos alugados, sentem saudades dos pais e sujeitam-se aos favores de “amigos” que as trazem e levam numa vida que não tem futuro. Ao olhar para cada uma delas via uma filha minha. Ao dialogar com elas no meu parco panorama linguístico internacional
(lá pus o inglês em dia) percebia a insegurança delas muito bem disfarçada numa alegria que não têm. A Alexis já é mãe e vive esta vida amealhando um dinheirito para enviar a quem trata do menino. Lá longe, onde apenas a fotografia dele na carteira dela a tranquiliza.
Os engenheiros continuaram na sua diversão. Eu, resistindo a uma raiva à puta desta vida, lá me fui contendo tentando entrar na boa e disfarçando o meu mal-estar perante todos os clientes que nos cumprimentavam.
Eu não sou homosexual. Gosto de olhar mulheres bonitas e aprecio imenso uma companhia feminina não indo além do inultrapassável. Mas ali, senti-me mal.
Não me portei bem.


18.8.03



Como calculava, havia alguma coisa que não batia certo no Blogolista.
Um dos membros de La Famiglia meteu-se ao caminho e a resposta veio do paulo@cool.as quase de imediato. Eis pois, a justificação:

"Fizeram um ataque ao servidor onde estava alojada a Blogolista e a mais 6500 sites. Enfim, vamos a ver se os donos do servidor conseguem recuperar os ditos cujos."

Esperemos que se resolva depressa.
Um muito obrigado pela atenção, Paulo.

17.8.03



Estou a ficar senil

Todos nós nos sentimos diferentes dos outros mesmo que juremos a pés juntos “todos diferentes todos iguais”.
Eu sou assim, eu nasci assim... (era caso para acrescentar, Gabrieela...)
Bom, mas passemos em frente.
Começo a trabalhar a um sábado, o que me deixa absolutamente convencido da razão opinativa acima descrita. Continuo ao domingo por que o raio do trabalho dignifica a atitude em prol da prática social que assim o exige.
E nem sequer sou bombeiro.
Mas esta coisa dos blogs está a dar conta de mim. Já sabia que “navegar” altera hábitos, comportamentos e cansa a vista. O que nunca pensei que acontecesse foi o de imaginar, no contacto diário que tenho com o público em geral, dar por mim a magicar no seguinte:
- Bom dia.
- Bom dia, minha senhora. Faça favor...
- Olhe, é assim: tenho um vasta colecção de Camilo Castelo Branco para arranjar (aqui deveria dizer-se encadernar) e queria saber quanto é que o senhor me leva.
- Minha estimada senhora, eu de momento estou demasiado atarefado para levar o que quer que seja, mas no entanto V. Exª fará o favor (aqui parecia quase o Camacho, que Deus tenha) de me dizer a editora da sua colecção para ter em conta qual a encadernação que mais se justifica para a referida obra.
- Isso é assim tão relevante?
- Minha senhora depende também do local onde pretende arrumar os ditos livrinhos. Terá, assaz, uma biblioteca pessoal com uma estante de mogno, ou pretenderá apenas, e somente, colocá-los direitinhos num desses utensílios arrumatórios do AKI?

E o diálogo continuou, continuou, continuou.
Afinal o que a senhora queria era apenas embelezar a sala onde vai colocar um novo computador.
E aí pensei: será que esta madame também tem um blog?
Quando é hora de almoço nunca vou a tempo certo ao restaurante do Abel, em Alfama. Come-se bem, não é caro e vê-se pessoas diferentes. E é aí que dou por mim e matutar analíticamente na forma de expressão em cada um que não conheço.
Ali ao canto está um gajo de óculinhos com aros de tartaruga, o Público ao lado e mais uma pasta com recortes, a comer um bitoque. Imagino logo,: o gajo tem um blog sobre jornalismo.
Nos transportes públicos é a mesma coisa. “Aquela tipa podia ser muito bem a Zazie. Bem nutrida, bochechinhas carnudas e um cabelo preto giríssimo a cair-lhe sobre as as costas”.
Ou um cota com o New York Times debaixo do braço, sentado na rectaguarda do autocarro a olhar distante pela suja janela do seu lado horizontes que só ele poderia descrever. Este bloguês é naturalmente virado para a crítica, qual será o blog dele?
E no barco? (moro no Seixal) Quantos observo, que de tanto ler blogs, logo os identifico como que se fossem o Critico ou o Pedro F ou o Pipi.
As miúdas é que me levam à séria. Quantas vezes imaginei estar no mesmo local com a Tania, a Sara, a Inês Amaral. Saber de perto que aquela pequena de cabelo ruivo com franja loira é a Titas. Que a jovem sardenta de andar calmo e alongado mas sem pressas será a Isabel. Outra ali, mais furtiva será a Papoila?
Ou seria Helena?
Ou isto será a imbecilidade a apoderar-se de mim? Ou a doença, elegadamente hereditária do meu Avô que me constrange e me disforma?
Tenho que ir ao médico!

15.8.03


Dificuldades de acesso na net

“Além de Nova Iorque, o apagão atingiu várias outras grandes cidades do nordeste dos EUA, como Detroit e Cleveland, bem como as cidades de Toronto e Otawa, no sudeste do Canadá, onde a energia eléctrica também estava a ser reposta gradualmente esta manhã.”

Portanto não se admirem se não coseguirem aceder a locais da net que tenha a ver com americanices.
Ó prá minha ''geringonça''... ora vem, ora vai. E além disso, os miúdos cá de casa e os do meu vizinho da frente ficaram sem acesso aos ''jogos'' de sites americanos.
É uma questão de timing.


UM DIA COM... OS BLOGS

Depois de ter passado ontem todo o dia a visitar os blogs fiquei com tanta, tanta, tanta vontade de escrever que me cansei só de me sentar em frente ao teclado.
Não há dúvida. Existe qualidade suficiente para se poder editar, não um, mas três-quatro livros sobre os mais variados temas. Inclusivamente, uma ou duas enciclopédias de imagens, vários álbuns de miscelâneas musicais e, porque não, um almanaque de comentários. Tentativa bem sucedida poderia acontecer com os “recortes de imprensa” sobre os blogs.
Com tanta gente boa a escrever coisas bonitas já alguém pensou em editar um folheto, um jornal ou uma revista só de blogs e feito por bloguistas. Agora que vem ao de cima a solidariedade trágica deste povo, escravo do seu próprio fado, vítima dos seus próprios métodos e mentores, também os blogs não se deviam excluir de um ditado popular que nos acena com um ‘’fazer bem sem olhar a quem’’.
Parece pieguice mas não é.
Ao verificar a minha última contabilização pessoal cheguei a duas conclusões interessantes:
a- Somos mais que 2.296 almas a não largar o sacana do rato para descarregar todas as ideias, opiniões, poemas, notícias, comentários, estudos, brincadeiras, jogos, músicas e outras variadas formas de se dizer que se está vivo.
b- A forma também mudou radicalmente no contexto. Alguém já percebeu que entre a polémica e o insulto fácil vai uma distância maior do que todos os hectares ardidos até agora.
Por isso, ontem, depois de tantas horas em leituras várias por gente que nem sabe que eu existo, tornei-me um pouco mais velho e mais sábio. Um pouco mais cansado e disse para comigo: “ó manjerico, tu já não tás com pedalada para estas brincadeiras.”
De qualquer forma, as minhas desculpas de não poder linkar todos os que visitei, e foram muitos, não vá ter esquecido alguém no meio de tantas horas entretido. O que, por motivos óbvios, tornar-se-ia uma deselegância da minha parte.
Mas o importante foi ter um dia em que aprendi mais qualquer coisa.
Obrigado a todos por isso.