Duma forma ou de outra, conspirador é uma palavra com a qual tenho alguma empatia.Ainda não solicitei explicações a Daniel Sampaio mas julgo não ser necessário fazer um trabalhoso exercício de auto-análise para o que presumo ter percebido: é que em miúdo gostava de ver filmes de espadachins e de cow-boys. Tramas que me espicaçavam a imaginação e que acabavam, quase sempre, em rocambolescos desenlaces inventados por mim.
Passados que foram todos esses anos de reprises nos cinemas da minha zona, os conspiradores continuaram a fazer das suas. Agora em cenários completamente diferentes mas com objectivos iguais: tramar, maquinar contra os poderes. Assim de repente, e como escrevo em directo, lembrei-me dos de 1640 e de 1973/74. A maquinação que levou ao derrube da ocupação filipina e a libertação da canga que o regime salazarista tinha imposto ao país. Também posso acrescentar os Três Mosqueteiros, Sir Humphrey Appleby ou os seguidores de Hare Krishna, que não perco nada com isso.
Mas sob o signo da verdade, Manuel Maria Carrilho, homem dotado de excelente cultura e experiência política, excedeu as minhas expectativas sobre o tema em que se debruça. Vendo a coisa desapaixonadamente, também não me incutem confiança todos aqueles tipos de colarinhos engomados que são alvo das alegadas acusações do marido da encantadora Bárbara Guimarães.
Por outro lado, o homem pode estar numa fase de vitimação pessoal o que poderia facilmente explicar as reacções ao livro que agora publicou, mesmo me dando conta de outras conspirações nos processos Casa Pia e Apito Dourado.
Como em Portugal a culpa morre solteira ou enviúva, só tenho uma grave incerteza: e se ele tem razão?


Nesta altura do campeonato, falar de futebol é tão ou mais importante como debater os mega projectos governamentais, a crise económica que o país atravessa ou as (des)conjunturas sociais.


À passagem dos trinta e dois anos de Abril, lembrar a criança do cartaz faz-me doer.

Sempre fui apegado a Cristo. Um homem afável, simpático, voluntarioso e um excelente lateral-esquerdo que usava a camisola número cinco no clube da sua terra natal.






Quando por motivos incontroláveis se alteram hábitos e horários, levam-nos a repetir a frase esbatida de que se está a mudar de vida. Uma ciganice pura, ou um acto nómada se lhe quiser chamar assim.