5.8.03

Por vezes, sente-se a angústia de não saber por onde começar. Mas vou pela parte que calhou à sorte. E a vida, por si só. pode ser ou não sê-lo. Uma sorte.

Apontamento de viagem (3)


Estive em Porto Covo. Tempo bom e deliciosamente bem passado. Local aprazível, branco-azul e limpo, com muita gente. Assim como os robalinhos grelhados e as “entradas” de polvo, camarão e um queijo alentejano que entraram a matar. Absolutamente regados com um “Navegante” de 2001 que me impediram de ir a banhos antes de três horas passadas. Quanto paguei? 17 euros e 30.
Só eu e a “pequena”, porque os putos preferiram antes a piscina e outras brincadeiras sem a presença dos cotas a chateá-los. Mas estou em maré de sorte nas idas-e-vindas ao meu Sul nestas férias.
Espero o mesmo a quem esteja a divertir-se nas suas.

Gentileza
Uma palavra de agrado para quem demonstrou simpatia ( gentileza vossa, digo eu) a este espaço. Quer a um, quer a outro.


Tristeza
Tomei conhecimento pela minha querida Ana Albergaria que faleceu Helena. A Sanches.

“De uma estranha forma toda a sociedade organizada parece ter perdido a noção dos limites do aceitável, tanto ética como esteticamente. E o mais curioso é que não se pode valorizar nada disto em termos morais porque não estamos no reino do vale tudo mas, mais grave do que isso, no reino do vale nada.”
Helena Sanches Osório


Seja em que reino donde nos contemples, gosto de ti.




Um pequeno problema informático, derivado da minha estupidez com acentos e pequenas sinaléticas, estava a orientar o Padre Amaro em direcção à Armada Invisível. Um erro indesculpável e o meu pedido de "habeas corpus" para estas situações. Dá-me a ligeira impressão que corrigi o erro. De qualquer forma, penitencio-me.
Companheiro, fico a dever-lhe uma.

3.8.03



Por acaso não estou na Figueira.
Mas como estive a assistir ao Mundialito de Praia, acompanhando o evento com misturas de marisco e outras coisas frescas que agora aqui não digo, liguei esta brincadeira para registar a primeira vitória de Portugal nestas andanças.
Por causa disso, a Becky e a Mariana têm hoje uma nova tratadora. Não vou chegar a tempo do jantar delas.
Pode ser pieguice, mas gosto quando Portugal ganha. Nem que seja ao berlinde.
Portanto, hoje o primeiro hastear da bandeira nos blogs é meu. Com licença,

2.8.03



Esclarecimento actualizado
Com a pressa, esqueci de referir que o Tradutor , linkado à esquerda, foi cobardemente arrastado para aqui do blog da Civana. Que a Clara M não se chama Sara e que vou descobrindo outros que me agradam e que na coluna a eles destinados ficam mais à mão. Que não coloco “os da Elite” porque toda a gente, ou quase, os tem. O que torna mais engraçado o facto de que quando os quiser ler passo primeiro pelos amigos.” Coisinhas de pele”, como refere a Ana Albergaria. E muito bem. Para finalizar, detectei mais um blog que se preocupa com a rapaziada: o Blogolista.

Vai um mergulhinho?...


Apontamento de viagem (2)

Venho cá hoje apenas por duas razões que me prendem quase obrigatóriamente.
Refrescar um pouco e agradecer a paciência dos visitantes na visita ao meu blog.
Aqui nada se diz de muito importante. Há dias até que nem sequer me apetece cá vir com este calor. E como estou de férias ainda menos tempo e vontade sobra.
Por isso, relato apenas o essencial das idas-e-voltas que me estão a proporcionar as ditas. Visto que não posso abandonar por muito tempo a Becky Cristina (o meu cão) e a Mariana (a minha gata).
Numa dessas incursões à Terra onde o sol castiga mais, depois de uns mergulhos em Tróia – a “nossa”, não a grega – parei na Comporta para petiscar qualquer coisa.
Só digo: ou tive sorte com a disposição daquela gente nesse dia ou come-se bem e barato para os tempos que correm. E para o comprovar, não deve tardar muito, estou lá enfiado outra vez.
Lagosta assada...? Hummm...
E as cegonhas? Os ninhos das cegonhas...
E o polvo?... E o choco frito?... E o vinho?...
Já estou em Vila Nova de Mil-Fontes com uma temperatura que não baixa dos 37º.
A minha “pequena” parece um caranguejo australiano. E os putos?... (os meus, não os endiabrados do Blog) estão mais admirados do que se vissem o Benfica a entrar-lhes pela casa dentro.
Pois é. Malta pobre tem destas coisas. Quando entra um dinheirito de bónus por mais um trabalhinho extra é logo utilizado para a melhoria da nossa qualidade de vida.
Essa é que é essa.
Então com este tempo magnífico...
Fiquem bem!

30.7.03



Estou a pensar acima. O “fruto” do trabalho durante um ano não dá para mais e questiono o inquestionável “que hei-de fazer?”.
Ao menos se fosse político? Ou deputado, professor catedrático, advogado, nem que fosse do diabo? Tivesse eu amantes em Paris, um programa na TV ou soubesse cantar para além do banho, quem sabe se não tinha férias melhores?
Não os invejo. Tenho uma parte do País que me faz sentir melhor: a minha "pequena"!
A diferença só reside na distribuição da riqueza por todos os Portugueses.
Penso eu... não sei. Se calhar somos todos pobres.


Interrupção das férias para não variar. Estava a achar estranho.
É costume dizer que artista não tem férias. Mas há artistas que por razões várias não gostam de ver interrompidas as suas. Desta vez calhou-me os livros dos “psicólogos” (ISPA)..
Como não os escrevo, ao menos que lhes dê um “ar” mais risonho e bem tratado.
Foi o que fiz por uma quantia que deve dar para pôr o carro a trabalhar e ir embora
outra vez. Mas agora desligo o telemóvel, não venham eles lembrar-se que “olhe desculpe, era só mais uma coisinha..."
Agora só depois delas (as Férias, entenda-se). E se a “coisa” estiver a dar para o torto, porque não anunciar no meu blog que “trato” da Biblioteca de quem precisar!?
É uma ideia.
Mas “não vou a casa”...

28.7.03


Hoje vi o Varandas na Televisão. O malandro ao colo duma dona assim até mudou de cor. Provávelmente, quem não mudava...? Mesmo a falar de blogs.
Mas quem não viu ainda está a tempo. Sintonize a RTP e veja o Jornal da Tarde a partir do minuto 30.
Apontamentos de viagem


Salvo. Cá chegou o gasóleo e ainda tive tempo de apanhar um pouco de sol e dar um mergulhito. Estou ao fundo, à esquerda, com óculos-de-sol e calções vermelhos. Rodeado pela família que não poupou elogios à rapidez com que chegámos. E andei nas calmas.


Aqui são terras de que também gosto. O “meu” Alentejo. Terras dos antepassados da minha costela paterna. Deu tempo e espaço para visitar tios e primos ao jantar com eles no ar livre e quente. Com uma noite limpa e as estrelas a reflectirem-se nos copos tintos que acompanhavam um excelente borrego assado.


Eis-me chegado à fronteira da Língua Portuguesa. Aqui tanto se pode pedir um “ice cream” como um Corneto. É quase a mesma coisa. Doutra forma, e não é que seja cego, são locais ideais para limpar a vista de estrangeirices. Mas isso são outros quinhentos...

26.7.03


Continuo perdido no seio de tanta paisagem e costumes singelos. Parei agora numa tasquinha onde se bebe verde-tinto por malga e se prova pedaços de trutas com presunto. Gente entretida com cartas antigas e sebosas que não dão pelas horas passarem. E eu sem gasóleo.

Ao longe se avista estas incríveis criaturas. Calmas e pachorrentas com focinho de quem já almoçou. E eu sem gasóleo.
Não importa. Fico mais um tempo porque a fome aperta e os miúdos já protestam. Ainda tenho rolo na camara.

Hoje é dia de Feira dos criadores de gado barrosão e eu sem gasóleo. Mas ainda tenho rolo e uma enorme vontade de ficar aqui para sempre. Mas não posso. Chama-me o Sul e as raízes culturais da minha terra. Para uma melhor compreensão deixo aqui o que posso ver em casa quando lá chegar.
E eu sem gasóleo...

24.7.03



Nestas minhas férias entrelaçadas entre o tempo e a espera não me demove de vir abrir as janelas. Essas janelas, que em tempo oportuno se encerrarão assim como os mortais e os deuses inexistentes de Tersopul e Andromedal, terreolas de gente bárbara e distante.
Ulisses vagueou por aqui à procura de fósforos. Vinha fugido de Esther, a quem o seu cão tinha mordido. Hoje estou como ele. O tempo não abre, e o mar... ah! o Mar..., esse monstro sagrado e traiçoeiro que tantas desgraças e sonhos tem catalogado no seu sem-fim, não há maneira de ao azul tornar. Tornou-se Adamastor, o Mar. E o Ministério das Finanças também.
“Mudança de maré.” – dizem pescadores desta terra parca em recursos, mas de gentios hospitaleiros e de bom trato nesta ímpar gastronomia.
Sinto-me indeciso como Helena de Tróia. Não sei onde estou, como o acontecido a Homero ou Júlio César. Sei apenas que na última curva a tabuleta indicava: Terras de S. Nunca. -“O que faço aqui?”- não foi só Paulo que o questionou.
Mas continuo levado a acreditar que estas férias são diferentes. Como diferente está a ser o meu discurso e como o foi o destino de Cleópatra e Centopeia. Será dos odres de vinho, clarinho-macio e sem borbulhas, com que esta gente me presenteou e que pareciam ter sido resgatados de um naufrágio? Será dos enchidos que suportavam as Côrtes Espanholas nos seus manjares mais as orgias dos habitantes de Sodoma?
Não sei. Sinceramente, não sei.
E, para além disso, pouco importa. Já abri as janelas e sinto-me lindamente bem disposto. Para gáudio das elites que comigo vieram.
Notícias vou dando, se para isso me ajudar o engenho. Porque a arte está por todo o lado.


"DOM LUÍS, por graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, etc. Fazemos saber a todos os nossos súbditos, que as cortes gerais decretaram e nós queremos a lei seguinte:

ACTO ADICIONAL À CARTA CONSTITUCIONAL DA MONARQUIA "

É isto o ”24 de Julho”?
Eu a pensar que se tratava duma invasão napoleónica a que tivessemos feito frente. Ou, na melhor das hipóteses, algum título conquistado aos espanhóis no tempo do “Pantera Negra”. Ou que tivesse haver com a Amália... Cavaco Silva... um blog novo... um tiroteio numa "boite"... D. Sebastião.. sei lá...
Sou muita estúpido, graças a Deus.

23.7.03



mais um dia 23, meu amor.
...e
de tanto te amar
me perco.
sem saber amar-te tanto
nunca sei o quanto valho.

e...
de me achar tão certo,
valho-me do saber
que de te amar eternamente
nunca sei quando me perco.

20.7.03

Já me esquecia. Boas férias para todos.
E quem sabe se no mergulhar duma onda mais forte, no meio duma sardinhada ou na apetência de ficar acordado até mais tarde ouvindo sons nas discotecas deste Portugal, não encontremos por aí um companheiro/a bloguista.
Eu até tenho um


Interroguei-me: “ Os blogs vão de férias? “
Nã... não me parece. Pelos menos a maior parte. Eles cada vez são mais e podem “repartir-se” como naquelas empresas em que toda a gente, ou quase, concorda com essa aberração de dividir um direito laboral que foi conquistado. Para mim, só por necessidade ou então, nem sequer vou se houver “obrigatoriedade.
Mas hoje, como descanso semanal, calculo as idas à missa, à praia, ao supermercado,
Aos hospitais, cemitérios ou prisões. Um Domingo, parecendo as vinte e quatro horas que passam mais depressa, e “pirado” devido por vezes a não saber o que fazer com ele, é dos únicos 7 da semana em que se pode colocar tudo na ordem-do-dia. É uma questão de critério, escolha ou organização.
O meu de hoje completa-se com a ida às compras, reabastecendo o frigorífico, a arca congeladora, o bar e outras fragilidades consumistas. Já fiz.
Existe a hipótese dum almoço em Família, duma visita aos netos e/ou aos amigos ou ver as novidades na Feira da localidade de cada um. Também já fiz.
Depois há sempre a derradeira esperança que a minha “pequena” queira dar um passeio às marisqueiras do Seixal ou ver o Mar ou dar uns mergulhitos na piscina. Ainda estou à espera.
Por fim, também preciso vir aqui de quando em vez para arejar os cantos, mudar os lençóis e dar as boas tardes a quem aparecer. È para o que serve o meu blog e o que estou a fazer agora.
De qualquer maneira, quero que fiquem bem.

17.7.03


Mais umas voltinhas e, confesso, há malta para tudo. Já passei na publicidade, viajei entre Porto-Lisboa em dois minutos e estive metido em bruxarias. (cruzes canhoto) Até que ia levando um pontapé na...! Esta brincadeira está a tornar-se viciante, expectante e o sacana do velho Word está a tentar que eu corrija as palavras atrás referidas. É maluco, e eu desculpo-o. No entanto, como hoje estou “abocanhado” deixo aqui um link para me não esquecer. Cortar o bigode é que eu não corto. Quer quer, não quer não estraga. De resto, agora vou ouvir dois fados num gajo que é maluco mas é o meu melhor amigo. Maluquices a dois é o que é. Dava pano p’ra mangas...
É só cinco minutos!...


Hoje estou abocanhado de ciúme. Não me apetece entristecer e paira na minha janela a sombra da nostalgia. Tenho folhas de versos e prosas numa das gavetas da cómoda fechada e não as vou buscar. Neste pobre espaço não falo das coisas lá de fora que me arrepia. Os deficientes também amam podia ser o título de um romance, de uma análise filosófica ou uma metáfora. Não me diz muito a sucessão na CV. Pouco me importa o segredo de justiça. Está bom tempo e há quem chame à construção do Mundo um Caos. Por isso, hoje apetece-me olhar os Outros. E noto que a vaidade e pretensão são tempos a findar em algumas páginas pessoais. Faz sentido. Aprender com quem sabe não é ficar envergonhado. Muito menos sabendo que a vã glória de descrevermo-nos traduz o sentido que há em nós. Gostei destas paisagens e vou continuar a procurar os ilustres desconhecidos que também riscam coisas bonitas em folhas frias de papel.


"Ouço gritos apoplécticos na rua e coloco-me à janela. Um homem e uma mulher gritam, insultam-se, batem-se, prometem suicídio. A cena é tão opressiva que me deixa perplexo, incomodado. O homem grita, a mulher grita. O carro onde viajam foi parado à pressa, as portas estão abertas, as luzes tremem. Os passantes passam mas passam com medo, com prudência, envergonhados, espavoridos. No meio do casal, uma pequena criança assiste a tudo, aparentemente impávida e resignada, sem mexer um dedo que seja, sem nada dizer. E o homem e a mulher continuam...
In Flôr de Obsessão


"Escutar o que os outros têm para dizer, ou o que nós temos para dizer? Escutar o que temos para dizer aos outros, ou o que temos para dizer a nós mesmos? O que será mais importante? Mal o homem fez estas perguntas a si mesmo logo lhe surgiu a resposta. Escutar os outros ou a nós mesmos é igual, importante é que se tenha alguma coisa para dizer. Disse-o a quem muito bem entendeu, escutou-o quem quis."
In Mil e uma...


"Recordas-te de teres recusado beijar o mar por mim?
Pedi-to há tanto tempo, numa noite em que as minhas dores se cruzaram com as dores desconhecidas para mim como o são quase todas as tuas dores. E as tuas noites... pântanos de angústias invadidos de luar azul e de segredos?"
In Azul Cobalto

16.7.03


Só está morrer gente. Desta vez foi o Maurício. Colega da farra com o “genbrinhas”, mais o Mário “Tabuadas”, o “Saddam” e eu.
Chegámos a ouvir o Marceneiro num beco de Alfama, estivemos no Solar da saudosa Hermínia e fomos todos ao funeral da diva. Amália de seu nome.
Porra.
Não nasce cá ninguém?

15.7.03



- Há quanto tempo não lês um livro?
- Sei lá... os que eu li já morreram todos.
Podia ser uma conversa de surdos entre dois amigos que não se chegaram a formar. No entanto, prova que existiu o começo do gosto pela leitura e que uns continuaram, outros não.
Estou a ficar velho e já não acompanho esta geração diversificada de gostos e atitudes. Mais partilhada nos meios mas menos acessível no patamar cultural onde me encontro. Ninguém deve ter “culpa” disso.
Fica a saudosa experiência de ter vivido com eles, os livros. Esses ambiciosos blogs da época onde me encantava com Camilo e Eça. Com Duras ou Stendhal. Dickens e Dostoievsky.
Depois vem a nova geração, com HH, Alice Vieira, Saramago, Cardoso Pires (o trabalhão que este tipo me dava para gravar em letras douradas, um dos meus trabalhos, o Dinossauro Excelentíssimo num livro tão fininho) e outros que não perdia tempo a ler. Fiz mal.
Na actualidade, pergunto-me: “Conheces Matilde Rosa Araújo?”
-" Não.”
“E Onésimo Teotónio Almeida, José Emílio-Nelson, Ivo Machado, Inês Lourenço, Domingos Lobo, Alexandre Parafita, Luísa Augusta Monteiro Araújo de Sá, ou Pedro Eiras?”
-“Também não.”
É a minha resposta embaraçada.

14.7.03


Hoje, segunda-feira, é o meu primeiro dia de férias imerecidas. É que ainda há tanta coisa para fazer que talvez fosse melhor lá mais para a tardinha.

"Atendo o telefone e tento escutar, por detrás de um ressoar de vozes, gargalhadas e tinir de copos e daquela zoeira que costumam ter os bares em horas animadas, a seguinte pergunta:

- Como era o nome do toureiro que “comia” o Hemingway?

Pasmei. O Ernest, o maior espada, virar "Hemin gay", agora? Isto jogava no chão um dos maiores ídolos da minha infância e vida. "Por Quem os Sinos Dobram", "O velho e o Mar", "Neves de Klimanjaro", "Adeus às Armas", tudo reduzido a lantejoulas e plumas? Essa não!

Vi logo a confusão e tentei explicar por cima do barulho e risadas: Quem comia - ou ao contrário - um toureiro era Garcia Lorca, o poeta fuzilado por Franco, e o toureiro chamava-se Ignácio, El Gitano (O cigano). Para ele, Lorca fez aquela linda poesia "A las Cinco de la Tarde".

Do outro lado:

- Então foi o Picasso?

Enquanto tentava entender o que Picasso fazia nesta tourada, ouvi uma voz esganiçada ao fundo dizendo:

- Prefiro Van Gogh.

Então primeiro perdi-me, mas depois vi a conexão: o pintor que teve um caso com Lorca foi Salvador Dali, de quem dizem que continuou apaixonado pelo poeta, apesar de ter sido casado por toda a vida com Gala, a quem nunca traiu. Ela sim, com todos os amigos, antes e depois do casamento. Coisa que não importava ao pintor, porque era vidrado em ouro, ou dólares, tanto que certa vez um crítico fez um acróstico do seu nome e conseguiu "Salvador Dali = Ávida Dollares". Podem conferir, dá certinho! O pintor, que todos julgavam que ia se ofender agradeceu e disse que era isto mesmo.

Voltemos ao bar. Respondi que tinha sido Dali, o Surrealista.
Mais vozes não entendidas, então outra pergunta:

- O Hemingway então era amante do Scott Fitzgerald?

Mais esta agora. Estão pensando que sou Enciclopédia de quem comeu quem, na época que "Paris era uma festa"?

- Não! Respondi, e expliquei: - Detestavam-se. Scott morava com Zelda (a doida), sua mulher, no George V, ou no Ritz, era rico e snob, enquanto o Hemingway, de calcinha de veludo surrada, se escondia numa água furtada em Saint Germain, e pelos pobres bistrots (barzinhos) bebia e comia, sempre batendo furiosamente na sua máquina de escrever portátil, (era jornalista correspondente) nem tanto assim na época. Um escrevia sobre a high society, o outro sobre gente mesmo. E os dois eram muito bons.

Dizem que Ernest teve um caso com Zelda, aprovado pelo marido, mas isto é outra estória, e não comprovada. Más-línguas parisienses da época.

Mais um pouco de barulho, chiados, celulares e a última pergunta:

- E o Inácio, o Gitano era bonito?

E eu sei? Sei que era cigano e devia ter um charme violento, e além disto, toureiro. Devia ser um Zulu da época, todo sarado, e com toda a mídia em cima .

- Uma graça! Respondi, só para chatear.

Caiu a linha, ainda bem, pois já estava com receio das próximas perguntas. Até quando iria saber ou inventar mais explicações e estórias?"

Estes amigos que tenho ...

13.7.03


Abriu uma Casa de Fados não sei aonde mas parece que pertence a estes novos despurados blogs que acontecem.
Desta vez fui o primeiro a descobri-lo, mas não lhe vou dar muita importância porque o tipo tem a mania que é fadista.
Como outros animadores que blogueiam a cantar. Não talvez o Fado mas outras cantarolices que também se podem ouvir.
Digo eu, não sei...

E para espantar espíritos e outras sortes malfadadas nada melhor que estes poetas andaluces doutras terras.

Sabendo que há gente nova nestas andanças congratulo-me com o facto.
Pena tenho daqueles que deixaram de o fazer. Talvez a saturação de dias usados e cansativos. Penas secas de poetas que mudaram de espaços. De blogs ou de cenários mais chamativos. Pelo tempo que me fizeram companhia, pergunto com a recuperação de tempos idos:
Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
Qué miran los poetas andaluces de ahora?
Qué sienten los poetas andaluces de ahora?
Cantan con voz de hombre, ¿pero donde están los hombres?
con ojos de hombre miran, ¿pero donde los hombres?
con pecho de hombre sienten, ¿pero donde los hombres?
Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parecen que están solos.
Es que ya Andalucia se ha quedado sin nadie?
Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
Qué en los mares y campos andaluces no hay nadie?
No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
Quién mire al corazón sin muros del poeta?
Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?
Cantad alto. Oireis que oyen otros oidos.
Mirad alto. Veréis que miran otros ojos.
Latid alto. Sabreis que palpita otra sangre.
No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo.
encerrado. su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres.

Rafael Alberti
in Memorian

11.7.03


...a morte morreu e quem a matou foi a lucidez.
Porque no tempo e no espaço, a dor do adeus subiu e desceu na escala das aflições humanas. E saber disso é bom. Só é pena estar preocupado em viver muito e não em viver bem.
Voltemos então à angústia dos dias cansados, das pequenas coisas que nos são fáceis e que nos fazem acontecer e amar.
Pela Vida, continuemos então.


7.7.03


Temporáriamente suspensos os blogs da Família.

Por morte alheia aos que vierem aqui, mas especialmente a quem amo e apoio.
A Vida continuará...

6.7.03

Ao ataque!
Hoje é o domingo que se presta para um ataque de Hackers qualificados.
Pode acontecer que não aconteça. E se acontecer, paciência. Aconteceu.

Parabéns
Ao Carlos Franquinho pelo magnífico trabalho que tem aqui.
Desejo-te o melhor sucesso.
Que não se diga que me esqueci destes velhos companheiros. Companhia serena da minha juventude.
Não vos digo obrigado porque sempre vos agradeci.

Augusto Abelaira: "Se ficar vivo por mais tempo, continuarei. É complexo, o indivíduo nunca diz o que quis dizer"

Barry White, conhecido pela sua voz grave e canções românticas, proporcionou "a lua" para inúmeros jantares à luz de velas, com baladas como Can't Get Enough of Your Love Babe e You're the First, The Last, My Everything.

4.7.03



“Após lutar no Vietname, um soldado americano é ferido em combate e fica paraplégico. Já no hospital, ele passa a questionar a posição americana na guerra e torna-se um activista político” podia ser o título deste post.
Não é o caso e nada disto é uma guerra.
Mas vou postar (não gosto nada do termo, parece que estamos a dizer “vou à casa de banho que estou à rasca”) um pouco de marketing familiar.
Isto dos blogs deu-me o crédito necessário para gravar (julgo que seja para isso que se presta o meu blog) muitas “cobóiadas”, muitas noites mal dormidas, namoradas e muitos disparates. Recordou-se-me agora mesmo esses tempos com o meu amigo “Saddam”. O que eram aqueles tempos... onde não existiam os ditos, e muito menos se falava em Internet. Onde andávamos na moda com cabelo comprido, calças vestidas pela Porfirius e camisas do Conde Barão.
Quantas noites, vindos dos ensaios de mais um dos Teatros Populares daquela altura, íamos beber um copo à Riba D’ouro (mais o John, o e as “chavalas” nossas amigas) até o sr. Jaime dizer: “Ó rapaziada, vamos fechar.” A malta ia para os “fundos ”beber “girafas” e comer “pregos”, mas quando saíamos encontrávamos à porta um senhor de laço (B-B) em roda de amigos vários que por ali ficavam ainda em amena cavaqueira. Eram a tertúlia da minha zona. Victor Mendes, o Zé Viana e a miúda Io eram os quadros respectivos do Parque Mayer. Outros não conhecia na altura. Era a diferença de idades e de estatutos. Como hoje ainda se faz nos blogs.
Depois veio a tropa, o 25 de Abril, a Mulher e a responsabilidade da família.
Nasceram os filhos, descobri dificuldades e organizei-me como nos meus tempos do Liceu Camões. À vontade e "à Benfica". Parecendo velho, sou um puto novo já com netos. Mas estou para as curvas e sinto-me com gosto de ler toda a malta que escreve bem e que fala ainda melhor. Sem vaidades.

Pronto, já desabafei e linkei os meus Amigos.
Qualquer coisa... estou por aqui.
Hoje tenho andado ocupado a arrumar a minha cinematecazinha do tipo o que é que alguém tem a ver com isso.
Entre dois cafés e trinta e tal cigarros detectei que o PS vem aí. Em peso decimal.
Que o Armando Rafael está a comentar a blogosfera tardiamente.
E que existe muita boa gente que ainda não linka correctamente o Mar Salgado.
Foi para o que deu. Agora vamos almoçar. Eu e o meu cão.

3.7.03

No seguimento da conversa, optei por realizar uma sondagem interna com dez análises de audiência.
Resultados:

40% diz que: "Não chegamos aos calcanhares dos brasileiros"
30% diz que: "Gostavamos mais quando eramos menos"
20% diz que: "Desculpe, agora não. Estou a ler o pipi"
10% diz que: "Falta-me pormenores. Não sei e nem respondo"

Foi a sondagem possível.

Somos portugueses, até nos blogs.
É uma afirmação pura depois de ter andado toda a manhã por “terras estrangeiras”. Não li ninguém como nós.
Os blogueiros do outro lado do mar é gente galhofeira, bem disponibilizada em tempo e inovações. Poucos são aqueles que se preocupam com o “estado da nação”. Para eles, ter um blog já é motivo de sobra para não haver chatices. Levam quase tudo “numa boa” e divertem-se entre uns e outros. “Chatam”, fantasiam, contam histórias e sonhos.
Até organizam encontros para verem cinema juntos e promovem petiscadas e outras aglomerações de gentes verde-e-amarela. É a ideia que têm dos blogs. Dá um jeitão.
Os ingleses já não são assim. Prestam-se a assuntos mais sérios e tecnológicamente mais apurados. Mas nunca a roçar o umbuiguismo dalguns palermas como eu que espera que alguém lhe passe o mínimo cartão.
Dos senhores do sol nascente nada a apontar. Estão a começar agora. E por motivos óbvios de linguagem nem própriamente considero sobre o que estavam a escrever.
De argentinos e espanhóis não se esperava outra coisa do que não ser a relevância da sua auto-estima ou o raio que os parta. Mesmo assim, estão uns pontinhos à frente desta malta que começou agora.
Numa rápida análise à panorâmica nacional, isto está ruim.
Fora meia-dúzia de gajos simpáticos, não se pode dizer que estejamos a evoluir no sentido lato a que se propõem (ou deviam propor) os blogs.
Está tudo muito “politizado” e soberanamente “organizado” em grupinhos de encostos, de lambidelas e de hierarquias dominadoras. São as tentativas dos “fazedores de opinião” a fazerem crer quem em terra de cegos quem tem um olho é rei (risos cá em casa).
Talvez com o andar da carruagem se componha e, como sempre, após trinta ou quarenta anos depois se chegue à conclusão de que se podia ter feito melhor. Se ainda existirem blogs... claro.
Eu, pela parte que me toca, cá vou ficando pelo meu cantinho mais os meus amigos e familiares a desfrutar do que houver de melhor. Porque na Net pode-se escolher. É uma questão de saber procurar.
Grato pela visita.


2.7.03



...tanto mais que estou sériamente a pensar em fazer mais um blog.
Desta vez o título escolhido seria
BLOGUES na RIBALTA com o sub-título Uma casa de putas mais o Fado.
Com iscas e tudo.


Não há nada melhor que estar ausente do presente.
No retorno, a alegria ou a tristeza redobram pela forma como encontramos o que deixámos. Sobrepõem-se à vontade individual.
Daí, o facto de não me congratular com a desistência do Pedro F, mas compreendo-o. Era a minha "coluna infame" das referências e procuras.
Quanto ao resto, porque de resto se trata, advêm outras "infâmias". Não são bloguices, traquinices ou brejeirices. São os respectivos camionistas numa manifestação expressa no seu melhor fulgor.

e por gastar muita tinta,
não se espere que consinta
na falsidade que li
e me ofende o pedigree:
garanto que não fui eu
o brejeiro que meteu
já num blogue o meu pipi.

VGM in JPP

com resposta a tempo

Graça Moura desdenhou
D’ O Meu Pipi com vil sanha.
Mas quer comprar quem desdenha,
Disse o povo e acertou.

in Bosade (mistura de Sade com Bocage)

...e a finalizar com ponta aguda

...o Pacheco e o Vasco também coçam os tomates? Isso de ser intelectual tem muito que se diga, não é? O pipi deve precisar de muita atenção, menos da de dois tipos que passam a vida em mútuas lambidelas intelectuais.
in oAlmirante

Estou a gostar.
Tanto, tanto, tanto, que até os vou colocar nos links de Poesia. Não estou a brincar.

30.6.03

Mas o mais importante é recordar um pouco a homenagem a Lion Marc-Vivien Foé.
Quem "andou" a jogar à bola, sabe disso. Mesmo aqui.
O mesmo se aplica às metamorfoses generalistas efectuadas pelos controladores oficiais do Sapo.
Primeiro o Pastilhas não é um blog. E se fosse, não era um blog qualquer.
Segundo (e em relação à coincidência) o Miguel já não é "serviço público".
Como diria o Pipi: foda-se, caralho!
Como é possível?
Isto é o fim do Mundo!!!
Não sei como é possível, mas o Ministério da Educação permite que qualquer pessoa verifique, on line, o nosso curriculum escolar mesmo que já tenhamos terminado de estudar há 50 anos. Se quiserem experimentar e ver se está correcto, o endereço é este.

29.6.03



Bom dia, boa tarde ou boa noite, conforme a hora em estiveres a ler este post.
Isto prova que um blog é tudo menos um diário. Estamos a fazer de conta que somos os mensageiros das novas que nos vai na alma e escrevemos para os outros. Muitas das vezes só me falta dizer: “Olá, eu sou o Eduardo e este é o meu blog nacional.”
Tem as suas vantagens que passo a explicar: na minha caixa de correio electrónico recebo as primeiras notícias (newsletters) do Washington Post, do Correio da Manhã, do Record e do Portal da Bolsa. Depois vem aqueles senhores do iBest, do Baixaki e do Zdnet a esclarecerem-me como posso ter o último grito tecnológico para o meu PC. Além, claro,da Fátima a transmitir-me as actualizações do Tudo para Blogs ponto com. Não é fácil dar seguimento a isto tudo ao mesmo tempo. Daí que já tenha detectado que estou a ficar dependente dos blogs. Logo que ligo a máquina, a primeira coisa que faço é ir aqui. Depois leio, por ordem aleatória, as novidades políticas à Esquerda e à Direita.
Notícias sobre livros, exposições ou filmes. Discos, Revistas, discursos ou entrevistas.
É só escolher e ter a sorte de apanhar os posts mais fresquinhos de quem está até às cinco da matina de volta do teclado. Só vou à rua para beber café e comprar cigarros.
Tenho cá tudo em casa, o que vou eu fazer p’ró quiosque?
É por estas e por outras que não me canso de lhes agradecer. Pode até ser por vaidade que muitos dos bloguistas blogueiam, mas não deixa de ser verdade que as coisas estão lá escarrapachadas para nosso uso pessoal. Como dizia o outro, é a Cultura, estúpido!

28.6.03



Não sei onde li isto, mas o certo é que não damos a atenção devida às pessoas. Das duas uma, ou andamos atarefados com a nossa própria imagem selectiva, ou somos, (eu e mais o cão) completamente despassarados e passamos ao lado da velocidade com que correm as coisas.
Isto vem a propósito de quê?...
Olha,... não sei!
Só sei que alguém já frisou ( e se não frisou devia ter frisado) a repetição exaustiva do tema BLOGUES,( termo que os mais ilustres aplicam em bom português e que eu não gosto. Para mim é BLOG e acabou-se. Ditador que se preze, funciona desta maneira.) na actualidade social contemporânea. Mas antes isso do que o “choradinho” dos Telejornais, as “pieguices” côr-de-rosa das Revistas sociais e os “atamancados" programas governamentais da “Cultura”.
Como tenho permanentemente de actualizar o meu (ainda não sei porquê, mas tá bem)
vai-se escrevinhando umas tretas da treta vezeira. Uns com mais sucesso, outros assim nem tanto. Hoje então, nem St.º António me salva, quanto mais todos os pedros da blogosfera. (porque não blogosterra?)
Mas no meu ver, “isto” é mesmo assim. Enquanto o sistema funcionar, gostamos de nos “ver”, “ouvir” e “falar” como uma coisa que é nova, diferente e apetecível, no termo mais generoso do verbo. No entanto, “não há mal que sempre dure nem bem que se não acabe”, lá diz a sapiência dum povo que, por acaso, somos nós Portugueses), de um momento para o outro” isto” pode acabar.
Para mim, a razão de ser das coisas tem que ter um significado, um objectivo. Sem que tenha de o ser no sentido objectivado da questão. (não bebes mais nada hoje)
Isto vem a propósito de quê? Olha... também não sei.
O que sei é que não nos devemos (eu e o cão) apegar muito a uma “coisa” que sabemos ser efémera.
A separação depois fica mais difícil e, cruelmente gravada, ficará na história das nossas passagens pelos blogs o que se escreveu, o que se viu e relatou, o que de bom e de “mau” a se assistiu.
Um blog é um blog, e a vida lá fora é tão pequenina que nem sequer vou perder mais tempo para refilar com a orientação que muita gentinha quer dar a uma coisa que nos sai quase de borla: que é ter um espaço onde se pode dizer todos os disparates, fazer de tudo uma brincadeira e, duma maneira geral na reflexão do que cada um é na realidade, podendo aprender e conhecer com tudo e com todos.
Os blogs, NÃO são uma forma de vida.
São apenas mais uma forma de passar por ela. Digo eu, não sei.
Parece que resolvi o problema dos acentos.
Já aparece o til no não ou não?
E no verão? Talvez não.
Não há bela sem senão, não? Uff... já não era sem tempo.
É assim:
Settings
Formating
Language - mudar para Português (Brasil)
Encoding - Verificar se está com Western-Windows 1252
... e pronto! Salva-se as mudanças e cá vão eles todos catitas a dizer "não, não e não" como na canção da Resende.

26.6.03

... E de referir que a Tânia, tem sido duma simpatia excepcional. Inclusivamente, se ela chegar ao ponto de c? vir, vai-me logo dizer como se resolve este pequenino problema com os acentos. ?h... queres ver?


Como qualquer vaidoso que se preze coloquei um contador. Ponto final e vou já mudar de parágrafo.
A finalidade, era tentar saber por este meio se o que está “posted” teria aceitaç?o num “mundo” t?o diversificado como a blogosfera. Cheguei, ao final de três dias, à conclus?o de que n?o!
Sei o que valho, sei o que faço, sei o que sou. Esta é uma das minhas bandeiras.
N?o atingi a escolaridade dos ilustres. N?o sei quase nada de inglês. No visitei o Louvre e s? vi duas telenovelas (Gabriela e Casar?o) . Estas s?o as bandeiras que eu nunca escondi.
Mas tenho ao meu encargo alguns blogs, qual deles o pior, que me proporcionam aquilo que mais me agrada: descontrair, apurar a minha fraca mobilidade intelectual, pesquisar ( s? tenho um ano de computador), muita aprendizagem e, acima de tudo, ler.
Ler os outros. Falar com eles. Ouvi-los.
Isso ninguém me pode tirar!

Da?, agradecer a gentileza de ser visitado ( nos que têm contador) pelos amigos desconhecidos que disponibilizam o seu tempo, talvez a tentar entender o que faço aqui. Como é a prova disso nas in?meras espiadelas destes mangan?es.
A Internet é t?o livre de si pr?pria que nem a pr?pria vontade pode alterar (isto deve soar a Kropoptkine) para que c? venha parar gente que pesquisa no Google, no Sapo ou no Yahoo!. ( Ao menos que aproveitem o som da m?sica...)
N?o sou, nem nunca fui, de desistências f?ceis. Continuarei a ler A Bola e as est?rias de. Dickens e Camillo. Sempre que poss?vel continuaremos na “voltinha” (eu e o meu c?o) por plan?cies desertas, por montanhas altas a ler cr?nicas em 35mm. Pararemos em locais à esquerda e à direita. Visitaremos este pa?s como jaquinzinhos ao vento. Nem que seja à marretada, porque contra isso n?o existem argumentos. Nem t?o pouco, cr?ticas obsessivas. Nada. Eles nem sabem que existo, quanto mais ser do Benfica.

No entanto, uma palavra de maior carinho pelas matinais sensaç?es com que acordo
no encanto de poder fumar um cigarro descansado enquanto recordo o amor de Evelyn.

Estes s?o os meus três trunfos. ?s, Manilha e Rei. Jogas mais?


*uma palavrinha de apreço ao Pedro F e ao bloco-notas pelo trabalh?o que esta brincadeira lhes d?. Mas é costume ouvir aos menos jovens que, “quem corre por gosto n?o cansa.” Assim continuem que de outros irei falar l? mais para o ver?o.

23.6.03



...ainda te lembras de quando não havia blogs?
...esta forma inacabada de chamar por ti.


Hoje, , uma data duplamente especial.
Estou feliz pela pessoa que amo , porque hoje é “pequenina”.
Estou grato pelo casamento que mantemos, que festejamos a 23 de todos os meses, essa felicidade e esse amor, com uma grande dose de compreensão que nos ajuda a ultrapassar as contingências desta vida salpicada de sonhos e contrariedades.
Hoje é dia 23. Dia de Amar quem com Amor nos paga. E para quem o gosta de fazer, todos os dias são vinte e três.
Para ti, Amor:

um dia hei-de escrever
o que te faça mais feliz.

um dia hei-de dizer
o teu espelho e magia.

um dia hei-de plantar
o teu amor e fantasia.

um dia,
a vinte e três,
que de tanto latejar
faz morrer o coração,
hei-de fazê-lo um dia.

22.6.03

Nao estou a vontade. Nao sei quem e PRD. Nao tenho acentos. Ai, ai... estou tao mal disposto. Ai que nao posso. Nao tenho palavras. Nao tenho vinho. Ai que nao posso...
Contento-me com uma singela homenagem a um debate que esta para vir.

E o ciume chegou como lume
Queimou, o seu peito a sangrar
Foi como vento que veio
Labareda atear, a fogueira aumentar
Foi a visão infernal
A imagem do mal que no bairro surgiu
Foi o amor que jurou
Que jurou e mentiu
Correm vertigens num grito
Direito ou maldito que há-de perder
Puxa a navalha, canalha
Não há quem te valha
Tu tens de morrer
Há alarido na viela
Que mulher aquela
Que paixão a sua
E cai um corpo sangrando
Nas pedras da rua





21.6.03

Obrigadinho ó malta minha.
Viemos agora da piscina (o meu cão não foi) e tenho um relatório a apresentar só a vocês.
No meio da petiscada, há um gajo no sítio da paparoca (não posso fazer publicidade ao Malecas) que pede assim:
"- Ó psst, faz favor, não tenho garfo..."
Eu levantei-me da minha mesa e levei-lhe o meu. Acho que fiz bem, porque o rapaz parecia estar com pressa.
Na volta lembrei-me duma ideia maluca, e fiz quase idêntica solicitação.
"-Ó faz favor, alguém tem um blog que me empreste...?"
Ficou tudo a olhar para mim como se tivesse fugido do Júlio de Mattos.
Afinal, os blogs ainda não chegaram à restauração. Pelo menos nesta zona.
Mas a "coisa" não fica por aqui. As boas-vindas ao João que tem lá uma coisa de que eu gosto imenso: intertextualidades.
Então com este calor...
E por falar em dois, eis a volta completas dos Pedros.
Um já cá estava, o Pedro. O outro Pedrocá está. Fiquem bem.

20.6.03



Um gajo não pode sair daqui um bocadinho que...é o que se vê.
Mortos” que ressuscitam, um blog que se estreia, e mais outro, e outro ainda. Não se pode sair de casa. Ah!... e ainda a surpresa de estar (novamente) em DESTAQUE no relatório do apontador de serviço. Ó rapaziada, não se dêem ao trabalho por minha causa. Até está lá escrito que os actos humanos é só para os compreender. Fazem-me sentir uma bola de ping-pong, a latejar em duas dimensões:o forte e o fraco. Mas adiante. Adiante não, porque já lá não estou outra vez. F... como faz o meu gato.
Isto vinha propósito de quê?... Já sei!... (é o calor)
Nas nossas deambulações blogosféricas (a minha e a do meu cão) verificamos algumas alterações das forças em presença, acima descritas. O que me faz lembrar uma história não muito antiga.

Vaidade
O ser humano enche-se de vaidade com muita facilidade.
Acha-se o bom!
Melhora um pouquinho em inteligência, beleza, riqueza ou qualquer outra coisa e já se sente o máximo!
Assim somos nós : ávidos por destaque, reconhecimento e privilégios...
Começamos a ter problemas quando passamos do ponto... quando nos achamos diferentes!
Sentimos TUDO, como Deuses!
Soberanos. Grandes . Diferenciados!
... e caímos do cavalo.
O triste é que ao invés de aprendermos sobre a humildade , nos sentimos humilhados.
No lugar de entendermos a lição, tentamos decolar de novo!
Não percebemos que o nosso destino não é a glória , mas a libertação de nossas misérias, a morte de nossas ilusões e apegos.
Não se chega à felicidade pela riqueza mas pela serenidade na adversidade.
Não é rico aquele que possui, mas o que está pleno sem condicionantes.
Pela vaidade o homem inflama-se, corneia-se, trai e mente, mas nunca conseguirá voar.
As nossas vaidades e necessidades criam apegos, que aprisionam...
Achamos que tudo podemos, pois somos o máximo!... e nem percebemos o ridículo da situação.
De senhores, passamos a escravos de quem não nos passa a mínima. Cheios de boas intenções, mas simplesmente escravos.
Há muito o que desvendarmos,
Entendermos,
Cairmos em nós.
Que possamos um dia ter olhos para ver e ouvidos para ouvir o que já está claro,
mas ainda tão obscuro para nós!
Esta abordagem pode ser considerada o que cada um entender que seja, mas não me venham com merdas sobre o “ser o e estar” nos cabrões dos blogs. Um anarca que se preze não se deixa casapiar.
Tenho dito.
Quer a uns quer a dois.

17.6.03


A morte de um blog

Recebemos (eu mais o meu cão) a triste notícia de que mais um Blog se finou: A Paragem de Autocarro.
Claro que ainda não vi o "corpo", mas a casa estava vã, oca, vazia. Sem número na porta e com janelas atravancadas.
Quase pela mesma altura escreveu-me um amigo sobre um motivo inédito sobre o mesmo tema mas com contornos diferentes.
Depois recuperamos (eu mais o meu cão) vigílias passadas:

Terça-feira, Junho 10, 2003
A Coluna Infame termina aqui a sua jornada.


“...e rebelaram, e decidiram assassinar o blog. Assim como se pode matar o tempo, decidiu-se racionalmente pelo fim do blog, não um fim melancólico, porém, mas sim um final violento e feliz. O projeto havia acabado, e tinha chegado sua hora de morrer.
Matou-se então o blog.”

in o frenético

Por um lado, é bom se escrever apenas quando se tem algo a dizer, mas a falta de posts acaba fazendo com que o leitor abandone o hábito da leitura, o que pode significar a morte de um blog.
in Grandes Ilusões

A morte leva e, cruelmente, fica.(O blog)
in SoFreak

O dispendioso é o tempo necessário para fazer o projecto acontecer e manter o padrão. Uma coisa é ter um blog online, outra é conseguir visitante. E se ninguém entra, desanima-se. (E morre mais um)
No dia que inventarem uma ferramenta, que separe as páginas que recebem manutenção regular, daquelas que estão paradas, ou mudam muito poucos ao longo dos anos, veremos que a Web dinâmica é muito menor do que se imagina.

in D. Quixote criou um blog

E o tema da mensagem era: E se fosse o autor de um blog a ter a morte como visita?
Fiquei pensativo...


14.6.03

Hoje não me apetece escrever sobre blogs. Por outro lado, propus-me identificá-los de outra forma e assim, em laia de homenagem, agradecer-lhes os momentos que me têm proporcionado. São Momentos de tudo e de Todos. Momentos adquiridos em prosa ou em verso. Em video ou em som.. Momentos in alegro e traviatta, misturados com devaneios de gente simples ou nem tanto. Mas são os Momentos dos blogs em Português d’esta praça que se faz todos os dias para quem os quiser ouvir e ler. Vazios de Estado e Religião. Sem Rei nem Roque como eu gosto. Anarquicamente falando, claro.
O meu Obrigado.
- À minha Nela Cintra com Amor.
- Aos “Meus” pela paciência que tenho em fazer os blogs deles.
- À Aninhas pelo seu gosto e coerência desde que a sei existir.
- Ao Eu Sou pelas oportunidades de descobrir mais coisas.
- Pelo Pastilhas, contra o Pastilhas, Pastilhas sempre.
- Aos Putos que, como mosqueteiros, não são três mas quatro.
- À Papoila. Que sem a conhecer conheço-a conhecendo-a.
- Tudo para Gatos e mais quem goste de animais.
- À Esquerda e à Direita sem apocalipses.
- Ao Periférica. Outro lado de ver mais coisas.
- À Civana que tem ajudado muita gente e mais alguma.
- À Coluna que escorrega mas não cai.
- Aos Marretas que se aguentam.
- Ao Kleist sempre actual.
- Ao Complot, Valete de Fratres e a Puta da Subjectividade desta vida que não nos larga.
- Ao Abrupto pela sua disponibilidade de se juntar à gente.
- À Bomba Inteligente, ao País Relativo e ao Quinto dos Impérios pela forma de estar por aqui.
- À Zazie . Uma amiga que não me importo de defender e criticar.
- Ao Maradona, ao Filme de Porrada e ao Fumaças. Gente com que não me importava de ir comer caracóis.
- Ao Meu Pipi pela forma de dizer caralhadas sem ofender ninguém.
- A todos os restantes que visito, e são muitos, mas que me ficam na memória e que se tornava enfastiante enumerá-los. Fica a promessa que vos visito.



13.6.03

De tal forma que até já ando de encontrão aos blogs cá da casa.
É para desanuviar.
Ao ler o Público e encontrar, por acaso, o editorial de José M F só me veio à cabeça "isto".
Depois das sardinhas assadas de ontem não me ando a sentir cá muito bem.

11.6.03

Bloguices nas palavras dos outros.

"O problema é a falta de humor de algumas pessoas que, às vezes, levam muito a sério ou se ofendem por alguma coisa que eu disse, e vêm com três pedras na mão pra cima de mim".
in Ubbi

Um passeio pelo ‘jardim secreto’ dos blogs.
In O Globo

Repórteres descobrem nos blogs uma forma de escrever com liberdade.
In último segundo

As pessoas escrevem por motivos diferentes. Eu acredito, e essa é a minha opinião, então fodam-se todos, é que há muito lixo nos blogs em geral e isso faz muito mal ao conceito. Mas eu leio o que eu quiser! Se eu não gostar do que um analfabeto escrever eu não leio mais. E só vejo os blogs de meia pataca quando me pedem para escrachar ou para dividir a dor de uma diarréia mental provocada por imbecis com acesso à internet!
In Vanitas

Tás comámim!

10.6.03

Estamos bem. Muito bem. O meu cão foi operado com êxito e o relax pós-operatório não poderia estar melhor. Temos cão e dono completamente alegres.
Hoje comemora-se Camões. Vizinho meu na Calçada de S’antAna. Calçada onde também pernoitou Amália e se estabeleceu A Morgadinha. Sítio perto da Severa, não longe das tertúlias do Chiado, do Parque Mayer, da RibaD’ouro, e olhando S. Jorge de olhos nos olhos.
Por estas terras passou também Anthero, a rainha Isabel, Gomes Freire, além de Bibi, Carlos Cruz e eu. Campo onde alguém sabia o que era o “maistoideu”. Local onde passei parte da juventude, onde criei família e nasceu a minha descendência. Temos por onde descer para qualquer lado da cidade, assim Sousa Martins o conceda, mais o elevador do Lavra e a carreira 33 ou, ainda, o Metropolitano que está a dois passos no Intendente ou no Rossio conforme a direcção que se tomar.
Mas não foi esta disposição que me trouxe até aqui, agora. Estamos em blogs e é sobre blogues que pretendo escrever.
Estamos a ficar mais pobres. Quer blog’sticamente falando, quer linguísticamente detectando. O princípio era senhores muito bem falantes, muito bem pensantes e muito bem distantes. Numa palavra: Artistas.
Depois vem o furacão da descoberta. Blogs em frente com gente inóspita, soalheira e cientes de que precisam libertar-se do jugo da servidão. Jornalistas, estudantes, e gente que não tem mais nada para fazer do que tentar orientar alguém. Surgem as birras pela conquista dum espaço opinativo, surgem os desacatos e insultos por conversas de rua amarfalhadas e demonstrações de que não só vale a pena queimar as pestanas como também é necessário aniquilá-las.
Arreganham-se e parecem gente que está pela primeira vez a dar um passo. Demissionam-se e parece que o mundo deixa de existir. Não deixou. É aqui que entramos nós: a raia miúda. Pessoas simples sem nome que fazem poemas e os guardam longe de olhares curiosos e mãozitas inquietas de putos à volta das gavetas. Gente que tem opinião, experiência de anos muitos e vários dissabores. Avós e pais que descobrem na Net uma forma de estar um pouco mais actualizados. Gente, enfim, que desopila um pouco a forma sempre igual como decorrem os dias. Mas ficamos. Estúpidos mas hirtos. De pé, como morrem as árvores.
Não gosto daqueles que se perfilam como os sabe-tudo. Não pela forma de eles saberem ou não, mas pela imagem que transmitem na apresentação das suas ideias, dos seus pontos de vista e nas vaidades que transparecem dos seus posts. Afinal, são mortais e padecem dos mesmos vícios e virtudes que se encontra no dia-a-dia “lá fora”. Eu, por exemplo, já fico reconhecido se um “Dos Meus” diz: “ -Não sei como é que tens paciência para estares a perder tempo com os blogs quando tens tanto lado onde mais aprenderes.” Mas eu gosto assim e quando me fartar já me fui embora. Mas por ora não. Tenho com que me entreter nas horas vagas, Escrevo o que me der na gana e chateio quem eu quiser se me deixarem. “Isto é meu” e a mim ninguém me cala Alegremente. Mas por outro lado, não gostaria de ver a “coisa” banalizar-se” e endurecer a parte que acho mais gira: a descoberta das palavras. Em Portugal costuma acontecer o oito e o oitenta. Nos blogs vai do zero-vírgula-oito ao oito mil.
Pode ser que apareçam coisas novas, quem sabe. E quando isso não acontecer vou ao google.
Agora vou dar o anti-inflamatório ao meu cão. É mais importante.


8.6.03

Numa tentativa de entender o momento crítico por que passa a blogosfera portuguesa, fomos (eu e o meu cão) ouvir o que pensam algumas personalidades de vários quadrantes, políticos e sociais, para esclarecimento da opinião pública sobre o comportamento anafado de manicures com pés de porco. A questão colocada foi como vêm o actual estado dos Bloguista portugueses depois de ” É a Cultura, estúpido”.



O chefe de Governo português reafirmou a importância de abandonar as “polémicas do passado” e avançar no sentido de “melhorar as condições de vida dos blogs portugueses” por forma a “construir democracia e paz” nesta blogosfera e para que a mesma possa ser integrada na comunidade internacional bloguista.

O Nobel da Literatura, o primeiro orador do Fórum que se prolonga até terça-feira na Aula Magna, apreciou o momento da blogosfera começando por criticar a forma como está organizada a opinião a nível de blogs. Saramago defendeu que o cidadão comum deixou de poder intervir nos ditos dada a evolução que estes tomaram. Apesar das críticas, o escritor disse não estar contra a existência dos blogs políticos ou os côr-de-rosa e, ironizando, salientou que bastaria apenas que fossem menos “tagarelas”.

Santana comentava as acusações lançadas por LFB, de O País Relativo, sobre cedências do executivo do seu staff aos desinteressantes blogs, dando como exemplos a Papoila e os Masturbadores.

"Por mim, tragam os Blogues da Alemanha, mas não há dinheiro para pagar a uma classe de topo para aprender a blogar particularmente em Portugal, por isso fazemos posts contra quem podemos chatear. Assim sendo, escolho blogues diferentes de maneira a criar novos desafios. Já sabemos que há determinados blogueiros com as quais vamos nos pegar no ano que vem. Por isso, em vez de fazer coisas repetitivas, opte-se por lançar novos obstáculos. Penso que isso vem dar mais emoção e mais chateação", salientou Scollari, o técnico campeão do mundo.


"Mulheres bloguistas, conscientes da vossa vocação de mulheres e de mães, continuem a olhar para as outras pessoas com o coração. Continuem a ir ao seu encontro com a sensibilidade que é inerente ao instinto maternal. A vossa presença é indispensável nos blogs, no S. Luiz e na comunidade bloguista", afirmou João Paulo II perante dezenas de milhar de blogueiros reunidos no Jardim de Santos na cidade de Lisboa.

“ Sim, tenho a noção que fizeram merda para um escalão etário acima dos 30 anos, mas também acho que há pessoas abaixo dos 30 que podem ter vontade de fazer o mesmo. Há blogs que estavam originalmente gravados com posts e comentários e que eu decidi não comentar. Talvez com nova roupagem quer através de e-mail que através de diferentes pedidos de satisfações pessoais possa haver uma nova era de insultos já para a semana que vem”. Disse-nos Marco Paulo à saída da sua gravadora onde se encontra em trabalhos finais para o seu novo lançamento discográfico.


O Conselho Superior de Magistratura (CSM) impôs a lei do silêncio aos juizes, proibindo-os de prestar declarações sobre o momento bloguista em curso ou sobre decisões mais drásticas de outros blogues, segundo avança hoje o Bloguices.





À hora do fecho deste post não conseguimos chegar à fala com Jorge Sampaio, Tino de Rãs e George W. Bush, por motivos alheios à nossa vontade. Os nossos mais sinceros pedidos de desculpas.

7.6.03

Como vejo "O Caso da Semana".

Dia de calor empoeirado. De tarde, vento e tempo a pedir moléstia. São proscuentos de silabases que não oferecem resitência.
Apresento quatro alcanforados que nem sabem que existo e farto. Também nem pedi desculpa. Traquinices à moda antiga..
Esta percebo eu. E talvez eles. Os quatro.
José Luis Farinha e o seu caixote do lixo.
Atila Relvas e os heróis das boinas.
Miguel Franco do arado ao computador.
Jaime Alves na Gorongosa.

Se por qualquer razão não fôr a gosto, a saída é a x na superior direita. Até parece que estou a vender chapéus p'ró sol.

6.6.03

Notícia na última da hora.

"Feriado de 13 de Junho ( Lisboa) suspenso!
Santo António apanhado com menino ao colo, vai prestar declarações ao
DIAP..."

5.6.03

A PAPOILA inspirou-me. Vamos a ver se a não a deixo ficarmal ou com uma VISÃO PERIFÉRICA do COISO. Tive a LIBERDADE DE EXPRESSÃO virtual, à socapa nos segredos dela, dizer-lhe o que pensava sobre as CRÓNICAS DA TERRA acerca da “É A CULTURA, ESTÚPIDO”. Isto é ÀS VEZES AZUL e faz-me lembrar a “linha”, onde pessoas que não se conheciam entabulavam APONTAMENTOS sobre tudo e sobre todos e depois acabavam por se conhecer pela iniciativa dum tipo mais afoito e INTERMITENTE que os conseguia juntar por convite , via JORNALISMO DIGITAL. Isto foi à ene anos atrás e em alguns casos até deu num FILME DE PORRADA quase perfeito. Mas isso são 1001 PEQUENAS HISTÓRIAS que não posso aqui divulgar. Agora imaginemos que eu estava lá. Como o fotógrafo do Diário Popular e OS PÉS BEM ASSENTES NO AR.
“-Boa noite.Isto hoje é só FUMAÇAS, não?” – diria eu ao segurança de serviço no POSTO DE ESCUTA.
Naturalmente entrava de mansinho, tentando disfarçar a CHUVA MIUDINHA por não conhecer pessoalmente nenhum dos BLOGUES EM PT, e ia aproximando o meu PEQUENO SER, físico, retardando a amostra d’O PRAZER INCULTO da minha pessoa. O que não convinha, diga-se já, para não fazer CAGADA.
Mas mesmo assim, nunca deixaria de ser uma honra partilhar, nem que fosse pelas EVASÕES DUM SONHADOR , a companhia de pessoas a quem a gente vai observando pela escrita inDIFERENTE de quase todos os dias, nas BLOGUICES do dia-a-dia de quem verdadeiramente possam ser. Nisto a MARCIANA está de acordo.
Estou a imaginar-me ao ver entrar uma senhora de cabelo escuro, alta e muita CAFEINA, de olhar penetrante e graciosa no andar, a perguntar: “ Desculpe, o senhor também veio às CONVERSAS DE CAFÉ?”. Não damos por isso, mas a primeira vez, e AGORA É QUE VOU DIZER TUDO, torna-nos meninos, ansiosos e por vezes sem saber como agir. É natural. Ficamos em PONTO MEDIA.
Por outro lado, imagino o pessoal DE ESQUERDA a entrar decididamente por ali fora, e os DE DIREITA a recatarem-se um pouco mais à espera das LEITURAS certas para as apresentações dum UNIVERSO PARALELO.
Começam a aparecer, aos poucos, magotes constituídos por mais de cinco pessoas. São aqueles que esperaram na PARAGEM DE AUTOCARRO e não querem ser os primeiros a dar CHATICES. Entende-se. Têm medo de ser considerados CÃES DANADOS à espera que falem em PICUINHICES. Entretanto, aparecem OS PUTOS. “- Olha, ó senhor, não me deste a moedinha”. São os SUSPEITOS DO COSTUME que vão ter as intervenções, e não ligaram nenhuma ao PAIS RELATIVO que trazem atrás: os FILHOS DE VIRIATO. Mas em Portugal tudo se perdoa e tudo se retoma. REPLICAR é a palavra de ordem.
Eu, por exemplo, e juro PELA SANTA LIBERDADE, se visse a entrar uma senhora de cabelos ruivos acompanhada duma FARPA mais idosa, mas aperaltada, diria logo:” Olha quem aqui está? A Zazie mais a tia do PASTILHAS.” De maneira que, quando é chegada a hora, todos se perfilam a auscultar as DEMOGRAFIAS e quem tem por missão dar início às CRÓNICAS MATINAIS. Reparamos então que é tempo de analisar os JAQUINZINHOS sobre a mesa de entrada e o seu estilo NONIO dum século antigo. É à base de gente CONTRA A CORRENTE, e de aspecto, alguns a mostrar CHARUTO JAZZ UISQUE E BLOG que baste, e outros FORA DA LEI nem por isso. Mas a EDUCAÇÃO Á IMAGEM é mesmo assim.
Imagino também, em figura de topo, um ABRUPTO mais um amigo na MONTANHA MÁGICA a aconselharem o professor José Hermano Saraiva a comprar um computador para fazer um DIÁRIO DE BORDO. Do outro lado da sala aparece uma FREIRA DADAÍSTA, e aquela sala parecendo pequena é enorme, presencio um GATO FEDORENTO, de fato-e-gravata, em amena cavaqueira com uns senhores que me fizeram lembrar OS MARRETAS. Tipos simpáticos, do melhor que há.

Nisto, há um burburinho na sala que ninguém sabe a origem. Entra toda vistosa, tipo JANELA INDISCRETA, vulgo talvez O MEU PIPI, que por sinal devia ser uma das tais que não foi ao cabeleireiro. Sempre é uma gaja o gajo.
Podia expandir-me um pouco mais, mas duas razões o não permitem. A minha CRASH está a pedir-me para ir buscar SODA CÁUSTICA para a JANELA DO MEU QUARTO e as SILHUETAS das batatas sou eu que as tenho de fritar. Hoje calha-me as MERDAS DO COSTUME. Qualquer dia vou fazer queixa ao sindicato.
De qualquer das formas MANIFESTO-ME, dizendo que falei TUDO MENOS POLÍTICA. O que me deixa um pouco SUBMERSO sem deixar de ter tido o prazer de lá ter estado. Antes que me saia um VALETE DE FRATRES e se arranje para aí um COMPLOT prefiro estar no TERCEIRO ANEL a torcer para que para o ano não seja mais uma VOZ DO DESERTO.
CRUZES CANHOTO!

Tenho um problemazinho a resolver com a minha empresa e hoje não estou pr'amar. Ainda assim arranjei tempo para umas rapidinhas nos domicílios deles. Aqui vão;


"é absolutamente normal que um blog de um jornalista tenha uma vantagem sobre o blog de um indivíduo que, a despeito da sua putativa melhor (in)formação, não tem treino em comunicação."
In huuuuu... o vento lá fora (são estes incentivos que nos levam a melhorar o curriculum)

"simpática declaração de amor dúbia e encapotada que apresenta às nossas pessoas (excepto ao Manhoso que ficou de fora, acho mal) no seu blog." (referência ao meu)
In Os Putos (As minhas desculpas públicas)

"Afinal o que nos une e o que nos separa enquanto humanos?
Muito do que nos separa assenta na característica animal que nos originou. A velha conquista de poder e território como fórmula da defesa dos recursos e da realização pessoal."
In De Direita (depois não se admirem de mijar-mos em cada esquina)

"Como o amor é coisa de poetas...
Começa por A
Segue o M e o O
Acaba com R
Tenho momentos assim, arrebatados, sublimes, sei lá... "
In Os Marretas (Teria sido das favas...?)

"O Vasco tem outros recordes e premières como o de ser o poeta português que mais decassílabos escreveu ,..."
In Abrupto (Será esta a verdadeira identidade do pipi?)

"Confesso que sou esquisito."
In Gato Fedorento (Pronto, não digas mais)

"Ainda de ressaca pelo lançamento da revista e pelas agruras da distribuição (não nos cansamos de realçar o trabalho que isto dá — há que trabalhar para a mística...)"
In ‘Oeste’ online (Já estou a imaginar aqui a recuperação do Benfica)

O Coiso com mais de 50 mil visitas
!A partir de hoje, os meus dois filhos são meus vizinhos."
In O Coiso (Agora é que as visitas vão triplicar)

2.6.03

* Hoje estou um pouco apreensivo. A Justiça anda calada e da janela do escritório já vi três carros da polícia. Nas deambulações que usualmente faço pela blogostrada marginal dei de caras com três putos (o Paradoxo, o Poético, o Cientifíco). Não é que seja alguma coisa de anormal, também vou ao Pipi e não me caem os parentes na lama. Só que lhes escrevi:
Olá putos.
> Como é que foi o "vosso" dia d'hoje.
> Cervejolas... umas gajas da s+3 do Catujal... talvez até um charro... hã.
> Isso é que foi...
> Deixem, amanhã já não se lembram de nada.
> Fixe meus, curte. Tá-se bem.

Até aqui tudo numa boa. Mas o pior é que responderam. Estarei eu a descobrir o pedófilo que há em mim. Tenho de consultar um especialista.
· Já foi escrito, lido e rebatido, que o Juiz RT foi criticado por alguém de colarinho engomado de que trazer t-shirt e ténis à hora de almoço parece mal. Se a justiça se medisse pelo vestuário o Porfirius ainda existia. Digo eu, não sei.
· A Aninhas agradeceu-me umas tretas que eu mandei. Ó rapariga, por qualquer motivo sou parceiro do RT na Feira das Galinheiras na compra de calças de ganga. Porque lá a justiça não se agradece. Muito menos o que gostas e precisas.
· Nunca gostei do Pacheco Pereira, pronto. Mas não gostar dele não quer dizer que não goste do que ele faça, aqui é ponto. Os “Estudos” estão a ficar fixes.
· Descaradamente e à traição deixo aqui ficar duas coisitas que roubei. Uma à Charlotte e a outra ao 7000.
· Dá-me ideia de que está na ordem do dia a tentativa de se descobrir a identidade do bocage dos nossos blogs. Não sei não, mas o Daniel tem uma ligeira impressão de que já foi cliente dele. Um destes dias se ele referir o Jardim do Torel já fico eu a saber quem é o personagem. Querem ver o gajo a chamar-me?

Coisa uma.
Coisa duas.



1.6.03

um blog em tons de azul cinzento

o blog comeca por ser um gelido ola-tou-aqui que se apregoa aos amigos no inicio da sua formacao
sempre na esperanca de encontrar um caloroso interromper da nossa propria solidao
e quase como um lancinante grito de socorro apos a feitura do primeiro post
mas as tantas e apenas mais uma voz feita de vazio que se une a muitas outras e que não aceitam o eco do escuro que amedronta e nos assusta
de qualquer forma ha sempre a tenue esperanca de se ser reconhecido e saudado por outro eu qualquer
por outro espelho interior por outro espaco preenchido que não soubemos encontrar
o blog e isso mesmo um blog por vezes longo outras curto sempre com autor invisivel e misterioso
ha qualquer coisa magica no blog com cenarios sordidos e textos encaixados entre poesia e coisas mortas
fantasias variadas por nostalgias de azuis cinzentos parecendo o sim e o não entrelacados como bichos de estimacao
por cada entrada na blogosfera ha uma pessoa que se reve existe uma companhia que nao pedimos para ter mas esta ali ao pe a dizer coisas a falar connosco numa mistura de tristeza e afeicao que nos convida a acenar-lhe
por cada post escrevinhado acontece um dissabor ou uma alegria existe uma angustia disfarcada que dilacera a alma e faz arrepiar o coracao que quebra que asfixia e o blog no seu maximo expoente a compreeender o desespero retido por cada um dos personagens que inventou
por detras de cada pseudonimo existe carencias e riquezas existe a negacao do passado e a emissao duma revolta a muito tempo anunciada
ha o lamento e o vacuo de ideias desalinhadas e dispersas
e uma forca disforme que atropela e arrasta para espacos hirtos a nossa propria conveniencia passional
o blog tornou-se um grito feito com silencios cumplices de gente que persiste em partilhar de gente com olhar distante e corpo sufocado por um único metro quadrado onde a anarquia funciona sem medo de ser descoberto ou denunciado
e a forma de encontrar um tempo de quem nada tem a perder ou a ganhar
eles são os futuros construtores das palavras novas de ideais decapitados que ajudam a destruir os proprios fracassos e todas as nossas loucuras
e de facto toda uma imagem difundida por orgulhos feridos de morte que nos faz donos do mundo e
os defensores de todas as causas perdidas
e um tempo sem retorno
e um tempo de inventar
e um tempo de azul cinzento este o do blog

29.5.03


"Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens e mulheres que visitam o meu canto. Deveras, mal afamado. Mas que se lixe, é meu!"Portanto, continuemos para bingo.