18.6.04



Portugal, o Euro e os Blogs (I)

A descentralização nos blogs portugueses não é só um facto real como se pode tornar num apalpar de pulso ao que o Euro 2004 estará a proporcionar às regiões que o apadrinham. Vamos saber do que falam, de norte a sul, os blogoregionalistas:
Comecemos Asul por Terras do Sol. Um voltar mais rebelde e estamos em Silves. Blog que nos acolhe com a simpatia costumeira de António Baeta Oliveira. Ao subir, é imperioso olhar a Serra nos seus trilhos mais agrestes e ir Alentejanando perante o sorriso alvo das crianças em Ouguela percorrendo com agrado toda essa Planície até que se alcance a sombra de um Chaparro. Beja e todo o seu Baixo Alentejo estão presentes até dizer Avondo. Évora, Aviz, Alandroal, Santa Cita, Tomar, Sardoal e tantos mais dão-nos conta das suas inenarráveis Crónicas do Deserto. Todo o Meu Alentejo está presente. Falta-me é o fôlego para os acompanhar nestas viagens.

13.6.04



Segundo os números recebidos pelos serviços do Parlamento Europeu teriam votado 20,4% dos alemães, 24,57% dos espanhóis, 24% dos dinamarqueses e 23,95% dos holandeses, só para exemplo. Não sem antes saber que 67% da malta portuguesa baldou-se a esta treta.
Terão também aqueles gajos bandeiras na janela?


Dia 13

- Hoje é dia de definir, degustar, debruçar, denegrir, descompor, dividir, desopilar. D’arrasar, de dormir, digerir, diferenciar, distinguir, designar, decapitar, defender, descrutinar, defrontar, degladiar, deletar, demolir, demonstrar, diluir, derrapar, depender, defraudar.
Degradar, derreter, desavir, desbotar, desafiar, descascar, desatinar, discorrer, descambar, descender, desfechar. deslizar, desfraldar e descer.
Deslocar, desfazer, despir, desvalorizar, dosear, desferir, d'abrandar, dietético, diurético, diarreico, dorido, diftérico, digital.
- Em suma vai ser um dia distante, dicotómico, diminuído, disfarçado, dispendioso, dispersado, desistido.
Difícil, de merda e do diabo!

11.6.04



Ao contrário do que é habitual, hoje reparei na janela do meu vizinho da frente.
O que me fez olhar também para as janelas dos prédios da minha rua, para as janelas dos casebres pobres do meu bairro, para as moradias da minha freguesia e todas as janelas do concelho por onde passa o meu público transporte.
Senti que transbordavam dessas janelas, expectativas com um lado rubro e uma enorme esperança transmitida por um pedaço de pano do outro lado verde.

Ao contrário do que é habitual, senti naquelas janelas retratos de hospitalidade, de simpatia, de solidariedade, num povo habituado a não ganhar e amargurado por futuros áureos que nunca teve e nunca viu. Senti que nesta manifesta verdade circunstancial, estão patentes nos caixilhos dessas janelas o Fado e a Saudade, entrelaçados, que gritam os nobres feitos em oito séculos de História relatados. E senti-me bem. Senti-me honrado de ser Português. Senti orgulho do meu País.

Esta realidade a que assisti a caminho de mais um dia de trabalho pode durar apenas uma bola na trave. Pode demorar, no mínimo, uma bola que não entra. Pode ser que dure até noventa minutos, uma semana ou quinze dias. Mas, ao contrário do que é habitual, mais forte que a nossa Selecção só este povo que está atrás destas janelas.

10.6.04



I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar!


II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d`amor,
E o teu Braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!


III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre aterra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

9.6.04



Já sei, já sei, Paulinho... quando eu morrer também fui um gajo porreiro, pá!

8.6.04



Não é usual falar de bola. As opiniões dividem-se tanto que acho por bem manter-me alheado dessas paixões assolapadas. Regras da casa.
Mas hoje abro uma excepção.
A Federação Portuguesa de Futebol distribuiu pela manhã a alguns jornalistas uma brochura com o título "Media Guide" onde edita, para além dos nomes e números do Euro 2004, uma descrição pouco ortodoxa sobre alguns dos selecionados. Passo a citar mais ou menos de cor:
- "Deco, o Mágico... na selecção ainda não tirou nenhum coelho da cartola."
- Ricardo Carvalho... só se alguma coisa muito grave suceder aos centrais poderá jogar."
- "Rui Jorge já não tem a velocidade de outros tempos..."
- "Beto é o quarto central..."
- "Miguel perdeu terreno para Paulo Ferreira..."
- "Ricardo teve uma época infeliz. Os trinta e três golos sofridos no campeonato..."

E a desculpa esfarrapada parece-me pior que entre a emenda e o soneto.

6.6.04



Hoje acordei já com uma fisgada: “vou dar um salto ao meu amigo Molin e saber quem raio é o Vodka7 que tem sempre 77 comentários”.
BUM! Já escanhoado e com banho de odores primaveris tomado, porque hoje a minha filha do meio faz anos, deparo com um aviso: “- Bandwidth Exceeded -“ . Toma.
Felizmente para mim, o acesso a mais um reduto da blogosfera ainda estava nas Pinceladas fantásticas, a que muito envaidecido pertenço, e ao ligar-me verifiquei que "beber água faz passar a febre… do ouro". Gostei da frase que, naturalmente, o Bruno Sena Martins, outro amigo, a classificaria, antropologicamente, com um termo adequado e morfologicamente correcto.
Para um domingo que se queria calmo e não desassossegado, porque hoje a minha filha do meio faz anos, começou uma verdadeira azáfama. Por curiosidade, fui espreitar quem era Marta e de teste em teste fiquei a saber que sou muitas coisas menos aquela que dizem que sou.
Não perdendo a pedalada, porque 3tesas não pagam dívidas, aventurei-me por campos do Alentejo na esperança que deus se tornasse visível. Mas não! Está numa de protesto contra a guerra e nem as fotos de Pierre-Michel Delessert o podem demover.
Porque sei bem o que quero e para onde vou, fui. Ou melhor, quase em português: estou no ir a uma loja de perfun's regatear o melhor artigo pelo menor preço porque a minha Virgínia Raquel já está com vinte-e-quatro-anos. E como são sete primogénitas as vezes no ano com que me deparo com estas excentricidades, e porque o número 7 foi o início desta escrita, hoje faço um intervalo. Não que tenha descoberto o porquê dos 77 comentários, não senhores. É que a minha filha do meio faz anos hoje.

3.6.04



Com uma luz branca, grande e intensa, com muito fumo e sem som, foi a maneira mais simpática que arranjei para visitar os blogs de norte a sul deste universo enigmático. Há, até, quem me tenha confundido como um objecto não identificado por defeito informativo. É menos verdade. Deixei uma palavra, um sinal, um click à minha passagem pelos posts desenhados por mãos apaixonadas e sabidas.
Mesmo assim, prolongando o prazer até às seis dessa madrugada já manhã, não consegui as visitas que desejaria. Uns por ser já dia. Outros injustamente não lembrados. São muitos os que me fascina visitar e, em alguns deles, sempre se fica mais um pouco. Prendem-me as histórias contadas na primeira pessoa, os poemas inéditos que ganharam coragem de sair duma gaveta esquecida, as crónicas generosas e singelas a que todos ofertam o seu toque pessoal.
Mas não tenho tempo, como diz Neimar de Barros.
Duma forma geral, vivi intensamente a viagem. Por breves momentos transformou-se-me a alma, enriqueceu-se-me o coração e mostrou-se-me quanta verdade inocente está em cada um de vós.
Valeu a pena!

1.6.04



Hoje, pela calada da noite, é a minha vez de penetrar por esses blogs adentro. Assim me favoreçam as correntes e as chaves continuem nos lugares habituais.


31.5.04



O "blog dos quatro"

O problema da quadratura do círculo é um dos três problemas clássicos da Geometria grega; consiste em construir, usando apenas régua e compasso, um quadrado com a mesma área que a de um círculo dado.
Carlos Andrade, José Magalhães, Pacheco Pereira e Lobo Xavier estão com o problema entre mãos mais o que isso queira dizer.

Já a Ch’an tem "a evolução da lógica e toda uma ontologia do desenvolvimento da razão" num simples trapézio tripartido.

Fácil, não?

Perante estas deambulações geométricas nada melhor do que saber as opiniões de um arquitecto.


26.5.04

Pode roçar aquele portuguesismo bacoco, pode até transparecer um fiozinho de inveja, pode, inclusivamente, estar a cagar postas de pescada, mas hoje, contra a vontade do meu diabinho vermelho interior, vou vestir esta camisola.


Mas só hoje!

25.5.04



Telefonema anónimo

- Tô..?
- Sim.
- Quando é que actualizas essa merda?
- Quem fala?
- Deves ter muito a ver com isso...
(piiiiiiiiiiiiiiiiiiii...)

Quem seria?
É que estar aqui todos os dias não é uma obrigação. Acho eu.

23.5.04



Meu amor da margem certa

O destino uniu no tempo as nossas vidas fazendo prova de que os deuses se lembraram de nós. Em dias vinte-e-três nunca as palavras nas folhas que rabisque seriam exactas o bastante para dizer quanto te amo.
No meu outro lado da existência, revivo e sonho todos esses dias que fizeram de nós gente com sabor a mar. A sol. A coisas simples que nos entravam pela janela do teu quarto. E mais do que a experiência vivida, a aventura de anos de cansaços, o difícil de pensar perfeito, jamais consentiria que alguém tivesse a ousadia de te querer mais do que eu.

20.5.04



É impressionante como deixamos de nos lembrar dos mais antigos blogs. Costuma dizer-se que “a antiguidade é um posto” e eu apadrinho. No entanto, não me sobrando tempo para mais, fui tentar saber de alguns.
Um dos mais antigos é pertença de António Granado com o Ponto Media. Data do primeiro de Janeiro de 2001.

De referir, também, o Eternos. É um portal, tem um mecanismo de busca, tem uma série de urls numa base de dados,enfim... tornou-se num blog e iniciou-se em Novembro de 2000. É uma eternidade.

Do outro lado do mar pode conhecer-se Paulo Bicarato que usa o blospot como ferramenta para o seu Alfarrábio. Desde Junho de 2001 que diz que “ somos os vazios entre os nós da rede e estamos num grande boteco.”
Diz mais:
"...cada blog tem o seu papel nessa revolução da informação. Uns mais modestos, outros mais ousados, mas todos são imprescindíveis nesse processo. Em primeiro lugar, porque todos somos reais: o blog é a expressão viva de cada um que ousa exercer seu direito de se expressar livremente. Em segundo lugar, porque ninguém está aí para falar à toa: se eu digo, escrevo algo, é para que os outros ouçam, leiam. E, finalmente, porque os protagonistas seriam apenas estrelas solitárias se não houvessem os coadjuvantes. Não sei quem são as estrelas ou os coadjuvantes, só sei que é o conjunto das actuações de todos eles que dá o brilho da obra. E, aqui na rede, um mais um será sempre muito mais do que dois."

Pode-se encontrar mais antigos. Sabe de algum?

19.5.04

A ressurreição do Muito Mentiroso prepara renovada vinda, infundindo na criação do rumo deste processo Casa Pia a história das suas fontes, captada e difundida pelos media, mais parecendo o espírito libertado da tumba e , na medida em que, colaborando com gente que não conheço, quer continuar a relatar nos seus posts alegadas contrariedades do Processo. O dia dos senhores que o tentaram aniquilar coincide com a própria ressurreição, cujos efeitos são díspares e imprevisíveis por toda a parte e em todos os lugares onde permaneçam blogs. Ponham-se à tabela, porque agora é a doer.
Há quatro meses que me estou a preparar.

18.5.04

Letizia Ortis



Antes...
“Considerado o casamento real do século XXI (claro, é o primeiro), o enlace de Filipe de Espanha, de 36 anos, e da jornalista Letizia Ortiz, de 31 anos, terá lugar na Catedral de Almudena, em Madrid, às 11 horas da manhã do dia 22 de Maio.”

...e depois
"O príncipe Felipe, de Espanha, e Letizia Ortiz já assinaram um acordo nupcial. E, como normalmente sucede com quem casa com um herdeiro de trono, o contrato beneficia a realeza. Assim, Letizia perderá tudo, inclusive os filhos – se os tiver – em caso de divórcio."

da Imprensa
(o sublinhado é meu)

16.5.04

Desculpa a euforia, mas...



Já estava saudoso duma vitória.
Dificil, é certo, mas com um sabor muito especial.
Todos os benfiquistas estão de parabéns. Pena que ainda ensombrada pela memória da perda irrecuperável de Miklos Fehér e Bruno Baião.
Para o adversário de hoje, o Futebol Clube do Porto, o desejo de sucesso na final da Liga dos Campeões Europeus em Gelsenkirchen.
Agora vou festejar um bocadinho.


Estou indeciso!

Não é que seja muito importante, mas...
A visão dos outros também é importante e gostava de o saber.
Qual destes devo editar?

* Bloguices 1 ou Bloguices 2

15.5.04



De tanto querer arrumar a casa…zzt!, o Template foi-se. Break. Escapuliu-se. Evaporou-se. Isto foi praga do Molin e os gajos do Blogger fizeram-lhe a vontade.
Logo agora que já tinha os links pretendidos quase todos. Azar dum cabresto.
Mas isto não fica assim!


Devido ao facto, como já se nota, vou estar por aqui uns tempos atarefado a recomeçar tudo de novo. Bom fim de semana!
Mas isso não impede ninguém de, ao menos, dar os bons dias enquanto o faço. Nem que seja só para testar a robustez dos comentários, bolas.
Malcriadões!

(tá quase...)


Estou magoado


Internado desde a passada terça-feira, Bruno Baião, jovem promessa do futebol benfiquista, estava em coma profundo devido a problemas cardíacos, no Hospital Curry Cabral em Lisboa. O seu estado clínico reflectia um quadro de «grande gravidade» como frisou ao início da tarde de hoje o Dr. Pedro Canas Mendes, director geral do hospital.
Faleceu há momentos. Com 18 anos.

14.5.04



Nunca me canso de referir o incontornável Buba e os seus íntimos escritos. Não por qualquer sentido prático ou lamechas, ou por qualquer outro sentido que a tenra idade dos mais novos poria a descrédito entre duas fumaças numa ganza. Não. Aproxima-me qualquer coisa que não sei explicar, e que para aqui não interessa nada, mas que roça muito de perto duas vidas diferentes com contornos e quadros semelhantes.
Numa tentativa fugaz de suavizar o provocado instinto deixo aqui ficar um poema de Pedro Ayres de Magalhães, porra!

“Amargura, descansada, triste
- Parece lonjura ou medo?
É quase certo que nada existe;
Nada está perto,
Nem eu estou triste.”

13.5.04



Morte aos blogues!?

Ontem de manhã já a minha “pequena” (já está recuperada, obrigado) me tinha alertado: - “Ó meu tiçãozinho, deu agora na rádio que os blogs vão acabar.”
Fiquei incrédulo a princípio. Depois recuperei o humor e fui aos Frescos. Lá estava: o Causa Nossa explicava, tim-tim por tim-tim o sucedido. Como diz o Pedro Amorim (jurista da Anacom), “quando me baterem à porta às seis da manhã espero que seja mesmo o leiteiro.”




Já aqui tinha referido no ano passado para a iniciativa da AR em deliberar sobre a criação de blogs parlamentares, lembram-se?
Pois é. Aí estão eles!
Mota Amaral – Srs. Deputados, antes de fixar a ordem do dia, declaro aberta a sala de registo dos blogs que V. Ex.as farão o favor de inaugurar. (palmas, muitas palmas)
Para que haja um pouco de ordem sugiro que iniciem agora mesmo as vossas inscrições. A nossa ilustre vice-presidente, Dra. Maria Couceiro (Leonor Beleza), estará encarregada dessa tarefa. (mais palmas)
Manuel Alegre (entre dentes) - …tinha que ser!
Mota Amaral – Disse alguma coisa, Sr. Deputado?
MA – Não… não…
Já nos corredores de S. Bento, José Magalhães, era o alvo de todas as atenções.
Narana Coissoró – Ó Zé Magalhães, tens que me arranjar uns sites porreiros, pá.
Francisco Louça – Zé, desculpa lá, posso sentar-me ao pé de ti p’ra ver?
Odete Santos – Pensamos que nesta matéria, camarada, podemos intervir conjuntamente. Que acha?
Vicente Jorge Silva (com uma palmadinha nas costas) – Se precisares de alguns poemas meus, dispõe Zé!
José Magalhães – Meus caros amigos, não tenho a mínima ideia do que estão a falar!

Manuel Maria Carrilho e João Soares sorriam…

12.5.04


Os Pastilhas atacam de novo!

Se alguém os julgava mortos, enganaram-se. Redondamente.

- Hehe
- Metropolis
- Molin

Mas há mais. Eu é que só agora os vou descobrindo e nada melhor me ocorreu do que dedicar-lhes Simply the Best.
Tudo graças à minha fonte inestimável.

9.5.04



Hoje não apetece nada. Está um domingo xôxo e não quero sair de casa nem estar de volta dos blogs. Sabem como faço nestes dias? Entretenho-me a ler (tenho ali à mão o Anti-Christo, mas…), vejo um filme ou dois e/ou vou dar uma voltinha pelos canais da Cabovisão. Mas mesmo assim, o tempo não ajuda e nem isso me apetece. Sabendo que o Benfica conseguiu o 2.º lugar e o Belenenses não desceu de divisão, já posso, sem vergonha nenhuma, ir um bocadinho à comunidade internacional dos jogos na Internet.
Um site que contém divertimento para todos os gostos e ajuda a passar os momentos mais aborrecidos. Desde Bridge, Copas, Espadas, Pocker, Dominó, Xadrez, Snooker, Futebol e outros jogos acabados em “bol”, até tem uma sala de Bingo. Sim senhor, com três cartões qualquer um pode bingar com as 75 bolas do jogo ganhando três bilhetes para a entrada num casino lá das Américas. Têm é que ter o avião privado a postos, hehe…
De qualquer forma, é para lá que vou, mais à noitinha, quando quero jogar com americanos, canadianos, ingleses, espanhóis, alemães, italianos e… portugueses. Radicados no continente americano.
É só registar-se (Account) e pronto, preparado/a para subir o ranking pessoal.
Está aqui!

8.5.04



É bom estar de fim-de-semana, voltar à normalidade do lar e coisas assim. Por isso, venho abrir as persianas, correr os cortinados e olear as dobradiças.
Claro que esta coisa dos blogs mantém o seu espaçozinho na vida diária dum fulano discreto, não muito crente e deveras aburguesado (que por acaso, sou eu) que se diverte a aprender com esta rapaziada amiga.
Novidades? Ando desactualizado até dizer chega e por muito que uma pessoa se esforce sabe que dois ou três dias é uma eternidade na blogosfera.
No entanto, já sei que a minha neta não andou a perder tempo. Também já sei que o Manuel Monteiro tem um blog e, por uma questão de cortesia, aqui o refiro.
Sobre Rádio temos um excelente trabalho de Jorge Guimarães Silva que merece mais atenção e podemos participar no Rádio Blog que é só para ouvidos sensíveis.
E Orkut, já ouviu falar? É a novidade virtual da actualidade. Saiba mais… *

* (gentileza da minha amiga Civana)

E pronto! Amanhã estamos por aqui, por aí, por onde der mais jeito.

4.5.04



Esta semana está complicada para andar para aqui a reinar aos blogs. A minha “pequena” está de cama com uma virose qualquer e tenho que me distribuir na lida da casa, no “acompanhamento médico” e ter que continuar a ganhar uns tostões.
Aproveito a noite e vou visitando quem não “vejo” há mais tempo.
Logo que ela melhore eu volto. Fiquem bem.

2.5.04



Hoje, Dia da Mãe, recordo que passou já um ano a transcrever e descobrir coisas bonitas, gente afável, feliz, e muitas mães neste blog.
Mãe, há quem a tenha já perdido. A qualquer momento outras mulheres descobrem que o vão ser. Ser mãe parece ser inatingível, inultrapassável, um estado de graça que perdura pela vida. Para todas as Mães manifesto aqui o meu carinho como um filho. Como faço com a minha sempre que posso.



Recordo, com saudade, uma dedicatória do ano passado, pelo João Lamas a sua mãe, que ainda hoje me sensibiliza:

"Mãe, lembrei-me hoje muito de ti e fui aos meus papéis buscar o único documento escrito que sabias fazer: a tua assinatura.
Quando nasceste, na tua e minha aldeia, campónios não iam para escola, e tu também não. Mas quando te apercebeste, à beira do casamento, que havia gente que se identificava através da assinatura de um estranho a rogo de, a determinação de mulher forte que sempre foste levou-te a aprender as primeiras letras para ao menos saber fazer teu nome.
Mãe, nunca mais escreveste nada. Mas eu sei que a tua assinatura testemunha uma grande obra. Por isso a vim colocar na Internet que espero também chegue ao céu onde te encontras.
Apoiado na tua assinatura, grito ao mundo inteiro o meu grande orgulho em ser teu filho."





29.4.04



Uma palavra

Sei que tenho o tempo bastante preenchido com determinadas actividades mas, mesmo assim, julgo que não tenho sido muito correcto para com os meus ilustres visitantes mais recentes.
De tal modo me sinto em falta que o post de hoje é inteiramente dedicado a eles.

“Tinha um cravo no meu balcão;
veio um rapaz e pediu-mo
- mãe, dou-lho ou não?
Sentada, bordava um lenço de mão;
veio um rapaz e pediu-mo
-mãe, dou-lho ou não?
Dei um cravo e dei um lenço,
só não dei o coração;
mas se o rapaz mo pedir
- mãe, dou-lho ou não?”

(Eugénio de Andrade - Poesia e Prosa)

27.4.04



Recordar

Naquele tempo de censura as próprias canções eram escrupulosamente seleccionadas para que as influências exteriores não prejudicassem o estado de alma dum povo orgulhosamente só. Além disso, as minhas origens humildes não me proporcionavam altos voos na escolha daquilo que era a boa música. Ainda assim, nesse tempo, sempre se arranjava ocasião para ouvir Bob Dylan ou Bob Marley.
Havia o Musicalíssimo (um jornal sobre música), o Página 1 no RCP (tipo Top+ daquela época) e mais uma ou outra forma invulgar de se dar a volta por cima de que já não me recordo.
De muito do que se ouvia, recordo aqui David Bowie, The Mamas & Papas e Animals.
Ouvia-se mais Elton John e The Beatles. Devido à minha parca educação musical gostava de Deep Purple, Black Sabath e Nazareth com os posters respectivos na parede do meu quarto. Mas sempre ia ouvindo Temptations, Ray Charles e Paul Simon and Art Garfunkel. Raras vezes ouvia com frequência, Jimmy Hendrix ou Janis Joplin. Em 74 a abertura tornou-se possível e hoje até já as posso recordar aqui. Com saudades de John Lennon, os Creedence Clearwater Revival ou, porque não, Barbra Streisand.
São apenas algumas memórias.

25.4.04



Um dia, trinta anos atrás

Era uma quinta-feira como outra qualquer. Uma semana antes tinha feito os meus vinte anos e estava numa fase descomplexada da vida. Como hábito, a minha mãe chamava-me às sete (menino mimado) para me preparar para entrar a horas em mais um dia de trabalho. Coisa que raramente cumpria mas que, naquele dia, conseguiria surpreender tudo e todos.
Aquele despertar não era igual ao dos outros dias. Vergada pelos tempos de sofrimentos e cansaços muitos, ainda não batiam no relógio as ditas sete quando, entrando pelo quarto alvoraçada, ecoaram pela voz dela palavras mágicas: “ Meu filho, não podemos sair de casa. Há qualquer coisa na rua...”
Uma mola gigantesca tirou-me da cama num abrir e fechar de olhos. Ainda meio ensonado, fui ouvir as notícias que a Rádio estava a transmitir e senti-me algo estranho ao ouvir os comunicados que, repetidamente, soavam como alertas à minha jovem rebeldia. Sem pequeno-almoço tomado desci o Lavra ainda ouvindo os protestos e gritos de aviso da minha progenitora daquela casa no Campo de Santana onde nasci. Depressa me vi nos Restauradores direito ao Rossio para subir as Escadinhas do Duque, ou a Calçada do Carmo, (era à escolha) em direcção ao Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 28, o local do meu trabalho. Entretanto, no Carmo os portões do quartel estavam fechados sem nenhum "gorducho" de sentinela. Não era hábito.
Fui o primeiro a chegar ao emprego. Não se viam muitas movimentações populares e apenas tinha visto alguns (já não me recordo quantos) Guarda Republicanos na esquina da Rua da Condessa em posição de defesa.
Quando o encarregado abriu a oficina e me viu a surpresa estava-lhe nos olhos. A partir daí foi a azáfama de quem não sabe o que fazer. Se desse para o torto estávamos numa situação complicada e perigosa, mas veio a "ordem de cima" para fecharmos as portas e ir cada um para sua casa. Era o ias...
Lembro-me da tomada do Largo do Carmo com muita gente em cima dos tanques. Eram quase onze horas da manhã. Entretanto, afluiam mais populares em todas as zonas limítrofes da área circundante ao acontecimento e lá estava eu, endiabrado e saltitante, entre jornalistas, militares e gente anónima.
Percorremos bastas vezes a Rua da Trindade - onde ficava o República - o Largo da Misericórdia, a Rua do Alecrim, o Camões, o Chiado e a António Maria Cardoso, voltando ao Carmo como se já soubéssemos que era ali o nosso lado.
Depois disso, toda a gente sabe o que aconteceu. O confronto visual das tropas do Movimento com uma companhia da Guarda Republicana mesmo ali nas minhas barbas. O heli-canhão que pairava por cima das nossas cabeças em sinal de ameaça permanente. O abrir fogo contra as paredes e janelas do quartel do Carmo. Os tiros traiçoeiros do último andar do edifício da D.G.S. que, em pânico, os pides efectuaram para tentar anular o que era irreversível. O Povo estava na rua entre gritos e choros de raivas mal contidas. Sangue jovem derramado pelas pedras da calçada davam ainda mais força à popoluça e incentivava os militares. Vivas e abraços misturados com o perfume dos cravos vermelhos que floriam na ponta das espingardas. Tanques, tiros e medos. Rádios nos ouvidos, jornais, muitos jornais, e bandeiras de Portugal nas mãos. Os discursos e as ordens nas vozes libertadoras dos soldados ouvidas nos megafones. As canções proibidas, os rostos conhecidos, os mantimentos distribuídos, os cartazes rasgados. E o Poder, por fim, caiu!
Foi um dia, trinta anos atrás, mas não era uma quinta-feira qualquer.


Eu Sou Português Aqui *

Eu sou português
aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.

Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.

Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.

Eu sou português
aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.

Nasci
deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que empapa a terra que piso.

Eu sou português
aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.

Nasci
aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.

Nasci
aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
ainda urgente.

Eu sou português
aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português
aqui
e trago o mês de Abril
a voar
dentro do peito.

* José Fanha

23.4.04



Hoje é dia 23

Para a minha mais que tudo

Declaradamente o dia vinte e três entrou nos costumes do meu blog.
Dizem as influências que tudo tem um significado que, mesmo a figurá-lo nas minhas regras de todos os meses, tem uma condicionante que me atrapalha: a maneira de o fazer.

Por isso, hoje, meu amor, não te escrevo em versos de rimas mal escolhidas.
Apenas lembro que neste mês foste o meu anjo da guarda, a minha enfermeira, a minha noite, o meu apoio, quase o meu sustento.
Tivemos risos e choros. Trocámos abraços e beijos, mantivemos o hábito de lermos juntos e o nosso cantinho encheu-se de gente boa. Os nossos olhos encontraram-se várias vezes para dar respostas e desejar carinhos cúmplices. Rabiscámos bilhetinhos um ao outro na surpresa de encontrar colada uma simples palavra de amor, um carinho expresso num postal, na porta do nosso quarto ou no espelho azul da nossa sala.

No fundo, talvez nunca tenha sabido dizer-te as coisas lindas que mereces e, nas parcelas do meu tempo, o tardar de reconhecer que me deste uma vida com sentido. Mas conheces-me e sabes o meu modo de te estar agradecido.

19.4.04

Voltar à normalidade

Acabou-se a "baixa", terminou a Festa.
Seguir-se-á a simplicidade dos dias sempre iguais. Continuarei a tentar ser do contra como sempre fui, inventar figuras novas como sempre quis, descobrir que no amanhã há coisas novas como sempre tive. Depois, é gerir a imensidão de espaços. Livres como sempre fomos.

Não sem antes de vos dizer: