9.5.04



Hoje não apetece nada. Está um domingo xôxo e não quero sair de casa nem estar de volta dos blogs. Sabem como faço nestes dias? Entretenho-me a ler (tenho ali à mão o Anti-Christo, mas…), vejo um filme ou dois e/ou vou dar uma voltinha pelos canais da Cabovisão. Mas mesmo assim, o tempo não ajuda e nem isso me apetece. Sabendo que o Benfica conseguiu o 2.º lugar e o Belenenses não desceu de divisão, já posso, sem vergonha nenhuma, ir um bocadinho à comunidade internacional dos jogos na Internet.
Um site que contém divertimento para todos os gostos e ajuda a passar os momentos mais aborrecidos. Desde Bridge, Copas, Espadas, Pocker, Dominó, Xadrez, Snooker, Futebol e outros jogos acabados em “bol”, até tem uma sala de Bingo. Sim senhor, com três cartões qualquer um pode bingar com as 75 bolas do jogo ganhando três bilhetes para a entrada num casino lá das Américas. Têm é que ter o avião privado a postos, hehe…
De qualquer forma, é para lá que vou, mais à noitinha, quando quero jogar com americanos, canadianos, ingleses, espanhóis, alemães, italianos e… portugueses. Radicados no continente americano.
É só registar-se (Account) e pronto, preparado/a para subir o ranking pessoal.
Está aqui!

8.5.04



É bom estar de fim-de-semana, voltar à normalidade do lar e coisas assim. Por isso, venho abrir as persianas, correr os cortinados e olear as dobradiças.
Claro que esta coisa dos blogs mantém o seu espaçozinho na vida diária dum fulano discreto, não muito crente e deveras aburguesado (que por acaso, sou eu) que se diverte a aprender com esta rapaziada amiga.
Novidades? Ando desactualizado até dizer chega e por muito que uma pessoa se esforce sabe que dois ou três dias é uma eternidade na blogosfera.
No entanto, já sei que a minha neta não andou a perder tempo. Também já sei que o Manuel Monteiro tem um blog e, por uma questão de cortesia, aqui o refiro.
Sobre Rádio temos um excelente trabalho de Jorge Guimarães Silva que merece mais atenção e podemos participar no Rádio Blog que é só para ouvidos sensíveis.
E Orkut, já ouviu falar? É a novidade virtual da actualidade. Saiba mais… *

* (gentileza da minha amiga Civana)

E pronto! Amanhã estamos por aqui, por aí, por onde der mais jeito.

4.5.04



Esta semana está complicada para andar para aqui a reinar aos blogs. A minha “pequena” está de cama com uma virose qualquer e tenho que me distribuir na lida da casa, no “acompanhamento médico” e ter que continuar a ganhar uns tostões.
Aproveito a noite e vou visitando quem não “vejo” há mais tempo.
Logo que ela melhore eu volto. Fiquem bem.

2.5.04



Hoje, Dia da Mãe, recordo que passou já um ano a transcrever e descobrir coisas bonitas, gente afável, feliz, e muitas mães neste blog.
Mãe, há quem a tenha já perdido. A qualquer momento outras mulheres descobrem que o vão ser. Ser mãe parece ser inatingível, inultrapassável, um estado de graça que perdura pela vida. Para todas as Mães manifesto aqui o meu carinho como um filho. Como faço com a minha sempre que posso.



Recordo, com saudade, uma dedicatória do ano passado, pelo João Lamas a sua mãe, que ainda hoje me sensibiliza:

"Mãe, lembrei-me hoje muito de ti e fui aos meus papéis buscar o único documento escrito que sabias fazer: a tua assinatura.
Quando nasceste, na tua e minha aldeia, campónios não iam para escola, e tu também não. Mas quando te apercebeste, à beira do casamento, que havia gente que se identificava através da assinatura de um estranho a rogo de, a determinação de mulher forte que sempre foste levou-te a aprender as primeiras letras para ao menos saber fazer teu nome.
Mãe, nunca mais escreveste nada. Mas eu sei que a tua assinatura testemunha uma grande obra. Por isso a vim colocar na Internet que espero também chegue ao céu onde te encontras.
Apoiado na tua assinatura, grito ao mundo inteiro o meu grande orgulho em ser teu filho."





29.4.04



Uma palavra

Sei que tenho o tempo bastante preenchido com determinadas actividades mas, mesmo assim, julgo que não tenho sido muito correcto para com os meus ilustres visitantes mais recentes.
De tal modo me sinto em falta que o post de hoje é inteiramente dedicado a eles.

“Tinha um cravo no meu balcão;
veio um rapaz e pediu-mo
- mãe, dou-lho ou não?
Sentada, bordava um lenço de mão;
veio um rapaz e pediu-mo
-mãe, dou-lho ou não?
Dei um cravo e dei um lenço,
só não dei o coração;
mas se o rapaz mo pedir
- mãe, dou-lho ou não?”

(Eugénio de Andrade - Poesia e Prosa)

27.4.04



Recordar

Naquele tempo de censura as próprias canções eram escrupulosamente seleccionadas para que as influências exteriores não prejudicassem o estado de alma dum povo orgulhosamente só. Além disso, as minhas origens humildes não me proporcionavam altos voos na escolha daquilo que era a boa música. Ainda assim, nesse tempo, sempre se arranjava ocasião para ouvir Bob Dylan ou Bob Marley.
Havia o Musicalíssimo (um jornal sobre música), o Página 1 no RCP (tipo Top+ daquela época) e mais uma ou outra forma invulgar de se dar a volta por cima de que já não me recordo.
De muito do que se ouvia, recordo aqui David Bowie, The Mamas & Papas e Animals.
Ouvia-se mais Elton John e The Beatles. Devido à minha parca educação musical gostava de Deep Purple, Black Sabath e Nazareth com os posters respectivos na parede do meu quarto. Mas sempre ia ouvindo Temptations, Ray Charles e Paul Simon and Art Garfunkel. Raras vezes ouvia com frequência, Jimmy Hendrix ou Janis Joplin. Em 74 a abertura tornou-se possível e hoje até já as posso recordar aqui. Com saudades de John Lennon, os Creedence Clearwater Revival ou, porque não, Barbra Streisand.
São apenas algumas memórias.

25.4.04



Um dia, trinta anos atrás

Era uma quinta-feira como outra qualquer. Uma semana antes tinha feito os meus vinte anos e estava numa fase descomplexada da vida. Como hábito, a minha mãe chamava-me às sete (menino mimado) para me preparar para entrar a horas em mais um dia de trabalho. Coisa que raramente cumpria mas que, naquele dia, conseguiria surpreender tudo e todos.
Aquele despertar não era igual ao dos outros dias. Vergada pelos tempos de sofrimentos e cansaços muitos, ainda não batiam no relógio as ditas sete quando, entrando pelo quarto alvoraçada, ecoaram pela voz dela palavras mágicas: “ Meu filho, não podemos sair de casa. Há qualquer coisa na rua...”
Uma mola gigantesca tirou-me da cama num abrir e fechar de olhos. Ainda meio ensonado, fui ouvir as notícias que a Rádio estava a transmitir e senti-me algo estranho ao ouvir os comunicados que, repetidamente, soavam como alertas à minha jovem rebeldia. Sem pequeno-almoço tomado desci o Lavra ainda ouvindo os protestos e gritos de aviso da minha progenitora daquela casa no Campo de Santana onde nasci. Depressa me vi nos Restauradores direito ao Rossio para subir as Escadinhas do Duque, ou a Calçada do Carmo, (era à escolha) em direcção ao Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 28, o local do meu trabalho. Entretanto, no Carmo os portões do quartel estavam fechados sem nenhum "gorducho" de sentinela. Não era hábito.
Fui o primeiro a chegar ao emprego. Não se viam muitas movimentações populares e apenas tinha visto alguns (já não me recordo quantos) Guarda Republicanos na esquina da Rua da Condessa em posição de defesa.
Quando o encarregado abriu a oficina e me viu a surpresa estava-lhe nos olhos. A partir daí foi a azáfama de quem não sabe o que fazer. Se desse para o torto estávamos numa situação complicada e perigosa, mas veio a "ordem de cima" para fecharmos as portas e ir cada um para sua casa. Era o ias...
Lembro-me da tomada do Largo do Carmo com muita gente em cima dos tanques. Eram quase onze horas da manhã. Entretanto, afluiam mais populares em todas as zonas limítrofes da área circundante ao acontecimento e lá estava eu, endiabrado e saltitante, entre jornalistas, militares e gente anónima.
Percorremos bastas vezes a Rua da Trindade - onde ficava o República - o Largo da Misericórdia, a Rua do Alecrim, o Camões, o Chiado e a António Maria Cardoso, voltando ao Carmo como se já soubéssemos que era ali o nosso lado.
Depois disso, toda a gente sabe o que aconteceu. O confronto visual das tropas do Movimento com uma companhia da Guarda Republicana mesmo ali nas minhas barbas. O heli-canhão que pairava por cima das nossas cabeças em sinal de ameaça permanente. O abrir fogo contra as paredes e janelas do quartel do Carmo. Os tiros traiçoeiros do último andar do edifício da D.G.S. que, em pânico, os pides efectuaram para tentar anular o que era irreversível. O Povo estava na rua entre gritos e choros de raivas mal contidas. Sangue jovem derramado pelas pedras da calçada davam ainda mais força à popoluça e incentivava os militares. Vivas e abraços misturados com o perfume dos cravos vermelhos que floriam na ponta das espingardas. Tanques, tiros e medos. Rádios nos ouvidos, jornais, muitos jornais, e bandeiras de Portugal nas mãos. Os discursos e as ordens nas vozes libertadoras dos soldados ouvidas nos megafones. As canções proibidas, os rostos conhecidos, os mantimentos distribuídos, os cartazes rasgados. E o Poder, por fim, caiu!
Foi um dia, trinta anos atrás, mas não era uma quinta-feira qualquer.


Eu Sou Português Aqui *

Eu sou português
aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.

Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.

Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.

Eu sou português
aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.

Nasci
deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que empapa a terra que piso.

Eu sou português
aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.

Nasci
aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.

Nasci
aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
ainda urgente.

Eu sou português
aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português
aqui
e trago o mês de Abril
a voar
dentro do peito.

* José Fanha

23.4.04



Hoje é dia 23

Para a minha mais que tudo

Declaradamente o dia vinte e três entrou nos costumes do meu blog.
Dizem as influências que tudo tem um significado que, mesmo a figurá-lo nas minhas regras de todos os meses, tem uma condicionante que me atrapalha: a maneira de o fazer.

Por isso, hoje, meu amor, não te escrevo em versos de rimas mal escolhidas.
Apenas lembro que neste mês foste o meu anjo da guarda, a minha enfermeira, a minha noite, o meu apoio, quase o meu sustento.
Tivemos risos e choros. Trocámos abraços e beijos, mantivemos o hábito de lermos juntos e o nosso cantinho encheu-se de gente boa. Os nossos olhos encontraram-se várias vezes para dar respostas e desejar carinhos cúmplices. Rabiscámos bilhetinhos um ao outro na surpresa de encontrar colada uma simples palavra de amor, um carinho expresso num postal, na porta do nosso quarto ou no espelho azul da nossa sala.

No fundo, talvez nunca tenha sabido dizer-te as coisas lindas que mereces e, nas parcelas do meu tempo, o tardar de reconhecer que me deste uma vida com sentido. Mas conheces-me e sabes o meu modo de te estar agradecido.

19.4.04

Voltar à normalidade

Acabou-se a "baixa", terminou a Festa.
Seguir-se-á a simplicidade dos dias sempre iguais. Continuarei a tentar ser do contra como sempre fui, inventar figuras novas como sempre quis, descobrir que no amanhã há coisas novas como sempre tive. Depois, é gerir a imensidão de espaços. Livres como sempre fomos.

Não sem antes de vos dizer:


18.4.04



Aos meus ilustres visitantes

A partir de hoje, meus amigos, respeitinho cá pelo velho.
É uma idade tão bonita que me tenta a não passar daqui.
Desejo-vos, a todos, as melhores coisas como se fossem para mim.

16.4.04



Hoje mudei de sistema.
Quando vos aparecer pelo blog adentro vou vestido de XP. Manias…
Para recompor tudo aquilo que guardei ainda vai levar umas horitas mas encontrei, algures numa disquete, uns links que cá tinha de uns senhores que escrevem nos jornais.
Carlos Pinto Coelho é um. Acontece.
Depois vem a Dulce Dias, o Viriato Teles e o Nuno, que tem um blog só para jornalistas.
Mas eu já lá fui, toma.

Bom, mas até me actualizar, e readaptar-me a este novo figurino informático, desejo um bom fim de semana a todos. Eu vou estando às voltas por aqui.

15.4.04



Viajando por aí
(por blogs nunca dantes navegados...)

* O Francisco Teixeira Pinto inaugurou (ontem) a sua Galeria de Pintura Portuguesa.
Um trabalho muito bem conseguido.

* Dois outros blogs que merecem referência (há milhares, mas falta-me espaço e tempo): Lobices do Quim Nogueira e Pedaços de Mim da Lótus.

* Este Cromo (Miguel Barros) – que ainda por cima é sapiens – já me fez sorrir pela manhã. O que é bom.
No entanto, vou estar atento ao site que, diz ele, está quase pronto.

* Uma frase que me marcou numa das paragens: "É lógico que não sou contra BLOGS. Sou contra a bestalização da Internet."

13.4.04



Duas gerações, duas histórias pessoais

* Os livros que mudaram a minha vida...
por VM * - ler
* (Dica da Thita.Coloquei num blog porque a fonte é interditada pelo Pastilhas.)

* O Nome
por Buba - ler



Não estamos sozinhos


Diversidade e concorrência podem ser adjectivos qualitativos no bom sentido do termo. É o que fazem o Sapo e o Weblogger na criação de novos espaços.
Simples e discretos q.b., companheiros destas lides onde o planeamento da escrita não tem tabelas, eis alguns blogs isentos de estratégias convencionais (para todos os gostos):

Samuel - Sofia - Nelson D'Aires - CAMachado - Malukita - TucanoAzul - thedro



* Antes que a Thita se desembarace do que está a fazer, e vir lambuzar a pequenina, nada melhor que vos apresentar a Eva. Uma doçura de menina.

10.4.04



Este dias do mês de Abril, e o de Maio também, prestam-se a eventos de vária ordem.
Foi o pico do arranque da blogosfera no ano passado. Há imensos blogs que contabilizam um ano de actividade diária. Uns com ligeiras paragens, muitos outros continuando fiéis ao que se propuseram.

É o mês dos Carneiros e, como já referi, a blogoestrada está recheada deles. Por isso não se admirem se este mês teclarem um pouco mais para dar os parabéns à malta.

Celebra-se a Páscoa e a respectiva troca de amêndoas e a oferta dos tradicionais folares. Mais as viagens à terra e o aproveitar destas mini-férias para rever familiares. Com petiscos vários e muitos copos de saudade bebidos. (cuidado na estrada)

Celebra-se o 25 de Abril! Uma data histórica para mim que a vivi intensamente. No meio de toda aquela gente desde as sete e meia da manhã. Vai falar-se do golpe, entoam-se cantos, transcrevem-se poemas. Muitos dos autores de blogs nem sequer tinham nascido mas estão à vontade para continuar sem serem amordaçados. Censurados ou presos.
Aqui a questão é curiosa: Onde estava no 25 de Abril?


Soltei-me um pouco e andei por aí ao deus dará.
Fiquei com pena que a Ana Annes tivesse terminado a sua aventura. Não deletou o blog deixando-nos o seu legado intacto. O meu amigo molin está a caminho de fazer o mesmo e outro amigo, o Kappa, nunca mais deu sinal de vida. O Carlos, infelizmente, já nos habituou ao pára-arranca. A Rita Ferro Rodrigues disse adeus aos blogs. O nosso ilustre Buba interrompeu as suas belas crónicas.
Que seca. A gente habitua-se e depois...

Para colmatar estas brechas existe um apelo que nos pode prender a atenção: “Estou grávida, socorro!”. De alguma forma, LetrasAoAcaso pode tornar-se no Último Reduto da Nela Vicente. Ou então, observar de perto um magnífico trabalho de fotografia do Ricardo Lamego em 35mm. Na falta de melhores dias sempre se pode visitar o blogleilão de pintura de outro Ricardo, o Morgado.
Eu vou dar uma vista de olhos pelo Alentejo visitando, virtualmente, a linda localidade de Ouguela. O António (mais um Carneiro) conta-nos como é.


Páscoa Feliz a todos os meus ilustres visitantes e aos outros também.

8.4.04



Profecia ou Coincidência

O exercício da profecia sempre está associado ao misticismo e são muito variadas as formas de realizá-las. Todas têm em comum a fragilidade dos seus pressupostos e da técnica empregada – se é que se pode em falar em "técnica de profecia" – , isso sem falar na "qualidade" da previsão, ou seja, no grau do acerto dela. Isto vem a propósito de um e-mail recebido que, sem querer de alguma forma valorizá-lo trágicamente, me deixou pensativo.
Reza assim:

" - O 11 de Setembro, nos EUA, ficou conhecido por dar o n.º 911, que por sinal é o n.º de Emergência Médica desse país.
- Ora, passados 911 dias deste terrífico atentado, outro, não menos terrífico acontece: o 11 de Março em Espanha. (coincidência?).
- Mais terrível é o facto de a "prova dos 9", utilizada por nós desde a 4ª Classe, nos demonstrar que a soma do ano 2004 e do mês de Março (3) dá 9, e os 11 dias do mês em que foi efectuado o atentado: ou seja, o n.º 911 mais uma vez. (coincidência?).
- Agora vamos ao mais complicado da questão: se ao dia 11 de Março somarmos 115 (o antigo número de emergência do nosso país), dá-nos o dia 4 de Julho de 2004. Nada por aí além, se não pensarmos que é o dia da Final do Campeonato da Europa de Futebol.
- E se fizermos mais umas continhas chegamos mais além:
O dia 4 mais o mês (7) dá 11 (arrepiante). Outra vez a prova dos 9 - O ano 2004, noves fora dá 6. Mais os três meses que medeiam o atentado de Madrid e a final do Campeonato dá 9. Ou seja 911." (interessante, não?)

Que pensar disto?

7.4.04



* Hoje acordei muito bem disposto com esta menina a entrar pelo meu pc adentro.
O dia vai correr-me bem.

* Para quem, por vezes, anda às aranhas com o seu blog nada melhor que aproveitar as ajudas indispensáveis da Civana, da Natália Resende ou do “jotaesse”.

* Pode não ser surpreendente mas cada vez há mais blogs. Com maior ou menor qualidade cá se vai formando uma roda viva de gente que, aos poucos, se vão conhecendo e dialogando e partilhando os seus estados de alma. Os seus anceios, as suas opiniões, os seus trabalhos. É só ter tempo para eles.
Foi o que fiz.
Descobri um sem abrigo, ouvi a forma do Jazz, contestei com os Radicais pela Ética e, depois de muitas voltas fui dar à Rua da Judiaria. Não sem antes dar de caras com uma explicação muito bem conseguida sobre Bichos e conhecer a Cristina com o seu Farol das Artes.
Outros terminaram a sua caminhada para encetar um projecto a três.
Coisas que acontecem.

* Por momentos, envaideci-me: a blogosfera está cheia de Carneiros.
Ele é o Francisco Amaral, elas são a Catarina, a Teresa e a Thita e, para não parecer exagerado, menciono só mais o meu irmão e eu. Há por aí mais alguém?


6.4.04



Isto dos blogs tem os seus quês de incontornável. Estive a verificar quantos links tenho eu do lado esquerdo e cheguei à triste conclusão de que não posso visitá-los todos – como deve ser - em dois ou três dias. A linha editorial deste blog era, e é, falar do que os outros escrevem, descobrem e transmitem. Estou a desviar-me do contexto e a ficar vaidoso (!).
Não pode. Por isso, vou tentar falar menos de mim (não é interessante) e dar voz aos ilustres desconhecidos que nos dão o privilégio de conhecer o seu trabalho.

* A Arte de Jim Warren.

* A música de Buddy Guy que o Rui descobriu.

* A Animação de Rumsfeld através do Desblogueador de Conversa.

* Um novo blog que nos fala, entre outras coisas, de Alcatraz. Promete.

* O Café está em sucesso contínuo. Com algumas calorias, muito movimento e música variada. É maizum a ter em conta.

* Luisa Henriques, Bisa para os amigos, enviou-me uma utilidade: uma forma de descobrir a companhia de Seguros Automóvel dos bate-e-foge. É só apontarem a matrícula. Confira.

E pronto, amanhã outras gentes se conhecerão.