15.8.03


Dificuldades de acesso na net

“Além de Nova Iorque, o apagão atingiu várias outras grandes cidades do nordeste dos EUA, como Detroit e Cleveland, bem como as cidades de Toronto e Otawa, no sudeste do Canadá, onde a energia eléctrica também estava a ser reposta gradualmente esta manhã.”

Portanto não se admirem se não coseguirem aceder a locais da net que tenha a ver com americanices.
Ó prá minha ''geringonça''... ora vem, ora vai. E além disso, os miúdos cá de casa e os do meu vizinho da frente ficaram sem acesso aos ''jogos'' de sites americanos.
É uma questão de timing.


UM DIA COM... OS BLOGS

Depois de ter passado ontem todo o dia a visitar os blogs fiquei com tanta, tanta, tanta vontade de escrever que me cansei só de me sentar em frente ao teclado.
Não há dúvida. Existe qualidade suficiente para se poder editar, não um, mas três-quatro livros sobre os mais variados temas. Inclusivamente, uma ou duas enciclopédias de imagens, vários álbuns de miscelâneas musicais e, porque não, um almanaque de comentários. Tentativa bem sucedida poderia acontecer com os “recortes de imprensa” sobre os blogs.
Com tanta gente boa a escrever coisas bonitas já alguém pensou em editar um folheto, um jornal ou uma revista só de blogs e feito por bloguistas. Agora que vem ao de cima a solidariedade trágica deste povo, escravo do seu próprio fado, vítima dos seus próprios métodos e mentores, também os blogs não se deviam excluir de um ditado popular que nos acena com um ‘’fazer bem sem olhar a quem’’.
Parece pieguice mas não é.
Ao verificar a minha última contabilização pessoal cheguei a duas conclusões interessantes:
a- Somos mais que 2.296 almas a não largar o sacana do rato para descarregar todas as ideias, opiniões, poemas, notícias, comentários, estudos, brincadeiras, jogos, músicas e outras variadas formas de se dizer que se está vivo.
b- A forma também mudou radicalmente no contexto. Alguém já percebeu que entre a polémica e o insulto fácil vai uma distância maior do que todos os hectares ardidos até agora.
Por isso, ontem, depois de tantas horas em leituras várias por gente que nem sabe que eu existo, tornei-me um pouco mais velho e mais sábio. Um pouco mais cansado e disse para comigo: “ó manjerico, tu já não tás com pedalada para estas brincadeiras.”
De qualquer forma, as minhas desculpas de não poder linkar todos os que visitei, e foram muitos, não vá ter esquecido alguém no meio de tantas horas entretido. O que, por motivos óbvios, tornar-se-ia uma deselegância da minha parte.
Mas o importante foi ter um dia em que aprendi mais qualquer coisa.
Obrigado a todos por isso.

13.8.03



ALERTA
(só para quem ainda desconhece)

A notícia do JN

Entretanto Paulo, do Blogolista teve a mabilidade de informar (via e-mail) os inscritos do seu apontador.
Com a devida vénia, passo a transcrever:

blogolista informa que:
NOVO BUG do Windows em sistemas NT e virus.
O seu pc tem reiniciado sózinho últimamente? Aparece-lhe uma contagem decrescente? Pois é um novo vírus que se aproveita de um bug do windows e anda a afectar todo o mundo.
A Symantec da Norton Antivirus desenvolveu uma ferramenta para o remover, trata-se de um 'worm'.
1. descarregue e corra o programa Fixblast da symantec para o remover : http://securityresponse.symantec.com/avcenter/FixBlast.exe
2. o programa deve-lhe pedir no fim de fazer o scan para sacar um update do windows referente a este bug. Transfira a versão do update apropriada ao seu windows assim como o seu idioma correcto. Os computadores caseiros são todos 32bits.
3. Se não lhe pedir para instalar o update transfira-o e instale-o manualmente a partir de : http://www.microsoft.com/technet/treeview/default.asp?url=/technet/security/bulletin/MS03-026.asp
VERIFIQUE SEMPRE O IDIOMA DO FICHEIRO
Para o windows xp português PT --> http://microsoft.com/downloads/details.aspx?displaylang=pt-pt&FamilyID=2354406C-C5B6-44AC-9532-3DE40F69C074

* Presumo que o Paulo não se importará de informar mais detalhes.
Eu, quando estiver com dúvidas, pergunto a paulo@cool.as ...

11.8.03



Se por alguma curiosidade quiserem dar uma vista de olhos... foi aqui que fui buscar "aquela" geringonça.
Pelo sim, pelo não, se "aquela" brincadeira funcionar, é capaz de ser mais fácil ver os comentários directos.
Assim, à vista de toda a gente.

9.8.03



O Perfil de quem escreve um blog

Todos nós sabemos que MST, JPP, PSL. JS, NR, EPC, JHS, PB, PdaC, MEC, PP, MA e até o próprio NCoissoró têm opiniões formadas sobre os mais diversos temas e assuntos desta actualidade quase ultrapassada.
Façamos um exercício mental, e moral ou mural, e tente-se descobrir o perfil de quem escreve nos blogs. Porque será que JM não actualiza o seu? A Carla Guedes finou-se?...
Claro que apontamos (eu e o meu cão) subtilezas de VPV, do prof MRdeS e, porque não, os poemas de Euclides Cavaco?
Pode-se, inclusivamente, reportar o Alentejão num confronto linguístico com o Pipi. Salvaguardando algumas expectativas, a Amélia, que procura marido sem bigode, (é fina a gaja) gostaria de ser analisada por um médico que explica?
E a Esquerda e a Direita teriam alguma pretensão em contabilizar uma sondagem que os remitiriam para uma melhor análise por quem são lidos?
E as centenas de gente boa, temporizados no tempo, alheados dum sistema quase imposto, que surgem como niños em alegres ressurgimentos todos os dias nas novidades dos nossos queridos apontadores? Também eles não estarão sujeitos a um perfil?
Quem poderá entender o perfil de Sara ou de Ana? De Viegas, Pedros e Ruis, ou todos os ilustres anónimos, que a malta não conhece pessoalmente mas que devem ser uns bons compinchas em qualquer altura do ano?
Eu não possuo o perfil adequado para analisar o perfil dos outros.
Sou psicólogo nas horas vagas. Pai e amigo nas outras.
Haja quem o faça que era com prazer que os subscrevia.


7.8.03



Quase, quase, a acabar...

Estive um dia inteiro sem ver os”miúdos”.
Passei em revista, e muito rápidamente, 140 k/h, locais onde já tinha estado.
Continua-se a comer bem, bom e barato. O que constitui um refrescante “põe-te à tabela” para a nossa bolsa que já está a ressentir-se. É quase chegada a hora do regresso ao trabalho. Falta pouco para um “bom dia D. fulana, a sua mãe está melhor?”, ...“como está D. cicrana, o seu menino já diz Benfica?”,... “olá sr. engenheiro, como foram as suas férias?”...” Dra.! Já não nos víamos ao tempo, pela sua bronzeada tez, esteve fora...”, etc. e tal.
Bocas airosas, ditos apaneleirados e coisas assim, que fazem parte do dia-a-dia na profissão de cada um de nós.
Para o ano, se puder, gostaria de sossegar numa casa assim. (foto ao alto)
Porque, parecendo que não, as férias também maçam, cansam e iludem-nos.
Mas este ano não posso queixar-me demasiado. Por vezes, até me faz lembrar dois ditados populares que dizem que” nunca ninguém está bem com aquilo que tem” ou “a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha”.
O que não foi o caso destas férias.
A quem ainda não foi gozar o seu bocadinho a que tem direito, desejo que decorram da melhor forma e, se possível, melhores do que as minhas. O que não é desejar mal a ninguém. Nem sequer à galinha.

Como não tive tempo de comprar lembranças para quem aqui vem, entretenham-se a sintonizar esta brincadeira que me enviaram de Espanha.

5.8.03

Por vezes, sente-se a angústia de não saber por onde começar. Mas vou pela parte que calhou à sorte. E a vida, por si só. pode ser ou não sê-lo. Uma sorte.

Apontamento de viagem (3)


Estive em Porto Covo. Tempo bom e deliciosamente bem passado. Local aprazível, branco-azul e limpo, com muita gente. Assim como os robalinhos grelhados e as “entradas” de polvo, camarão e um queijo alentejano que entraram a matar. Absolutamente regados com um “Navegante” de 2001 que me impediram de ir a banhos antes de três horas passadas. Quanto paguei? 17 euros e 30.
Só eu e a “pequena”, porque os putos preferiram antes a piscina e outras brincadeiras sem a presença dos cotas a chateá-los. Mas estou em maré de sorte nas idas-e-vindas ao meu Sul nestas férias.
Espero o mesmo a quem esteja a divertir-se nas suas.

Gentileza
Uma palavra de agrado para quem demonstrou simpatia ( gentileza vossa, digo eu) a este espaço. Quer a um, quer a outro.


Tristeza
Tomei conhecimento pela minha querida Ana Albergaria que faleceu Helena. A Sanches.

“De uma estranha forma toda a sociedade organizada parece ter perdido a noção dos limites do aceitável, tanto ética como esteticamente. E o mais curioso é que não se pode valorizar nada disto em termos morais porque não estamos no reino do vale tudo mas, mais grave do que isso, no reino do vale nada.”
Helena Sanches Osório


Seja em que reino donde nos contemples, gosto de ti.




Um pequeno problema informático, derivado da minha estupidez com acentos e pequenas sinaléticas, estava a orientar o Padre Amaro em direcção à Armada Invisível. Um erro indesculpável e o meu pedido de "habeas corpus" para estas situações. Dá-me a ligeira impressão que corrigi o erro. De qualquer forma, penitencio-me.
Companheiro, fico a dever-lhe uma.

3.8.03



Por acaso não estou na Figueira.
Mas como estive a assistir ao Mundialito de Praia, acompanhando o evento com misturas de marisco e outras coisas frescas que agora aqui não digo, liguei esta brincadeira para registar a primeira vitória de Portugal nestas andanças.
Por causa disso, a Becky e a Mariana têm hoje uma nova tratadora. Não vou chegar a tempo do jantar delas.
Pode ser pieguice, mas gosto quando Portugal ganha. Nem que seja ao berlinde.
Portanto, hoje o primeiro hastear da bandeira nos blogs é meu. Com licença,

2.8.03



Esclarecimento actualizado
Com a pressa, esqueci de referir que o Tradutor , linkado à esquerda, foi cobardemente arrastado para aqui do blog da Civana. Que a Clara M não se chama Sara e que vou descobrindo outros que me agradam e que na coluna a eles destinados ficam mais à mão. Que não coloco “os da Elite” porque toda a gente, ou quase, os tem. O que torna mais engraçado o facto de que quando os quiser ler passo primeiro pelos amigos.” Coisinhas de pele”, como refere a Ana Albergaria. E muito bem. Para finalizar, detectei mais um blog que se preocupa com a rapaziada: o Blogolista.

Vai um mergulhinho?...


Apontamento de viagem (2)

Venho cá hoje apenas por duas razões que me prendem quase obrigatóriamente.
Refrescar um pouco e agradecer a paciência dos visitantes na visita ao meu blog.
Aqui nada se diz de muito importante. Há dias até que nem sequer me apetece cá vir com este calor. E como estou de férias ainda menos tempo e vontade sobra.
Por isso, relato apenas o essencial das idas-e-voltas que me estão a proporcionar as ditas. Visto que não posso abandonar por muito tempo a Becky Cristina (o meu cão) e a Mariana (a minha gata).
Numa dessas incursões à Terra onde o sol castiga mais, depois de uns mergulhos em Tróia – a “nossa”, não a grega – parei na Comporta para petiscar qualquer coisa.
Só digo: ou tive sorte com a disposição daquela gente nesse dia ou come-se bem e barato para os tempos que correm. E para o comprovar, não deve tardar muito, estou lá enfiado outra vez.
Lagosta assada...? Hummm...
E as cegonhas? Os ninhos das cegonhas...
E o polvo?... E o choco frito?... E o vinho?...
Já estou em Vila Nova de Mil-Fontes com uma temperatura que não baixa dos 37º.
A minha “pequena” parece um caranguejo australiano. E os putos?... (os meus, não os endiabrados do Blog) estão mais admirados do que se vissem o Benfica a entrar-lhes pela casa dentro.
Pois é. Malta pobre tem destas coisas. Quando entra um dinheirito de bónus por mais um trabalhinho extra é logo utilizado para a melhoria da nossa qualidade de vida.
Essa é que é essa.
Então com este tempo magnífico...
Fiquem bem!

30.7.03



Estou a pensar acima. O “fruto” do trabalho durante um ano não dá para mais e questiono o inquestionável “que hei-de fazer?”.
Ao menos se fosse político? Ou deputado, professor catedrático, advogado, nem que fosse do diabo? Tivesse eu amantes em Paris, um programa na TV ou soubesse cantar para além do banho, quem sabe se não tinha férias melhores?
Não os invejo. Tenho uma parte do País que me faz sentir melhor: a minha "pequena"!
A diferença só reside na distribuição da riqueza por todos os Portugueses.
Penso eu... não sei. Se calhar somos todos pobres.


Interrupção das férias para não variar. Estava a achar estranho.
É costume dizer que artista não tem férias. Mas há artistas que por razões várias não gostam de ver interrompidas as suas. Desta vez calhou-me os livros dos “psicólogos” (ISPA)..
Como não os escrevo, ao menos que lhes dê um “ar” mais risonho e bem tratado.
Foi o que fiz por uma quantia que deve dar para pôr o carro a trabalhar e ir embora
outra vez. Mas agora desligo o telemóvel, não venham eles lembrar-se que “olhe desculpe, era só mais uma coisinha..."
Agora só depois delas (as Férias, entenda-se). E se a “coisa” estiver a dar para o torto, porque não anunciar no meu blog que “trato” da Biblioteca de quem precisar!?
É uma ideia.
Mas “não vou a casa”...

28.7.03


Hoje vi o Varandas na Televisão. O malandro ao colo duma dona assim até mudou de cor. Provávelmente, quem não mudava...? Mesmo a falar de blogs.
Mas quem não viu ainda está a tempo. Sintonize a RTP e veja o Jornal da Tarde a partir do minuto 30.
Apontamentos de viagem


Salvo. Cá chegou o gasóleo e ainda tive tempo de apanhar um pouco de sol e dar um mergulhito. Estou ao fundo, à esquerda, com óculos-de-sol e calções vermelhos. Rodeado pela família que não poupou elogios à rapidez com que chegámos. E andei nas calmas.


Aqui são terras de que também gosto. O “meu” Alentejo. Terras dos antepassados da minha costela paterna. Deu tempo e espaço para visitar tios e primos ao jantar com eles no ar livre e quente. Com uma noite limpa e as estrelas a reflectirem-se nos copos tintos que acompanhavam um excelente borrego assado.


Eis-me chegado à fronteira da Língua Portuguesa. Aqui tanto se pode pedir um “ice cream” como um Corneto. É quase a mesma coisa. Doutra forma, e não é que seja cego, são locais ideais para limpar a vista de estrangeirices. Mas isso são outros quinhentos...

26.7.03


Continuo perdido no seio de tanta paisagem e costumes singelos. Parei agora numa tasquinha onde se bebe verde-tinto por malga e se prova pedaços de trutas com presunto. Gente entretida com cartas antigas e sebosas que não dão pelas horas passarem. E eu sem gasóleo.

Ao longe se avista estas incríveis criaturas. Calmas e pachorrentas com focinho de quem já almoçou. E eu sem gasóleo.
Não importa. Fico mais um tempo porque a fome aperta e os miúdos já protestam. Ainda tenho rolo na camara.

Hoje é dia de Feira dos criadores de gado barrosão e eu sem gasóleo. Mas ainda tenho rolo e uma enorme vontade de ficar aqui para sempre. Mas não posso. Chama-me o Sul e as raízes culturais da minha terra. Para uma melhor compreensão deixo aqui o que posso ver em casa quando lá chegar.
E eu sem gasóleo...

24.7.03



Nestas minhas férias entrelaçadas entre o tempo e a espera não me demove de vir abrir as janelas. Essas janelas, que em tempo oportuno se encerrarão assim como os mortais e os deuses inexistentes de Tersopul e Andromedal, terreolas de gente bárbara e distante.
Ulisses vagueou por aqui à procura de fósforos. Vinha fugido de Esther, a quem o seu cão tinha mordido. Hoje estou como ele. O tempo não abre, e o mar... ah! o Mar..., esse monstro sagrado e traiçoeiro que tantas desgraças e sonhos tem catalogado no seu sem-fim, não há maneira de ao azul tornar. Tornou-se Adamastor, o Mar. E o Ministério das Finanças também.
“Mudança de maré.” – dizem pescadores desta terra parca em recursos, mas de gentios hospitaleiros e de bom trato nesta ímpar gastronomia.
Sinto-me indeciso como Helena de Tróia. Não sei onde estou, como o acontecido a Homero ou Júlio César. Sei apenas que na última curva a tabuleta indicava: Terras de S. Nunca. -“O que faço aqui?”- não foi só Paulo que o questionou.
Mas continuo levado a acreditar que estas férias são diferentes. Como diferente está a ser o meu discurso e como o foi o destino de Cleópatra e Centopeia. Será dos odres de vinho, clarinho-macio e sem borbulhas, com que esta gente me presenteou e que pareciam ter sido resgatados de um naufrágio? Será dos enchidos que suportavam as Côrtes Espanholas nos seus manjares mais as orgias dos habitantes de Sodoma?
Não sei. Sinceramente, não sei.
E, para além disso, pouco importa. Já abri as janelas e sinto-me lindamente bem disposto. Para gáudio das elites que comigo vieram.
Notícias vou dando, se para isso me ajudar o engenho. Porque a arte está por todo o lado.


"DOM LUÍS, por graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, etc. Fazemos saber a todos os nossos súbditos, que as cortes gerais decretaram e nós queremos a lei seguinte:

ACTO ADICIONAL À CARTA CONSTITUCIONAL DA MONARQUIA "

É isto o ”24 de Julho”?
Eu a pensar que se tratava duma invasão napoleónica a que tivessemos feito frente. Ou, na melhor das hipóteses, algum título conquistado aos espanhóis no tempo do “Pantera Negra”. Ou que tivesse haver com a Amália... Cavaco Silva... um blog novo... um tiroteio numa "boite"... D. Sebastião.. sei lá...
Sou muita estúpido, graças a Deus.

23.7.03



mais um dia 23, meu amor.
...e
de tanto te amar
me perco.
sem saber amar-te tanto
nunca sei o quanto valho.

e...
de me achar tão certo,
valho-me do saber
que de te amar eternamente
nunca sei quando me perco.

20.7.03

Já me esquecia. Boas férias para todos.
E quem sabe se no mergulhar duma onda mais forte, no meio duma sardinhada ou na apetência de ficar acordado até mais tarde ouvindo sons nas discotecas deste Portugal, não encontremos por aí um companheiro/a bloguista.
Eu até tenho um


Interroguei-me: “ Os blogs vão de férias? “
Nã... não me parece. Pelos menos a maior parte. Eles cada vez são mais e podem “repartir-se” como naquelas empresas em que toda a gente, ou quase, concorda com essa aberração de dividir um direito laboral que foi conquistado. Para mim, só por necessidade ou então, nem sequer vou se houver “obrigatoriedade.
Mas hoje, como descanso semanal, calculo as idas à missa, à praia, ao supermercado,
Aos hospitais, cemitérios ou prisões. Um Domingo, parecendo as vinte e quatro horas que passam mais depressa, e “pirado” devido por vezes a não saber o que fazer com ele, é dos únicos 7 da semana em que se pode colocar tudo na ordem-do-dia. É uma questão de critério, escolha ou organização.
O meu de hoje completa-se com a ida às compras, reabastecendo o frigorífico, a arca congeladora, o bar e outras fragilidades consumistas. Já fiz.
Existe a hipótese dum almoço em Família, duma visita aos netos e/ou aos amigos ou ver as novidades na Feira da localidade de cada um. Também já fiz.
Depois há sempre a derradeira esperança que a minha “pequena” queira dar um passeio às marisqueiras do Seixal ou ver o Mar ou dar uns mergulhitos na piscina. Ainda estou à espera.
Por fim, também preciso vir aqui de quando em vez para arejar os cantos, mudar os lençóis e dar as boas tardes a quem aparecer. È para o que serve o meu blog e o que estou a fazer agora.
De qualquer maneira, quero que fiquem bem.

17.7.03


Mais umas voltinhas e, confesso, há malta para tudo. Já passei na publicidade, viajei entre Porto-Lisboa em dois minutos e estive metido em bruxarias. (cruzes canhoto) Até que ia levando um pontapé na...! Esta brincadeira está a tornar-se viciante, expectante e o sacana do velho Word está a tentar que eu corrija as palavras atrás referidas. É maluco, e eu desculpo-o. No entanto, como hoje estou “abocanhado” deixo aqui um link para me não esquecer. Cortar o bigode é que eu não corto. Quer quer, não quer não estraga. De resto, agora vou ouvir dois fados num gajo que é maluco mas é o meu melhor amigo. Maluquices a dois é o que é. Dava pano p’ra mangas...
É só cinco minutos!...


Hoje estou abocanhado de ciúme. Não me apetece entristecer e paira na minha janela a sombra da nostalgia. Tenho folhas de versos e prosas numa das gavetas da cómoda fechada e não as vou buscar. Neste pobre espaço não falo das coisas lá de fora que me arrepia. Os deficientes também amam podia ser o título de um romance, de uma análise filosófica ou uma metáfora. Não me diz muito a sucessão na CV. Pouco me importa o segredo de justiça. Está bom tempo e há quem chame à construção do Mundo um Caos. Por isso, hoje apetece-me olhar os Outros. E noto que a vaidade e pretensão são tempos a findar em algumas páginas pessoais. Faz sentido. Aprender com quem sabe não é ficar envergonhado. Muito menos sabendo que a vã glória de descrevermo-nos traduz o sentido que há em nós. Gostei destas paisagens e vou continuar a procurar os ilustres desconhecidos que também riscam coisas bonitas em folhas frias de papel.


"Ouço gritos apoplécticos na rua e coloco-me à janela. Um homem e uma mulher gritam, insultam-se, batem-se, prometem suicídio. A cena é tão opressiva que me deixa perplexo, incomodado. O homem grita, a mulher grita. O carro onde viajam foi parado à pressa, as portas estão abertas, as luzes tremem. Os passantes passam mas passam com medo, com prudência, envergonhados, espavoridos. No meio do casal, uma pequena criança assiste a tudo, aparentemente impávida e resignada, sem mexer um dedo que seja, sem nada dizer. E o homem e a mulher continuam...
In Flôr de Obsessão


"Escutar o que os outros têm para dizer, ou o que nós temos para dizer? Escutar o que temos para dizer aos outros, ou o que temos para dizer a nós mesmos? O que será mais importante? Mal o homem fez estas perguntas a si mesmo logo lhe surgiu a resposta. Escutar os outros ou a nós mesmos é igual, importante é que se tenha alguma coisa para dizer. Disse-o a quem muito bem entendeu, escutou-o quem quis."
In Mil e uma...


"Recordas-te de teres recusado beijar o mar por mim?
Pedi-to há tanto tempo, numa noite em que as minhas dores se cruzaram com as dores desconhecidas para mim como o são quase todas as tuas dores. E as tuas noites... pântanos de angústias invadidos de luar azul e de segredos?"
In Azul Cobalto

16.7.03


Só está morrer gente. Desta vez foi o Maurício. Colega da farra com o “genbrinhas”, mais o Mário “Tabuadas”, o “Saddam” e eu.
Chegámos a ouvir o Marceneiro num beco de Alfama, estivemos no Solar da saudosa Hermínia e fomos todos ao funeral da diva. Amália de seu nome.
Porra.
Não nasce cá ninguém?

15.7.03



- Há quanto tempo não lês um livro?
- Sei lá... os que eu li já morreram todos.
Podia ser uma conversa de surdos entre dois amigos que não se chegaram a formar. No entanto, prova que existiu o começo do gosto pela leitura e que uns continuaram, outros não.
Estou a ficar velho e já não acompanho esta geração diversificada de gostos e atitudes. Mais partilhada nos meios mas menos acessível no patamar cultural onde me encontro. Ninguém deve ter “culpa” disso.
Fica a saudosa experiência de ter vivido com eles, os livros. Esses ambiciosos blogs da época onde me encantava com Camilo e Eça. Com Duras ou Stendhal. Dickens e Dostoievsky.
Depois vem a nova geração, com HH, Alice Vieira, Saramago, Cardoso Pires (o trabalhão que este tipo me dava para gravar em letras douradas, um dos meus trabalhos, o Dinossauro Excelentíssimo num livro tão fininho) e outros que não perdia tempo a ler. Fiz mal.
Na actualidade, pergunto-me: “Conheces Matilde Rosa Araújo?”
-" Não.”
“E Onésimo Teotónio Almeida, José Emílio-Nelson, Ivo Machado, Inês Lourenço, Domingos Lobo, Alexandre Parafita, Luísa Augusta Monteiro Araújo de Sá, ou Pedro Eiras?”
-“Também não.”
É a minha resposta embaraçada.

14.7.03


Hoje, segunda-feira, é o meu primeiro dia de férias imerecidas. É que ainda há tanta coisa para fazer que talvez fosse melhor lá mais para a tardinha.

"Atendo o telefone e tento escutar, por detrás de um ressoar de vozes, gargalhadas e tinir de copos e daquela zoeira que costumam ter os bares em horas animadas, a seguinte pergunta:

- Como era o nome do toureiro que “comia” o Hemingway?

Pasmei. O Ernest, o maior espada, virar "Hemin gay", agora? Isto jogava no chão um dos maiores ídolos da minha infância e vida. "Por Quem os Sinos Dobram", "O velho e o Mar", "Neves de Klimanjaro", "Adeus às Armas", tudo reduzido a lantejoulas e plumas? Essa não!

Vi logo a confusão e tentei explicar por cima do barulho e risadas: Quem comia - ou ao contrário - um toureiro era Garcia Lorca, o poeta fuzilado por Franco, e o toureiro chamava-se Ignácio, El Gitano (O cigano). Para ele, Lorca fez aquela linda poesia "A las Cinco de la Tarde".

Do outro lado:

- Então foi o Picasso?

Enquanto tentava entender o que Picasso fazia nesta tourada, ouvi uma voz esganiçada ao fundo dizendo:

- Prefiro Van Gogh.

Então primeiro perdi-me, mas depois vi a conexão: o pintor que teve um caso com Lorca foi Salvador Dali, de quem dizem que continuou apaixonado pelo poeta, apesar de ter sido casado por toda a vida com Gala, a quem nunca traiu. Ela sim, com todos os amigos, antes e depois do casamento. Coisa que não importava ao pintor, porque era vidrado em ouro, ou dólares, tanto que certa vez um crítico fez um acróstico do seu nome e conseguiu "Salvador Dali = Ávida Dollares". Podem conferir, dá certinho! O pintor, que todos julgavam que ia se ofender agradeceu e disse que era isto mesmo.

Voltemos ao bar. Respondi que tinha sido Dali, o Surrealista.
Mais vozes não entendidas, então outra pergunta:

- O Hemingway então era amante do Scott Fitzgerald?

Mais esta agora. Estão pensando que sou Enciclopédia de quem comeu quem, na época que "Paris era uma festa"?

- Não! Respondi, e expliquei: - Detestavam-se. Scott morava com Zelda (a doida), sua mulher, no George V, ou no Ritz, era rico e snob, enquanto o Hemingway, de calcinha de veludo surrada, se escondia numa água furtada em Saint Germain, e pelos pobres bistrots (barzinhos) bebia e comia, sempre batendo furiosamente na sua máquina de escrever portátil, (era jornalista correspondente) nem tanto assim na época. Um escrevia sobre a high society, o outro sobre gente mesmo. E os dois eram muito bons.

Dizem que Ernest teve um caso com Zelda, aprovado pelo marido, mas isto é outra estória, e não comprovada. Más-línguas parisienses da época.

Mais um pouco de barulho, chiados, celulares e a última pergunta:

- E o Inácio, o Gitano era bonito?

E eu sei? Sei que era cigano e devia ter um charme violento, e além disto, toureiro. Devia ser um Zulu da época, todo sarado, e com toda a mídia em cima .

- Uma graça! Respondi, só para chatear.

Caiu a linha, ainda bem, pois já estava com receio das próximas perguntas. Até quando iria saber ou inventar mais explicações e estórias?"

Estes amigos que tenho ...

13.7.03


Abriu uma Casa de Fados não sei aonde mas parece que pertence a estes novos despurados blogs que acontecem.
Desta vez fui o primeiro a descobri-lo, mas não lhe vou dar muita importância porque o tipo tem a mania que é fadista.
Como outros animadores que blogueiam a cantar. Não talvez o Fado mas outras cantarolices que também se podem ouvir.
Digo eu, não sei...

E para espantar espíritos e outras sortes malfadadas nada melhor que estes poetas andaluces doutras terras.

Sabendo que há gente nova nestas andanças congratulo-me com o facto.
Pena tenho daqueles que deixaram de o fazer. Talvez a saturação de dias usados e cansativos. Penas secas de poetas que mudaram de espaços. De blogs ou de cenários mais chamativos. Pelo tempo que me fizeram companhia, pergunto com a recuperação de tempos idos:
Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
Qué miran los poetas andaluces de ahora?
Qué sienten los poetas andaluces de ahora?
Cantan con voz de hombre, ¿pero donde están los hombres?
con ojos de hombre miran, ¿pero donde los hombres?
con pecho de hombre sienten, ¿pero donde los hombres?
Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parecen que están solos.
Es que ya Andalucia se ha quedado sin nadie?
Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
Qué en los mares y campos andaluces no hay nadie?
No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
Quién mire al corazón sin muros del poeta?
Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?
Cantad alto. Oireis que oyen otros oidos.
Mirad alto. Veréis que miran otros ojos.
Latid alto. Sabreis que palpita otra sangre.
No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo.
encerrado. su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres.

Rafael Alberti
in Memorian

11.7.03


...a morte morreu e quem a matou foi a lucidez.
Porque no tempo e no espaço, a dor do adeus subiu e desceu na escala das aflições humanas. E saber disso é bom. Só é pena estar preocupado em viver muito e não em viver bem.
Voltemos então à angústia dos dias cansados, das pequenas coisas que nos são fáceis e que nos fazem acontecer e amar.
Pela Vida, continuemos então.


7.7.03


Temporáriamente suspensos os blogs da Família.

Por morte alheia aos que vierem aqui, mas especialmente a quem amo e apoio.
A Vida continuará...

6.7.03

Ao ataque!
Hoje é o domingo que se presta para um ataque de Hackers qualificados.
Pode acontecer que não aconteça. E se acontecer, paciência. Aconteceu.

Parabéns
Ao Carlos Franquinho pelo magnífico trabalho que tem aqui.
Desejo-te o melhor sucesso.
Que não se diga que me esqueci destes velhos companheiros. Companhia serena da minha juventude.
Não vos digo obrigado porque sempre vos agradeci.

Augusto Abelaira: "Se ficar vivo por mais tempo, continuarei. É complexo, o indivíduo nunca diz o que quis dizer"

Barry White, conhecido pela sua voz grave e canções românticas, proporcionou "a lua" para inúmeros jantares à luz de velas, com baladas como Can't Get Enough of Your Love Babe e You're the First, The Last, My Everything.

4.7.03



“Após lutar no Vietname, um soldado americano é ferido em combate e fica paraplégico. Já no hospital, ele passa a questionar a posição americana na guerra e torna-se um activista político” podia ser o título deste post.
Não é o caso e nada disto é uma guerra.
Mas vou postar (não gosto nada do termo, parece que estamos a dizer “vou à casa de banho que estou à rasca”) um pouco de marketing familiar.
Isto dos blogs deu-me o crédito necessário para gravar (julgo que seja para isso que se presta o meu blog) muitas “cobóiadas”, muitas noites mal dormidas, namoradas e muitos disparates. Recordou-se-me agora mesmo esses tempos com o meu amigo “Saddam”. O que eram aqueles tempos... onde não existiam os ditos, e muito menos se falava em Internet. Onde andávamos na moda com cabelo comprido, calças vestidas pela Porfirius e camisas do Conde Barão.
Quantas noites, vindos dos ensaios de mais um dos Teatros Populares daquela altura, íamos beber um copo à Riba D’ouro (mais o John, o e as “chavalas” nossas amigas) até o sr. Jaime dizer: “Ó rapaziada, vamos fechar.” A malta ia para os “fundos ”beber “girafas” e comer “pregos”, mas quando saíamos encontrávamos à porta um senhor de laço (B-B) em roda de amigos vários que por ali ficavam ainda em amena cavaqueira. Eram a tertúlia da minha zona. Victor Mendes, o Zé Viana e a miúda Io eram os quadros respectivos do Parque Mayer. Outros não conhecia na altura. Era a diferença de idades e de estatutos. Como hoje ainda se faz nos blogs.
Depois veio a tropa, o 25 de Abril, a Mulher e a responsabilidade da família.
Nasceram os filhos, descobri dificuldades e organizei-me como nos meus tempos do Liceu Camões. À vontade e "à Benfica". Parecendo velho, sou um puto novo já com netos. Mas estou para as curvas e sinto-me com gosto de ler toda a malta que escreve bem e que fala ainda melhor. Sem vaidades.

Pronto, já desabafei e linkei os meus Amigos.
Qualquer coisa... estou por aqui.
Hoje tenho andado ocupado a arrumar a minha cinematecazinha do tipo o que é que alguém tem a ver com isso.
Entre dois cafés e trinta e tal cigarros detectei que o PS vem aí. Em peso decimal.
Que o Armando Rafael está a comentar a blogosfera tardiamente.
E que existe muita boa gente que ainda não linka correctamente o Mar Salgado.
Foi para o que deu. Agora vamos almoçar. Eu e o meu cão.

3.7.03

No seguimento da conversa, optei por realizar uma sondagem interna com dez análises de audiência.
Resultados:

40% diz que: "Não chegamos aos calcanhares dos brasileiros"
30% diz que: "Gostavamos mais quando eramos menos"
20% diz que: "Desculpe, agora não. Estou a ler o pipi"
10% diz que: "Falta-me pormenores. Não sei e nem respondo"

Foi a sondagem possível.

Somos portugueses, até nos blogs.
É uma afirmação pura depois de ter andado toda a manhã por “terras estrangeiras”. Não li ninguém como nós.
Os blogueiros do outro lado do mar é gente galhofeira, bem disponibilizada em tempo e inovações. Poucos são aqueles que se preocupam com o “estado da nação”. Para eles, ter um blog já é motivo de sobra para não haver chatices. Levam quase tudo “numa boa” e divertem-se entre uns e outros. “Chatam”, fantasiam, contam histórias e sonhos.
Até organizam encontros para verem cinema juntos e promovem petiscadas e outras aglomerações de gentes verde-e-amarela. É a ideia que têm dos blogs. Dá um jeitão.
Os ingleses já não são assim. Prestam-se a assuntos mais sérios e tecnológicamente mais apurados. Mas nunca a roçar o umbuiguismo dalguns palermas como eu que espera que alguém lhe passe o mínimo cartão.
Dos senhores do sol nascente nada a apontar. Estão a começar agora. E por motivos óbvios de linguagem nem própriamente considero sobre o que estavam a escrever.
De argentinos e espanhóis não se esperava outra coisa do que não ser a relevância da sua auto-estima ou o raio que os parta. Mesmo assim, estão uns pontinhos à frente desta malta que começou agora.
Numa rápida análise à panorâmica nacional, isto está ruim.
Fora meia-dúzia de gajos simpáticos, não se pode dizer que estejamos a evoluir no sentido lato a que se propõem (ou deviam propor) os blogs.
Está tudo muito “politizado” e soberanamente “organizado” em grupinhos de encostos, de lambidelas e de hierarquias dominadoras. São as tentativas dos “fazedores de opinião” a fazerem crer quem em terra de cegos quem tem um olho é rei (risos cá em casa).
Talvez com o andar da carruagem se componha e, como sempre, após trinta ou quarenta anos depois se chegue à conclusão de que se podia ter feito melhor. Se ainda existirem blogs... claro.
Eu, pela parte que me toca, cá vou ficando pelo meu cantinho mais os meus amigos e familiares a desfrutar do que houver de melhor. Porque na Net pode-se escolher. É uma questão de saber procurar.
Grato pela visita.


2.7.03



...tanto mais que estou sériamente a pensar em fazer mais um blog.
Desta vez o título escolhido seria
BLOGUES na RIBALTA com o sub-título Uma casa de putas mais o Fado.
Com iscas e tudo.


Não há nada melhor que estar ausente do presente.
No retorno, a alegria ou a tristeza redobram pela forma como encontramos o que deixámos. Sobrepõem-se à vontade individual.
Daí, o facto de não me congratular com a desistência do Pedro F, mas compreendo-o. Era a minha "coluna infame" das referências e procuras.
Quanto ao resto, porque de resto se trata, advêm outras "infâmias". Não são bloguices, traquinices ou brejeirices. São os respectivos camionistas numa manifestação expressa no seu melhor fulgor.

e por gastar muita tinta,
não se espere que consinta
na falsidade que li
e me ofende o pedigree:
garanto que não fui eu
o brejeiro que meteu
já num blogue o meu pipi.

VGM in JPP

com resposta a tempo

Graça Moura desdenhou
D’ O Meu Pipi com vil sanha.
Mas quer comprar quem desdenha,
Disse o povo e acertou.

in Bosade (mistura de Sade com Bocage)

...e a finalizar com ponta aguda

...o Pacheco e o Vasco também coçam os tomates? Isso de ser intelectual tem muito que se diga, não é? O pipi deve precisar de muita atenção, menos da de dois tipos que passam a vida em mútuas lambidelas intelectuais.
in oAlmirante

Estou a gostar.
Tanto, tanto, tanto, que até os vou colocar nos links de Poesia. Não estou a brincar.

30.6.03

Mas o mais importante é recordar um pouco a homenagem a Lion Marc-Vivien Foé.
Quem "andou" a jogar à bola, sabe disso. Mesmo aqui.
O mesmo se aplica às metamorfoses generalistas efectuadas pelos controladores oficiais do Sapo.
Primeiro o Pastilhas não é um blog. E se fosse, não era um blog qualquer.
Segundo (e em relação à coincidência) o Miguel já não é "serviço público".
Como diria o Pipi: foda-se, caralho!
Como é possível?
Isto é o fim do Mundo!!!
Não sei como é possível, mas o Ministério da Educação permite que qualquer pessoa verifique, on line, o nosso curriculum escolar mesmo que já tenhamos terminado de estudar há 50 anos. Se quiserem experimentar e ver se está correcto, o endereço é este.

29.6.03



Bom dia, boa tarde ou boa noite, conforme a hora em estiveres a ler este post.
Isto prova que um blog é tudo menos um diário. Estamos a fazer de conta que somos os mensageiros das novas que nos vai na alma e escrevemos para os outros. Muitas das vezes só me falta dizer: “Olá, eu sou o Eduardo e este é o meu blog nacional.”
Tem as suas vantagens que passo a explicar: na minha caixa de correio electrónico recebo as primeiras notícias (newsletters) do Washington Post, do Correio da Manhã, do Record e do Portal da Bolsa. Depois vem aqueles senhores do iBest, do Baixaki e do Zdnet a esclarecerem-me como posso ter o último grito tecnológico para o meu PC. Além, claro,da Fátima a transmitir-me as actualizações do Tudo para Blogs ponto com. Não é fácil dar seguimento a isto tudo ao mesmo tempo. Daí que já tenha detectado que estou a ficar dependente dos blogs. Logo que ligo a máquina, a primeira coisa que faço é ir aqui. Depois leio, por ordem aleatória, as novidades políticas à Esquerda e à Direita.
Notícias sobre livros, exposições ou filmes. Discos, Revistas, discursos ou entrevistas.
É só escolher e ter a sorte de apanhar os posts mais fresquinhos de quem está até às cinco da matina de volta do teclado. Só vou à rua para beber café e comprar cigarros.
Tenho cá tudo em casa, o que vou eu fazer p’ró quiosque?
É por estas e por outras que não me canso de lhes agradecer. Pode até ser por vaidade que muitos dos bloguistas blogueiam, mas não deixa de ser verdade que as coisas estão lá escarrapachadas para nosso uso pessoal. Como dizia o outro, é a Cultura, estúpido!

28.6.03



Não sei onde li isto, mas o certo é que não damos a atenção devida às pessoas. Das duas uma, ou andamos atarefados com a nossa própria imagem selectiva, ou somos, (eu e mais o cão) completamente despassarados e passamos ao lado da velocidade com que correm as coisas.
Isto vem a propósito de quê?...
Olha,... não sei!
Só sei que alguém já frisou ( e se não frisou devia ter frisado) a repetição exaustiva do tema BLOGUES,( termo que os mais ilustres aplicam em bom português e que eu não gosto. Para mim é BLOG e acabou-se. Ditador que se preze, funciona desta maneira.) na actualidade social contemporânea. Mas antes isso do que o “choradinho” dos Telejornais, as “pieguices” côr-de-rosa das Revistas sociais e os “atamancados" programas governamentais da “Cultura”.
Como tenho permanentemente de actualizar o meu (ainda não sei porquê, mas tá bem)
vai-se escrevinhando umas tretas da treta vezeira. Uns com mais sucesso, outros assim nem tanto. Hoje então, nem St.º António me salva, quanto mais todos os pedros da blogosfera. (porque não blogosterra?)
Mas no meu ver, “isto” é mesmo assim. Enquanto o sistema funcionar, gostamos de nos “ver”, “ouvir” e “falar” como uma coisa que é nova, diferente e apetecível, no termo mais generoso do verbo. No entanto, “não há mal que sempre dure nem bem que se não acabe”, lá diz a sapiência dum povo que, por acaso, somos nós Portugueses), de um momento para o outro” isto” pode acabar.
Para mim, a razão de ser das coisas tem que ter um significado, um objectivo. Sem que tenha de o ser no sentido objectivado da questão. (não bebes mais nada hoje)
Isto vem a propósito de quê? Olha... também não sei.
O que sei é que não nos devemos (eu e o cão) apegar muito a uma “coisa” que sabemos ser efémera.
A separação depois fica mais difícil e, cruelmente gravada, ficará na história das nossas passagens pelos blogs o que se escreveu, o que se viu e relatou, o que de bom e de “mau” a se assistiu.
Um blog é um blog, e a vida lá fora é tão pequenina que nem sequer vou perder mais tempo para refilar com a orientação que muita gentinha quer dar a uma coisa que nos sai quase de borla: que é ter um espaço onde se pode dizer todos os disparates, fazer de tudo uma brincadeira e, duma maneira geral na reflexão do que cada um é na realidade, podendo aprender e conhecer com tudo e com todos.
Os blogs, NÃO são uma forma de vida.
São apenas mais uma forma de passar por ela. Digo eu, não sei.
Parece que resolvi o problema dos acentos.
Já aparece o til no não ou não?
E no verão? Talvez não.
Não há bela sem senão, não? Uff... já não era sem tempo.
É assim:
Settings
Formating
Language - mudar para Português (Brasil)
Encoding - Verificar se está com Western-Windows 1252
... e pronto! Salva-se as mudanças e cá vão eles todos catitas a dizer "não, não e não" como na canção da Resende.

26.6.03

... E de referir que a Tânia, tem sido duma simpatia excepcional. Inclusivamente, se ela chegar ao ponto de c? vir, vai-me logo dizer como se resolve este pequenino problema com os acentos. ?h... queres ver?


Como qualquer vaidoso que se preze coloquei um contador. Ponto final e vou já mudar de parágrafo.
A finalidade, era tentar saber por este meio se o que está “posted” teria aceitaç?o num “mundo” t?o diversificado como a blogosfera. Cheguei, ao final de três dias, à conclus?o de que n?o!
Sei o que valho, sei o que faço, sei o que sou. Esta é uma das minhas bandeiras.
N?o atingi a escolaridade dos ilustres. N?o sei quase nada de inglês. No visitei o Louvre e s? vi duas telenovelas (Gabriela e Casar?o) . Estas s?o as bandeiras que eu nunca escondi.
Mas tenho ao meu encargo alguns blogs, qual deles o pior, que me proporcionam aquilo que mais me agrada: descontrair, apurar a minha fraca mobilidade intelectual, pesquisar ( s? tenho um ano de computador), muita aprendizagem e, acima de tudo, ler.
Ler os outros. Falar com eles. Ouvi-los.
Isso ninguém me pode tirar!

Da?, agradecer a gentileza de ser visitado ( nos que têm contador) pelos amigos desconhecidos que disponibilizam o seu tempo, talvez a tentar entender o que faço aqui. Como é a prova disso nas in?meras espiadelas destes mangan?es.
A Internet é t?o livre de si pr?pria que nem a pr?pria vontade pode alterar (isto deve soar a Kropoptkine) para que c? venha parar gente que pesquisa no Google, no Sapo ou no Yahoo!. ( Ao menos que aproveitem o som da m?sica...)
N?o sou, nem nunca fui, de desistências f?ceis. Continuarei a ler A Bola e as est?rias de. Dickens e Camillo. Sempre que poss?vel continuaremos na “voltinha” (eu e o meu c?o) por plan?cies desertas, por montanhas altas a ler cr?nicas em 35mm. Pararemos em locais à esquerda e à direita. Visitaremos este pa?s como jaquinzinhos ao vento. Nem que seja à marretada, porque contra isso n?o existem argumentos. Nem t?o pouco, cr?ticas obsessivas. Nada. Eles nem sabem que existo, quanto mais ser do Benfica.

No entanto, uma palavra de maior carinho pelas matinais sensaç?es com que acordo
no encanto de poder fumar um cigarro descansado enquanto recordo o amor de Evelyn.

Estes s?o os meus três trunfos. ?s, Manilha e Rei. Jogas mais?


*uma palavrinha de apreço ao Pedro F e ao bloco-notas pelo trabalh?o que esta brincadeira lhes d?. Mas é costume ouvir aos menos jovens que, “quem corre por gosto n?o cansa.” Assim continuem que de outros irei falar l? mais para o ver?o.

23.6.03



...ainda te lembras de quando não havia blogs?
...esta forma inacabada de chamar por ti.


Hoje, , uma data duplamente especial.
Estou feliz pela pessoa que amo , porque hoje é “pequenina”.
Estou grato pelo casamento que mantemos, que festejamos a 23 de todos os meses, essa felicidade e esse amor, com uma grande dose de compreensão que nos ajuda a ultrapassar as contingências desta vida salpicada de sonhos e contrariedades.
Hoje é dia 23. Dia de Amar quem com Amor nos paga. E para quem o gosta de fazer, todos os dias são vinte e três.
Para ti, Amor:

um dia hei-de escrever
o que te faça mais feliz.

um dia hei-de dizer
o teu espelho e magia.

um dia hei-de plantar
o teu amor e fantasia.

um dia,
a vinte e três,
que de tanto latejar
faz morrer o coração,
hei-de fazê-lo um dia.

22.6.03

Nao estou a vontade. Nao sei quem e PRD. Nao tenho acentos. Ai, ai... estou tao mal disposto. Ai que nao posso. Nao tenho palavras. Nao tenho vinho. Ai que nao posso...
Contento-me com uma singela homenagem a um debate que esta para vir.

E o ciume chegou como lume
Queimou, o seu peito a sangrar
Foi como vento que veio
Labareda atear, a fogueira aumentar
Foi a visão infernal
A imagem do mal que no bairro surgiu
Foi o amor que jurou
Que jurou e mentiu
Correm vertigens num grito
Direito ou maldito que há-de perder
Puxa a navalha, canalha
Não há quem te valha
Tu tens de morrer
Há alarido na viela
Que mulher aquela
Que paixão a sua
E cai um corpo sangrando
Nas pedras da rua





21.6.03

Obrigadinho ó malta minha.
Viemos agora da piscina (o meu cão não foi) e tenho um relatório a apresentar só a vocês.
No meio da petiscada, há um gajo no sítio da paparoca (não posso fazer publicidade ao Malecas) que pede assim:
"- Ó psst, faz favor, não tenho garfo..."
Eu levantei-me da minha mesa e levei-lhe o meu. Acho que fiz bem, porque o rapaz parecia estar com pressa.
Na volta lembrei-me duma ideia maluca, e fiz quase idêntica solicitação.
"-Ó faz favor, alguém tem um blog que me empreste...?"
Ficou tudo a olhar para mim como se tivesse fugido do Júlio de Mattos.
Afinal, os blogs ainda não chegaram à restauração. Pelo menos nesta zona.
Mas a "coisa" não fica por aqui. As boas-vindas ao João que tem lá uma coisa de que eu gosto imenso: intertextualidades.
Então com este calor...
E por falar em dois, eis a volta completas dos Pedros.
Um já cá estava, o Pedro. O outro Pedrocá está. Fiquem bem.