1.10.05

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Quando se anda em maré de azar até o Belenenses perde em casa, fosca-se! (Acho que vou começar a andar com um corno ao pescoço. Ou dois na cabeça, antes que alguém mais atrevido se comprometa a provocar-me)

Mas relativamente às autárquicas, os casos de Oeiras, Porto e Lisboa são traumáticos.
Não só pelos casos que ocupam nos tribunais, mas pelos jogos de poder que em nada abona a clarividência que nos querem impingir.

Os programas que apresentam são como aqueles cartazes que anunciam: "Leve dois e pague apenas um." Mobilidade, educação, segurança, ambiente, património? Deixem-me rir.
De qualquer das formas, toda a gente sabe como funcionam os media nas referências e barómetros, termómetros e outros espaços vendidos a retalho, para que até os próprios promotores e responsáveis pela campanha de cada um saibam com o que podem contar. É tudo um jogo! Estamos fartos de saber. As promessas de ocasião, o compadrio, o caciquismo ainda existente e quando todos aqueles gajos que se aproveitam dos favores Camarários para ganhar mais uns tostões aparecem na TV, tá tudo dito. A "Judite" é que anda a dormir.
Provas? Só se fôr aquelas que eu faço todos os dias a correr para o trabalho.

Pronto já desabafei!
Hoje como não joga ninguém das minhas preferências, provavelmente vou rever a Garganta Funda.
Só cá por coisas.

30.9.05

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Nunca desejei que este meu diário fosse de cariz político nem técnico, poético ou enciclopédico. Muito menos referencial. Supus até que a família, e mais dois ou três ilustres visitantes e amigos virtuais, compusessem o ramalhete para não estar aqui a escrever para o boneco.

Tal e qual como a Rosinha Ferreira Torres fez com o marido: escreveu-lhe os hinos para a campanha sem ele dar por isso.
Também acho estranho a Fátima Felgueiras estar à beira de conseguir uma colocação estável neste mundo difícil de colocações, quando uma das minhas filhas anda à rasca para tentar arranjar trabalho. Ela que até é uma rapariga certinha, casadinha de fresco, com os impostos em dia e nunca sequer fugiu de casa.

Outra das coisas que me preocupa é a questão dos projectos dos candidatos. Logo agora que estou rodeado de engenheiros. Daqueles putos novos com visual Nick Cave e muito soft como o meu vizinho da frente quando era novo, estão a ver? A gente olha p’ra eles e lê-os detalhadamente. E a primeira reacção é a do sketch do RAP: “Èpá e tal, sim senhor…”

Mas os portugueses têm a memória curta e mudam de opinião enquanto eu troco de camisa. Basta ver pelos barómetros da Marktest/TSF/DN quanto às sondagens atribuídas hoje: o PSD vencia as eleições se a malta votasse amanhã.

Até me apetece dizer: este país é tão mesquinho e pequenino que até no tamanho do primeiro-ministro tem que se rever.

Olha!... vou jantar, ler um pouco de Manuel da Fonseca e ver o Belenenses na SporTV.

28.9.05



"Azar dum cabrão..."

era, digamos, uma forma que alguns alentejanos encontravam para afugentar a sorte adversa. Talvez até renegar a sina madrasta e clamar por qualquer santinho em que pudessem acreditar para que viesse em sua ajuda.

Eu nunca fui muito dessas coisas, mas há uns tempos p'ra cá que tenho tido um azar dum cabrão. E como não tenho santinho a quem me ajoelhar coloquei uma ferradura como amuleto para ver se "isto" passa.

Costuma dizer-se que não se acredita em bruxas (e em outras forças ocultas)... mas que "lás ai, lás ai!"

26.9.05

à 2.ª feira...





é o que por vezes apetece dizer ao primeiro-ministro, ao presidente da junta ou até à própria vizinha do 3.º andar.

Mas no espaço que os blogs ocupam, isto funciona mais como brincadeira. Senão vejamos:
Estamos rodeados de gente que sabe umas merdas. Escrevem para os jornais, alguns com lugares públicos, editam livros e fazem amor à descarada como eu. Há até quem fume um charro durante a edição dum post, esvazie uma garrafa de Bourbon enquanto o diabo esfrega um olho e continue a lutar por um mundo melhor. Tanto em IE como em Firefox.

No entanto, fica-me a dúvida de que muito poucos andam na rua. Não sofrem as verdadeiras realidades dos serviços públicos, da vida que os portugueses levam, nem estão sujeitos à perigosidade de ter que se deslocar a Chelas ou andar no meio da noite pelo Alto da Ajuda quando se pretende apenas ajudar a colmatar dificuldades. Não fosse a figura, o à-vontade e a prosápia do meu ar de cigano, há muito que tinha ido desta p’ra melhor na Cova da Moura ou na Musgueira. Quiçá até no Fim do Mundo. (algumas das nossas favelas)

Não sendo Prémio Nobel da Paz, sempre defendi que um blog pode ser o que se quiser: um baptizado, um palanque ou casamento. Um filme, uma esplanada onde se vê gajas boas a passar ou apenas uma forma de se estar com os outros.
Mas já que ninguém dá o número de telemóvel para conversar sobre a iniciativa duma luta armada, assaltar bancos, rebentar como umas coisas que eu cá sei ou emprestar dinheiro para ir beber uns canecos, acho que vou ter que arranjar outra forma de combater a continuação desta paródia nacional que - mais uma vez ( uma vergonha pegada) - se avizinha.

É que os 25 de Abris não se fazem a pedido nem têm hora marcada. Muito menos quando se está a ver a barriguinha a crescer. Há qualquer coisa incompleta...
Daí, estar a pensar na fórmula CH2(NO3)CH(NO3)CH2NO3) .

Por isso, “Isto só vai à porrada!” – dizia o Carlos Antunes, faz tempo.
Ao som do "eles comem tudo e não deixam nada". Enquanto isso acabou-se-me o Monte Velho.
A ver se abro uma Nobre Colheita 94 na próxima vez que aqui vier.

23.9.05



Um dia que nos seja especial tem sempre uma história para contar.
Contém segredos. Murmúrios cegos. Sinais que só o mar sabe de cor.

Num aflorar de esperança neste tempo escasso que nos resta, qualquer dia especial tudo pode transformar.
Pode até tornar algumas rimas e olhares diversos, em alquimias que tarde ou nunca se poderão dizer ou explicar.

Mas hoje é mais um dia de as poder contar.
Pelos dedos destas mãos por onde o sol passou. O vento uivou.
Nas alegrias e tristezas em que a vida de cada um se transformou.

Pode parecer um dia vinte e três como outro qualquer, nestas folhas ilustradas que marcam tempo. Simples e modesto como sempre foi. Assinalando apenas mais vinte e quatro horas de dias sempre iguais.

Não é o caso deste, minha amiga.
Minha amante.
Meu amor.

19.9.05

Recuperando a moda dos post's curtos

"Hoje estou cá mas não estou!"

Encontro-me (ainda) no encerramento da Cimeira da ONU a resolver problemas da Humanidade que não ficaram devidamente esclarecidos.


Quando de regresso darei uma conferência de imprensa para clarificar alguns aspectos.
Não sem antes fazer escala em Berlin para ter uma conversa séria com Angela Merkel e Gerhard Schroeder sobre o falhanço do maior passeio canino do mundo para o Guinness World Records em Monsanto, Lisboa.
2840-440 Portugal.

16.9.05



Um olhar sobre a Cidade...

A minha.
Onde por obra do destino terei nascido.
Criado de ruas mal-afamadas e de vossas excelências, eis que surge a oportunidade de a ver de perto antes de nascer o dia. Está diferente e anda triste, a minha cidade. E quão penosas estão as almas que por cá vagueiam. Pálidos rostos, esgares cansados, nenhum sorriso.
Cinzenta. Suja e apertada. Com pedras e rugas, uma desgraça. O meu jardim transformado subterrâneo. Feito para coisas que andam mais depressa. Sem Graça.

Dessas almas e desgostos, ninguém nos dá bons-dias.
O passo curto dos ponteiros do relógio troca o Paço. O do Terreiro.
Os amarelos da Carris estão difusos. Transtornados e obtusos. E choro. Convulso.
Faltam-me varinas. Ardinas. O leite vendido a retalho e o café com pão. Fresco. Estaladiço como D. Sebastião.
Faltam-me odores. Alfamas e outras mourarias.
Cores. Beijos e abraços. Mais fantasias.
E fujo. E escondo. A amargura de ter por dita a minha sina. Do fado. Deste rio que viu nascer a liberdade.
E tremo. E julgo. E digo.
Que mais traições terá minha cidade?


Então sou ou não sou doutor? (lá dizia o Vasco...)

13.9.05



Alteração

Nestes últimos dois dias a minha vida profissional levou uma volta.
Constatando das inovações, das novas tarefas e de mais trabalho (logo, menos tempo para os blogs), cheguei à conclusão que irei auferir como salário a mesma coisa ou talvez menos. Quer dizer, parece-me que andei de cavalo p’ra burro.
É ou não motivo para estar alterado?

11.9.05

11 de Setembro?

Lembro-me, sim senhor.



"Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza."

Pablo Neruda

10.9.05

Está feito o prometido!


Talvez um dia explique como é que se joga à bola p'ra ganhar àqueles gajos. Hoje não!
Então é assim:

se o Glorioso ganhar hoje em Alvalade, (21:30 na cadeira 223 ou no sofá nº. 1 cá de casa) faço aqui uma festa d'arromba.
Se o inverso acontecer, também faço festa. À gata, coitadinha, que não tem culpa daqueles gajos ganharem mais do que aquilo que ela come.



Vou estando por aqui


Entretanto, o Piscoiso costuma dar estas coisas em directo. Vamos ver se o Coirato está operacional...

6.9.05

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Ando só a arrumar umas coisas e a verificar se está tudo operacional.
Como não me apetece pensar em coisas tristes, vou andar por aí.
Mantenham contacto e a chave no sítio do costume. O resto é comigo.

1.9.05


Ladys annnnnnnnd Gentlemans!: Estão de volta os dinossáurios excelentíssimos!



Quer um, quer outro, em excelente forma.


* Nota do editor: De modo algum se quer aqui menosprezar o valor, a sapiência, uma vida recheada de experiências de tantos outros que por muitos anos já passaram e que sempre incentivaram a juventude a definir as suas próprias escolhas neste círculo curto que é a vida de todos nós.
Mas não abusemos da sorte. Nem da paciência de quem já fez cinquenta anos e já não acha graça a palhaçadas destas.


* gifs retirados do Dinho.

31.8.05



"E alegre se fez triste..."

“Que o poema seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal”

30.8.05



As pombinhas da Katrina

Habitualmente considero-me um optimista, valendo-me para isso daquele dito que uso em ocasiões menos propícias para a boa disposição: “há coisas piores!”

Também não fujo à regra do tradicional “só acontece aos outros” tão português. Provavelmente, por convencimento. Ou, na melhor das hipóteses, por ter uma sorte do caraças.
Mas uma coisa destas deixa-me perplexo perante as nossas próprias “catástrofes”. Portugal e os portugueses deviam dar-se por sortudos quando apenas lidam com as coisas que toda aquela malta de New Orleans tomara ter como problemas principais. E já não falo da fome em África, nem de Chernobyl ou Tchetchénia ou do Sudão. Nem tão pouco de casos como o de Beslan, o conflito israelo-árabe ou, até, a supressão das liberdades na Coreia e todas as outras guerras que nos tiram os filhos e os netos e destroem por completo famílias inteiras.

Temos apenas os fogos para apagar, hospitais por construir e os miúdos para educar, alimentar e vestir. Lidamos com dirigentes mal-formados, temos a corrupção institucionalizada e sabemos de antemão que não se arranjam soluções para os sem-abrigo, para os toxicodependentes e para os velhotes que tentam sobreviver com trinta e tal contos de reforma. Comparando este cenário com as tragédias alheias, até a crise de avançados no Benfica tem que ser piada.

Cá p’ra mim, os portugueses queixam-se demasiado. Não, porque não tenham razões para isso. Mas apenas porque as desgraças que acontecem aos outros parecem-me bem piores. Digo eu.

28.8.05

Um domingo como outro qualquer… é isso! Onde a realidade virtual se pode confundir com a outra; a de carne e osso, onde realmente se pernoita e nos estendemos. Por onde se pode caminhar sem luz e, por vezes, com a candeia às avessas. Uma questão do nosso próprio caminho e escolha.

Mas como diz a Pimentinha: "para ser Poeta não chega juntar palavras bonitas".

A mim, basta tentar encontrá-las.
E quando juntas, se proporcionarem um clima bom, ficarei com mais um dia ganho.

Mesmo que se tenha que passar por várias mutações.


Ah!... não esqueçam. A minha amiga Maria faz anos hoje.

Um bom domingo a todos!

24.8.05



O 23 a vinte-e-quatro

Este tinha que ser diferente, pikena.
O regresso às loucuras. Às coisas que adiámos. Ao recuperar de outros sons, imagens, odores.

Porque fazia tempo que não pisávamos a relva onde “Proibido” está patente.
Fazia tempo que não trocávamos beijos na via pública, que não dançávamos até ao romper da aurora e não víamos o sol nascer assim tão perto.
Fazia tempo que a nossa indumentária não passava do classicismo trivial e nos comportávamos mal e até às tantas.
Fazia tempo que não mergulhávamos nus no mar da Caparica, e misturávamos o nosso suor naquela areia que ainda se lembrava de nós.
Fazia tempo que não abríamos uma garrafa de Champagne em cima das nossas rochas preferidas com dois copos de pé alto a escorrer pelas gargantas.
Fazia tempo que não cumpríamos as promessas de amor e jurar que voltaríamos.

Fazia tempo. Já não faz!

17.8.05



Sonhos de Verão

Provavelmente muita gente desconhece o que faço. Profissionalmente falando, claro.
Mas eu digo, não há crise. Para além de outras actividades que me permitem auferir aquilo que dá para comprar melões, um dos meus trabalhos é redactorial. Um sonho que tive desde miúdo.

Como este ano o “boss” engatou-me as férias todas, não tenho outro remédio senão ficar sozinho na redacção sem os colegas ilustres.
É vê-los, ou melhor, é ouvi-los pelos demasiados objectos das novas tecnologias que tenho à minha disposição, mensagens de satisfação (a deles) e os pedidos mais aberrantes que se podem fazer a um gajo que está na minha situação. E cada um deles, em pólos terrestres diferenciados, um melhor que o anterior.
- Tô, Eduardo? Não te esqueças de… blá-blá-blá…
- Edy, podes ligar daí à minha mãe a dizer….
- Oi, bigodão, tudo bom? Vaidá p’ra vc fazer um favô …?


Claro que sei que as minhas responsabilidades são receber os jornais de serviço, atender os telefonemas de gentinha maldisposta e tratar de um aquário que tem mais peixes do que tickets eu recebo para almoçar. Mas tudo na boa. Um bom profissional não olha a sacrifícios quando o bom funcionamento da equipa se requer primordial.

Aliás, é com este espírito de solidariedade laboral que arranjei amigos do peito, posso dizê-lo.
Já tenho em arquivo as queixas do Marcelo Rebelo de Sousa, os faxes do Miguel Sousa Tavares e as amigáveis explicações do Ministério das Finanças sobre o retardar no recebimento do IRS da minha pikena. Isto sem falar dos inúmeros pedidos de esclarecimento sobre o paradeiro do Eng.º Sócrates, ou se é aqui que funciona a DGRF (Direcção-Geral dos Recursos Florestais).

Eu não tenho culpa de todo este reboliço, bolas! Férias são férias, ou não?
A minha posição social, o meu ordenado e o contrato a prazo que ainda não rasguei, apenas dá para cultivar uma amizade com os “seguranças”, ser gentil com as senhoras da limpeza e levar a comida ao Farrusco e ao Tareco.
Por isso, vou entregar a chave desta merda à vizinha da frente e deixar uma folha A4 a cores a dizer:



Até que o me alerta para a realidade. Com uma mensagem do "chefe" incorporada e tudo: "Então, estavas a dormir ou quê...?"

16.8.05



Pois! Dos chamados blogs regionalistas, nada.
Quase ninguém fala da terra deles. E temos um país de Festas tão giras...

(vou recolher para outros lados)

Folclore português

* Com tantas Festas e Feiras em Vila Nova da Barquinha, Fundão, Torres Novas, Gouveia, Ourém, Tomar, Loulé, Arruda dos Vinhos, Viana do Castelo, Sines ou Odemira e outras aldeias de Portugal, vou começar por aqui. Depois vou dar um salto a Valpaços e outro a Fafe.

15.8.05



Vou ficar à espera!

À espera que o feriado da Nossa Senhora d'Anunciação acabe para me dedicar esta semana à recolha dos eventos festivos e suas histórias nos blogs das terras de Portugal. Como o de Colares, por exemplo.
Caso saiba de alguns...