15.2.04



Pronto! Parece-me que está tudo nos seus devidos lugares. A Família está composta, unida e junta, e os blogs correctamente linkados. Agora é por conta deles. Só me falta a titas, essa galdéria a que não consigo aceder, e nunca sei por onde vai mas sei que não vai por ali. Espero um sinal, apenas.
Agora vou para o meu cantinho 323. Da “Catedral”.
Estejam à vontade.

14.2.04



Confesso

Sou um blogodependente!
Ando para aqui numa roda viva feito barata tonta a tentar descobrir o que se passa de errado nesta casa. Já tenho mais blogs em dois dias do que camisas que estreei pelo Natal. Quer no Weblogger, quer no sapo. Até já arranjei os comentários do Haloscan.
Fui sempre muito bem recebido pelos responsáveis dos que gerem estes serviços, é verdade, mas não é a mesma coisa que estar neste cantinho. Senti-me emigrante no(s) meu(s) espaço(s)(s) novo(s). Uma sensação esquisita do tipo de perder, duma assentada, os amigos todos. De estar longe e não poder estar perto deles. Onde uma pessoa gela só de pensar que está perdido. Senti a falta de apertar um link e estar rapidamente em casa de quem leio, com quem falo e rio, com quem me sensibilizo e troco os bons dias. Estou que nem posso, como diz o Pedro.
Ainda por cima bloquearam-me a Família, os desgraçados. Mas já arranjei um quartito para alguns deles.
Alguém será capaz de me explicar a origem desta anomalia?
Ah! mas eu não desisto! Nem que a vaca tussa, podem crer.
Mas só amanhã, porque hoje vou namorar mais um bocadinho do que nos outros dias.


12.2.04



da estrada

Tenho o mesmo correio, continuo com os mesmos vícios, moro na mesma cidade e tenho um orgulhozito enorme de ser português e ser quem sou. Só que não dá estar para aqui aos pontapés à máquina (coitada, nem culpa tem) e decidi mudar-me. Com armas e bagagens até que isto se resolva. A Família vai comigo. Qualquer coisa... estou por aqui.
Fiquem bem.


o que é isto?

Problemas técnicos impedem-me de “brincar” um bocadinho e só amanhã é que é sexta-feira 13.
Vou abrir uma garrafa dum alentejano tinto, para acompanhar um queijinho de Serpa, e entrar pela “porta do cavalo” para vos ler e/ou desejar bom dia. Daqui não consigo.
Pode ser que tudo volte à normalidade.
De qualquer das formas, antes isto que uma perna partida.


9.2.04



Uma pessoa, feita eu, chega aqui e fica um pouco atrapalhado.
Depois de um fim de semana de trabalho dou conta que tenho visitas, que vem gente que não posso ver e a quem apetece dizer um “Olá, estás bem?”. Depois vem a sensação esquisita de me sentir na disposição de “ir lá”. Verificar quem é, o que escreve e o/a que levou a vir aqui um bocadinho.
Pode ser esporádico, por um amigo/a fazer-me referência. Pode acontecer estar à procura no Google de Benfica, gajas boas, cozido à portuguesa ou pataniscas de bacalhau. Outros virão pelo simples facto da curiosidade: “deixa lá ver quem é este gajo?”.
Nunca poderei saber ao certo, não é?
Mas é giro!




Tão giro, tão giro, que aqui já foi referido mais que uma vez de um tipo simpático (Igor Bellino) que tem (tinha ou está a renovar) um blog que fala.
Pode parecer disparate, mas “nós” também podíamos falar ao mesmo tempo que actualizamos ou escrevemos nos blogs. Por exemplo: sei quando o Ricardo Morgado “entra”, mas ainda não arranjei coragem para o “desafiar”.
Naturalmente, perdia um pouco de mistério (ou não) se eu activar o diálogo via MSN e conversar sobre qualquer banalidade. Já experimentei com o meu vizinho da frente, com o meu colega de serviço e com a minha filha mais velha. Afinal, é apenas uma voz que se ouve do outro lado.
Desde que não se entre em muitos pormenores, pode tornar-se a via útil da comunicação entre bloggers sem pagar mais por isso. Basta ter um fiozinho igual ao que me ofereceram no Natal e nos une a esta brincadeira . Digo eu.
Em fase experimental, posso servir de cobaia (edynet69@hotmail.com). Uma voz grave com anos de muitas vidas mas sempre disponível para coisas inovadoras.
Não podemos eternamente ser os últimos. Nem orgulhosamente sós.
(hehehe... hoje tou maluco mas sempre quero ver as reacções!)


6.2.04



Para ler e ouvir este fim de semana.
(Blogs musicais)

* Hermes Trimegisto
Só com os U2 já fiquei satisfeito. Mas tem mais. Está “in”.

* R. D.
Fiquei impressionado com a minha ignorância musical. Tenho que lá voltar porque sou uma nulidade em tudo o que ele lá tem. Estou ultrapassado, é o que é.

* Ed
No blog do Ed só reconheci Alcoolémia e Airbugs. Se reconhecerem mais alguém, digam qualquer coisa.

* Polietileno
Aqui já “curti” os Massive Attack. O resto é com quem lá for.

Claro que existem outras alternativas musicais. Como o Fado (que hoje tem sessão especial) e outros estilos linkados à esquerda. Ou alternativas que nem sequer tenham nada a ver com blogs. Mas, como provavelmente uns vão dar a outros, têm muito por onde escolher.
Desejo apenas que o fim-de-semana seja bom. Para todos.

5.2.04



Por detrás de um blog (desenvolvimento)

Na sequência do post do dia 24, alguns apontamentos à descoberta de quem está por detrás de um blog. Sujeito-me a ter uma margem de erro enorme se afirmar que, a maioria, são pessoas solitárias que vêm na Internet um modo de convivência que não têm (ou não querem ter) no seu dia-a-dia. Sujeito-me, também, a inúmeras vaias se escrever que a esmagadora maioria desses “sós”, são... mulheres. Ou porque não são (ou não foram) felizes com o amor, ou porque julgam que ninguém as compreende e expressam através de um blog e de um pseudónimo os seus sentimentos incompreendidos, esperando “do outro lado” a resposta calorosa ao seu “grito de socorro” ou “de revolta”. Também há as que, independentes q.b., extravase toda a sua personalidade numa página pessoal onde ninguém pode, realmente, reconhecê-las. Temos vários exemplos na blogosfera. Basta ler com um pouco de atenção o que escrevem e da forma como o fazem.

Os homens preferem outro caminho. E tal como ali, aqui sujeito-me a algumas berlaitadas se o meu atrevimento de “pessoal das barracas” não amedrontar quem m’as quiser dar. Tal e qual como nos cafés ou nos bares, como nos empregos ou nas sociedades, ou como nos ajuntamentos familiares, a política e o futebol reinam. É demonstrativa a opinião sempre formada, e actualizada ao pormenor, em tudo ao que acontece à sua volta. O virtuosismo de expressarem os seus conhecimentos resvala, por vezes, para uma vaidadezinha que se transforma em arrogância intelectual. O “dar palpites” foi sempre moda nos portugueses e muitos desses blogs não fogem à regra.
Mas os blogs são isso mesmo. Páginas e páginas de gente misteriosa e inacessível. Textos e textos com cenários mágicos e cativantes. Posts e posts de imensas coisas sórdidas e comprometedoras. Links e links de compadrios cúmplices. Quase que me atrevia a dizer que um conjunto de blogs são o sim e o não entrelaçados num auto isolamento recheado de nostalgia disfarçada.

Mas gosto, uns mais outros menos, dos blogs todos. Aliás, sou um adaptado, ou o que isso queira dizer. Ainda para mais, também tenho um. Ou mais.
Ah!... também proliferam os mentirosos como eu que recebem mais que aquilo que dão.
Mas aqui, tenho o dever de penitenciar-me. Digo eu. Porque, no final das contas, nunca poderemos descobrir ao certo quem está por detrás de um blog.
Agora vou andar por aí o tempo livre de que disponho a ler os outros. Porque já sei que quando cá chegar tenho a casa toda num caos de impropérios e coisas que nem quero lembrar agora.
Fiquem bem.

1.2.04



Não liguem...

Mas não pensava vir tão cedo e já cá tenho a minha menina, graças a este "sacana" que pensa que é psicólogo. Só para que conste se, a um velho como eu, me der a solipança. Afinal, um blog é uma página na Net onde se pode deixar registado as últimas vontades. Agora é "curtir" a presença dela. Coisas de avô.
Desculpem.

30.1.04



Hoje é o dia de pagamento

Mas não é por esse facto que nasceu, outra vez, o sol. O personagem que conheço que mais nascimentos tem por ano. Nada disso.
Vim abrir as janelas e dar um pouco mais de luz a este simples espaço. Dizer que estou vivo mas que não me recomendem. E agora, se me permitem, vou “ler” os outros vivos que conheço, dar os bons dias e descobrir outros tantos que me apareçam pelo caminho. Depois logo se vê se quero aqui escrever alguma coisa.
Vou já a este que quase tinha esquecido, e antes que este outro abra p'ra semana. Fiquem bem.


27.1.04



soltam-se-me verdades que não devia esconder
ocorrem-se-me gritos de revolta
de raiva
de protesto a um deus que não existe
rasga-se-me a alma em bocados
o coração tarda
esmorece
e pára
bruscamente
sem ter para onde se virar
inerte
caído no chão duma vida ingrata
e chata
acompanhada em directo
apelam-se-me as dúvidas
as palavras que não encontro
dissolvem-se num campo
verde
onde salta uma bola
que rola
rasgado por uma chuva
onde se jogam as vidas
os golos
os futuros
de gentes que nem sequer nasceram
com a morte à espreita
mas dizem: presente!
é triste
é sina
mas é o fado desta vida descontente

24.1.04



Hoje estou c’os copos

Sei muito bem que existe o Abrupto (que tem todo o direito de existir) e o Aviz (continuadamente a atribuir o meu link enganoso). O Dicionário do Diabo (que vai e volta, como as marés) e O Meu Pipi (que já não é o que era).

Escrevem por aí, o Francisco José Viegas (de quem recebo notícias do DN), o João Soares (que está um pai babado) e o maradona (com letra pequena, s. f. f.). Temos belas poetisas, pessoas que não sabem o que dizer e outras que dizem tudo o que gostamos de ouvir. Sei muito bem da existência de Miguel Esteves Cardoso e de um blog que tentou ser do Herman José.

Há muita gente que pensa que um blog dispensa uma boa caldeirada e desistem alguns de muito escrevinharem tantas ditas. Existem professores, doutores, e muitos, muitos jornalistas. Outros tentam a sorte de se dar a conhecer nesta novidade tardia que só agora descobriram. Alguns não se entendem, existem mais que não se toleram e acontece conhecermos blogs que gostaríamos casar com eles (ou com elas!). Mas eu não posso, porque tenho bigode, (olá, Dra. Amélia) e além disso tenho a rapariga com o melhor corpo danone que conheço.

Há quem fale de política, de assuntos internacionais, de coisas brejeiras, de sexo, de problemas que nos afligem. Há gente que nos faz sorrir. chorar e se torne companhia em noites como estas. Quando se está c’os copos.
Há até quem cante o fado, diga por dizer, escreva por escrever e nos dê a conhecer as coisas mais incríveis que acontecem diariamente. Mas quem são, verdadeiramente, estas pessoas?
Afinal, quem está por detrás de um blog?

Quem será Sara Xavier? Que faz Tiago Barbosa Ribeiro? E o Nuno? Donde veio Xobineski Patruska? E a mudança de ventos da Márcia causa tempestades? Ouvindo o Programa da Manhã entramos por uma rua de dentro que nos pode fazer sentir que podíamos ser mais. Isto pode tornar-se uma Odisseia.

(a desenvolver, quando eu quiser...)

23.1.04



Hoje é dia 23, Amor.

Amando-te, travo os meus próprios passos
e encurto a tua vida.
Embriago nos meus sonhos
um caminho de felicidade
feito de ventos que pedimos.


21.1.04



ATENÇÃO! (leitura imprópria para sensibilidades marcantes)

Somos um país pequeno e toda a gente o sabe. Muitos confundem até como sendo terras de Espanha as areias de Portugal.
E porquê um país pequeno?
Tivemos Afonso, o Conquistador. Cabral, Vasco da Gama e Magalhães. Eça e Pessoa. Alves dos Reis e as notas de quinhentos. Descobrimos o Brasil. Eusébio e Amália Rodrigues são referências embaixadoras. Derrotamos cinco reis de Castela, o Adamastor e o leão de Rio Maior. Tivemos um Rei poeta, um Formoso e vários filhos da puta. Tivemos a Peste, a Inquisição, o Terramoto e somos campeões do mundo em várias coisas. Temos estádios novos e o Euro 2004 à porta.
Fomos donos de meio mundo e das Colónias inteiras, donde nunca vieram pequenezas. Voámos o Atlântico com Coutinho e Sacadura. Tivemos guerras, prémios Nobel e a Aldeia da Luz. Somos inventores, milagreiros e gente feliz com lágrimas. Temos Santos e Pecadores, cientistas, mestre-de-obras e já vimos Nossa Senhora e os vinhos do Porto serem melhores. Fazemos filmes com gajas nuas e roubamos perfumes das prateleiras dos supermercados.
Temos barbeiros que sabem tudo, temos os melhores condutores do mundo, o Cozido à Portuguesa e os blogs. Ouvimos Villaret e Ary dos Santos, rimos com as graças do Vasco Santana e choramos por tudo e por nada das culpas que morrem solteiras. Temos famílias numerosas, tipos pobres a quem sai a lotaria e outros mais a quem nunca sai um três no Totoloto. Tivemos Camões e outros a quem chamavam de “zarolhos”. Temos a ministra das Finanças atrás de nós e a descoberta, mórbida, de que a Justiça, afinal, não é cega. Temos concursos da treta, mijamos nas esquinas e batemos nas mulheres quando o Benfica perde. Cantamos o Fado e gostamos de toiradas.
Somos o oito e o oitenta duma natural insatisfação. É nosso o Limianos, o café Delta e parecemos a Europa Alentejana. Temos o cavalo Lusitano, os ordenados mais baixos da Europa, os Lusíadas e as Meninas da Ribeira do Sado. Temos provérbios, anedotas e pegadas de dinossauros em Foz Côa. Fizemos uma Revolução com cravos, confiamos no Serra da Estrela, no vizinho da frente e gostamos de gajas boas. Trocamos coisas velhas, pedimos dinheiro emprestado, fumamos que nem cabrões e limpamos o cu aos dedos para versejar nas paredes dos w.c. das grandes superfícies. Somos tugas, carago. Desenrascamos tudo em qualquer parte sem termos cursos e recursos. Não lemos, mas temos muitos livros. Escritores, poetas e outras coisas de que eu agora não me lembro.
Afinal, temos o que toda a gente tem! Mas somos tugas num país pequeno.
Porquê pequeno?


20.1.04



poemas soltos esquecidos

sou um testamento que nada ou pouco deixa
fui um minuto que passa
com uma pena arrancada a ferros
fui apenas mais um dia que ultrapassa
e umas quantas dores a que não devo responder

fui o meu entendimento e refugio
do qual ninguém se percebeu
fui o mais fácil e o mais difícil
fui a pena de mim
sou a falta de ti
e a noção de que alguma coisa me faltou

amanhã não é o fim do mundo
e aprendi com a vida a não chorar
quer a última ou a primeira vez que sempre dói
é mais um dia
que nunca consigo acabar

sou eu enfim
que acabado de chegar já estou partindo
e indo
para onde é o meu lugar

19.1.04



... no tempo em que não existiam blogs.

Hoje não me apetece entristecer e paira na minha janela a sombra da nostalgia. Tenho folhas de versos e prosas numa das gavetas da cómoda fechada e não as vou buscar. Não falo das coisas lá de fora que me arrepia. Está bom tempo e há quem chame à construção do mundo um Caos. Por isso, hoje apetece-me olhar os outros. Faz sentido. Aprender com quem sabe não é ficar envergonhado. Muito menos sabendo que a vã glória de escrever traduz o mote que há em nós. Gosto de paisagens e vou continuar a procurar os ilustres desconhecidos que também riscam coisas bonitas em teclados sem fios com ratos ilustrados de vidas jovens.
Depois volto.


18.1.04



20 anos se passaram...

Serei tudo o que disserem
Por inveja ou negação:
Cabeçudo dromedário
Fogueira de exibição
Teorema corolário
Poema de mão em mão
Lãzudo publicitário
Malabarista cabrão.
Serei tudo o que quiserem:
Poeta castrado, não!

Serei tudo o que disserem
Por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
Falso médico ladrão
Prostituta proxeneta
Espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado, não!


15.1.04



O que me faltava fazer

Neste blog pertence-me o gosto e o gesto de partilhar. Mas sinto que fui além do que me propus e tenho dívidas com muita gente que nem sequer conheço, nem visito as vezes que queria. Está a tornar-se um hábito essa “obrigação” mas, por muita vontade que possua, não tenho tempo. É a própria Vida que mo impõe.
Ontem introduzi-me nos que pude. Hoje tive o retorno de alguns de quem tinha perdido contacto. Como fui educado de igual forma como toda a gente da minha geração, faltava-me agradecer aos que deste bocadinho do tempo ido fazem parte. E são alguns. Dos quais, por minha estupidez e esquecimento, nunca fiz, no mínimo, uma pequena referência. Vou fazê-lo agora de forma aleatória. Tal e qual como apareceram por aqui. Descubram-nos e partilhem o que acharem por bem fazê-lo.
Da minha parte, só posso escrever Obrigado.

Amigo
Maior que o pensamento (Japinho)
Por essa estrada amigo vem (Didas)
Não percas tempo que o vento (Hermes Trimegisto)
É meu amigo também (jc)

Em terras
Em todas as fronteiras (Normal)
Seja bem-vindo quem vier por bem (Graça Carpes)
Se alguém houver que não queira (Apre)
Trá-lo contigo também (Rafael Reinehr)

Aqueles
Aqueles que ficaram (Nuno Catarino)
(Em toda a parte todo o mundo tem) (Jailma Ramos)
Em sonhos me visitaram (Maria)
Traz outro amigo também (Thaís)

Mesmo assim, é muito natural que me tenha escapado alguém. Lembro-me do Buba, esse anfitrião sem idade alguma, a quem tinha feito uma pequenina referência naqueles supostos arquivos mortos e que hoje pode aqui recordar «il cuore é uno zíngaro».
Uma palavra, também, de apreço ao Segundo Impacto. De quem quase me ia esquecendo.
Coisas de gentes com idades esquecidas pelo vento deste tempo que vai voando.


12.1.04



Rir, talvez...

"É preciso que as pessoas riam, para seu próprio bem, pelo menos 12 minutos por dia", explica muito seriamente Daniel Kiefer, presidente do "clube do riso da França". Em Maio de 2001, ele abriu o seu primeiro clube em Mulhouse, após uma formação com o dr. Madan Kataria, um médico indiano, que elaborou um método em que se passa numa única sessão de 45 minutos de riso forçado ao riso natural.

Os adeptos dessa terapia são na maioria jovens e de várias camadas sociais. "Essas pessoas descobriram que o riso, além de ser muito benéfico à saúde, fornece um importante capital de optimismo. Muitos não riam desde os 10 ou 15 anos de idade, em razão de depressões e de outros problemas nas suas vidas. Nas sessões, reencontraram a motivação e o prazer de rir", diz Kiefer.

A ideia é não só ampliar o número de adeptos da terapia, mas organizar quatro clubes em Paris. Na Grã-Bretanha, Alemanha, Austrália e Suécia, já existem em funcionamento clubes semelhantes.
A receita do dr. Kataria é "rir de qualquer coisa", inclusive do que está em torno de nós.
As virtudes do riso são múltiplas: efeito anti-stress, anti-depressão, reforço do sistema imunitário e da circulação abdominal, massagem do pâncreas e aumento da autoconfiança.

Daí, o meu sorriso pessoal com estas dúvidas e outras tantas certezas. Senão fizer bem, mal também não faz.

*Quereis conhecer um homem? Dai-lhe um grande poder. (Pittaco)
*De punhos cerrados, não se pode apertar a mão a ninguém. (Indira Ghandi)
*Dar é o verbo mais curto da primeira conjugação. Não dar é o mais barato. (Noel Clarasó)
*A virtude do homem não se mede pelos seus esforços, mas pelo comportamento ordinário. (Pascal)
*Infelizes os homens que têm todas as ideias claras. (Pasteur)
*Os mais soberbos na prosperidade são os mais débeis na adversidade. (Fenelon)
*Não fales da tua felicidade a quem não for tão feliz como tu. (Pitágoras)
*A única pessoa que pode mudar de opinião é aquela que tem alguma. (Edward Westcott)
*Quem se irrita com as críticas está a reconhecer que as merece. (Tácito)
*Não me digas o muito que trabalhas; fala-me antes do muito que fazes. (James Ling)


9.1.04



As minhas prendas de Natal (1)
(a prenda da minha filha mais velha. Cristina)

"Há algum tempo atrás uma mãe castigou o seu filho de 5 anos de idade por estragar um rolo de papel dourado que ia, por fim, decorar uma caixa a ser colocada sob a Árvore de Natal.
Na manhã seguinte à noite de Natal, o menino trouxe a caixa e entregou-a à mãe dizendo: "Isto é para si, mãe".
A mãe ficou embaraçada pela sua reacção precipitada, mas a sua raiva aflorou, novamente, quando viu que a caixa estava vazia, e falou rudemente com o menino: "Você não sabe que quando se presenteia alguém é esperado que haja alguma coisa dentro do presente?"
O menino olhou-a em lágrimas e disse:
" Não está vazia, mãe. Eu soprei para dentro dela, até ficar cheia de beijos".
A mãe ficou arrasada. Ajoelhou e pedindo perdão pela sua ira irracional, abraçou-o com ternura.

Um acidente tirou a vida do seu menino pouco tempo depois e é sabido que a mãe guardou aquela caixa dourada perto de sua cama por todos os anos de sua vida.
Sempre que estava deprimida ou tinha de enfrentar problemas, ela abria a caixa e imaginariamente tirava um beijo e lembrava o amor que a criança lá tinha colocado.
Verdadeiramente, cada um de nós, seres humanos, temos recebido uma caixa dourada repleta do amor de nossos filhos, família, amigos.
Não há maior tesouro para se possuir. "