9.7.06



Regresso a casa

Não tão tarde como previra. De bolsos vazios mas com um coração maior.
Os portugueses, onde se encontrarem, são de facto poetas. Pessoas de bem que apenas o futebol faz aproximar e onde o encanto deste universo fantástico é sublime.
Temos um povo que merecia melhor sorte.

Malas desfeitas, alma emproada na recepção apoteótica que presenciámos, jamais se esquece os momentos únicos por que passei. Não fosse a realidade do país, quase me apetecia gritar “Viva Portugal!”.

24.5.06

Já uma vez aqui o disse que não sei lidar com aquilo que temos de mais certo na vida!
Hoje acrescento que nesta coisa dos blogs ainda é pior. Talvez pela afinidade que nos une pela escrita, que nos aproxima das palavras e ideias abertas ou, apenas e só, pela descoberta que fazemos nas amizades que criamos.

Não é raro saber-se no dia-a-dia da nossa própria vida, de gente que nos deixa sem aviso prévio. Adoece de repente e, mais depressa ainda, nos deixa. Nos blogs não é assim. Espera-se sempre daqueles que acompanhamos mais de perto que sejam eternos.

Daí, uma raiva maior. O grito. Uma injustiça que não se pode alterar.

O fraterno e Amigo Fernando deixa-me já saudade, mas continuará eterno.

Tal como de todos quantos conhecemos assim o espero.

23.5.06

A teoria da conspiração

Duma forma ou de outra, conspirador é uma palavra com a qual tenho alguma empatia.

Ainda não solicitei explicações a Daniel Sampaio mas julgo não ser necessário fazer um trabalhoso exercício de auto-análise para o que presumo ter percebido: é que em miúdo gostava de ver filmes de espadachins e de cow-boys. Tramas que me espicaçavam a imaginação e que acabavam, quase sempre, em rocambolescos desenlaces inventados por mim.

Passados que foram todos esses anos de reprises nos cinemas da minha zona, os conspiradores continuaram a fazer das suas. Agora em cenários completamente diferentes mas com objectivos iguais: tramar, maquinar contra os poderes. Assim de repente, e como escrevo em directo, lembrei-me dos de 1640 e de 1973/74. A maquinação que levou ao derrube da ocupação filipina e a libertação da canga que o regime salazarista tinha imposto ao país. Também posso acrescentar os Três Mosqueteiros, Sir Humphrey Appleby ou os seguidores de Hare Krishna, que não perco nada com isso.

Mas sob o signo da verdade, Manuel Maria Carrilho, homem dotado de excelente cultura e experiência política, excedeu as minhas expectativas sobre o tema em que se debruça. Vendo a coisa desapaixonadamente, também não me incutem confiança todos aqueles tipos de colarinhos engomados que são alvo das alegadas acusações do marido da encantadora Bárbara Guimarães.

Por outro lado, o homem pode estar numa fase de vitimação pessoal o que poderia facilmente explicar as reacções ao livro que agora publicou, mesmo me dando conta de outras conspirações nos processos Casa Pia e Apito Dourado.

Como em Portugal a culpa morre solteira ou enviúva, só tenho uma grave incerteza: e se ele tem razão?

20.5.06



Por muito que se pretenda esconder, o futebol quer se queira ou não, é uma linguagem universal. Mais abrangente que o próprio Esperanto ou as perspectivas da retoma económica (inter)nacional.
Basta verificar que, em termos terapêuticos, funciona melhor do que uma aspirina quando as coisas nos correm bem. Sobrepõe-se, sobretudo, aos altos índices do desemprego, ao deixa-andar de todo um povo que permite auto-manipular-se facilmente e às incompatibilidades dos deputados da Madeira.

Se se reparar no esforço que os blogers fazem para se manterem “actualizados”, não há um que não disponibilize um pouco do seu tempo ao futebol. Inconscientemente, ou talvez não, a coisa não fica por aí: no fundo, bem lá no fundo onde batem as bolinhas dos portugueses, renasce uma fé que se perdeu, exibe-se um orgulho que já teve dias melhores e acredita-se que somos tão bons ao pontapé como qualquer outro país com melhores recursos.

Foi assim em 2004, será assim em 2006. Garanto eu.
A prová-lo estão vinte mil mulheres lindíssimas deste país à beira-mar que tenho aqui ao pé de mim.
Para mostrar ao mundo a bandeira mais bonita que se pode ter.

15.5.06

Ser ou não sê-lo

Jamais alguém me poderá apontar o não ser patriota!
Daqueles antigos patriotas a quem os velhos problemas do Estado e do País nunca derruba.

Não tendo já em mim as energias renováveis que disparates e outros excessos fizeram ruir bastante cedo, nunca deixarei de me identificar com a maternidade Alfredo da Costa, a farinha 33 e o velhinho e já defunto Estádio da Luz. Ciclos que combinam e se completam com a pasta medicinal Couto, o cheirinho castiço da sardinha assada e as tascas de Alfama.
Todo um retrato com Tejo e fado e tudo.

Quero lá saber das incorrectas certezas do Deutsch Bank, das nacionalizações do Morales ou do enriquecimento do urânio iraniano. Antes do mais sou português de todas as costelas que me restam. Defendo o território, a família, a língua e as iscas com elas.
A praia do Meco, a Toirada e a Selecção, também são agentes comuns à minha reacção de contra-ataque.

Agora o que mais me perturba são os efeitos colaterais no pobre do Figueiredo. Um portuguesíssimo de Carregal do Sal que rentabilizou na Afinsa um dos nossos maiores patrimónios culturais e centenários: o selo.

Estarei contigo, Albertino! Ao pé de ti, o Alberto João não é nenhum jardim. É saloio.

8.5.06

Hei-los que partem

Nesta altura do campeonato, falar de futebol é tão ou mais importante como debater os mega projectos governamentais, a crise económica que o país atravessa ou as (des)conjunturas sociais.
Porquê? Porque está em causa o equilíbrio emocional de cidadãos anónimos e sem blog, cidades e regiões que dependem de receitas extraordinárias, sentimentos patrióticos que a razão dificilmente saberá explicar.

E nesta trágica contabilidade dos pontos ganhos e perdidos, o esgar da cidadania regional condói-se. Contrai-se e contraria-se como Fernando Ferreira na defesa da sua ideia. São como colheitas arrasadas por um traiçoeiro vendaval. Um aluimento que foge debaixo do chão que pisam. Um tremor de terra que abala a sua própria vida.

Vi homens e mulheres a chorar por causa disso. Presenciei crianças com cara de espanto sem saber o que aconteceu ao vê-los naquele estado. Vi olhares sombrios e gastos, faces de rugas vincadas pelo desânimo por não terem chegado ao fim.

É terrível a angústia pessoal que o futebol arrasta atrás de si.
Uma bola que bate na trave, um penalty "roubado" à descarada, um golo nos últimos descontos, uma Rádio que difunde em dois minutos as alterações da última classificação.
Aconteceu já com abnegadas gentes alentejanas, transmontanas e algarvias. Acontece hoje com os incansáveis minhotos e com uma parte significativa dos bairros velhos de Lisboa. Mas a matemática futebolística é mesmo assim: o fado dum povo atormentado sem o carisma que Raquel Lito descobriu.

Por isso, é pena minha vê-los partir.

6.5.06




A duplicidade dos portugueses sempre foi um trunfo nas relações que mantemos ao longo da vida com toda a gente, em quase tudo e em todo o lado. Suportados por dois pés, moldados por duas mãos, orientados por duas cabeças.
Já a cumplicidade tem os seus custos duplicados na factura que pagamos se não tivermos dois empregos.

É ponto assente que, duma forma geral, vive-se e morre-se em doses duplas. Em vida somos uns filhos da p…, que depois de a alma nos ter deixado passamos a ser as pessoas mais bacanas deste mundo.
Enquanto vai durando a experimental passagem por este lugar dos vivos, nunca abdicamos de nos rodear de duplicidades; temos dualidade de critérios, de conceitos ou de escolhas, e sempre que caímos à primeira sabemos que à segunda só cai quem quer.

Em Portugal vive-se com dupla personalidade até à exaustão: dobramo-nos em esforços para ultrapassar dificuldades, duplicamos as energias quando somos espicaçados, exigimos em troca o dobro de tudo quanto se dá.
Em sociedade, o diapasão é semelhante: pede-se uísque duplo em sessões especiais, repete-se a dose do cozido à portuguesa quando não somos nós a pagar, e quem não gosta de duplicar as suas próprias emoções sexuais…

À nossa volta, tudo gira com funcionalidades duplas: temos a alternativa governamental habilitada a dois partidos, temos - pelo menos - dois clubes que elegemos ser do coração, temos sempre duas opiniões e cultivamos o amor e o ódio como duplas sensações de estar na vida.
Para mal dos nossos duplos pecados só não temos duas dela, dois ordenados e dois meses de férias.

30.4.06



Tristezas não pagam dívidas

Muitos menos se forem aquelas que não são nossas.
Convenhamos que Portugal é um país duvidoso e endividado. Por si só, já os portugueses duvidam da dívida dos endividados que duvidam e/ou vice-versa.
À primeira vista pode parecer complicado compreender o raciocínio mas não se duvide que o que nos invade a alma de tristeza, ao fim e ao cabo, são as dívidas que nos colocam dúvidas. Isto é, dividimos a dívida pela dúvida e o quociente dá-nos um resultado do qual se dúvida daqueles que não têm dívidas.
Consequentemente, advém da prova dos nove que a dívida que mantém a nossa tristeza vem daqueles que raramente se enganam e nunca tem dúvidas mas que nos deixam endividados.

27.4.06



Uma no cravo...

Em qualquer altura de pronunciados discursos é de bom-tom usar gravata. Às riscas. Recuperando a moda italiana dos anos trinta. Laços também dão jeito em lugares bem frequentados. Agora cravos?

Os cravos só podem ser temperamentais, com cor de fogo. Furacões como Daniela Mercury e apaixonados como Ronaldo. Robustos, ferozes e justos, sem papas na língua. Puros.

Por isso, estou absolutamente de acordo que o homem do leme seja coerente com arranjos florais. O que é mais difícil entender é a descoberta que só agora faz ao incluir a exclusão e a justiça social como recadinhos de menino bem comportado. Quando esteve incluído durante dez anos a tentar desenvolver o país devia saber que os cravos também simbolizavam isso mesmo.

Que se lembre disso no(s) Dia(s) do Trabalhador antes que caia da cadeira.

23.4.06

Recordar Abril

À passagem dos trinta e dois anos de Abril, lembrar a criança do cartaz faz-me doer.
Sentir que aquela pequenina mão depositava esperança num cano duma espingarda, também.

Hoje, em Londres, a criança do cartaz terá quarenta. Anos passados e percorridos num fugaz sonho de menino apesar dos seus cabelos já sem brilho. De caracóis desfeitos e promessas vãs. De sorriso triste e desnudados pés.

Abril envelheceu, tal como todos nós. Mas não morreu!

(está só adormecido, diz a minha Pikena, porque ainda estamos a 23)

19.4.06

A vida é fértil em pregar-nos partidas. E na sequência dela, por vezes, podemos entender como sinais o que nos vai acontecendo nas horas e nos dias que passam devagar.
Se já tinha o legado garantido pela linhagem que cá deixo – os meus sete filhos – também estaria completo pelos quatro netos que já tinha. Mas ontem nasceu mais um: o Lourenço.
Foi uma bonita prenda de aniversário, filha.
Já me posso dar ao luxo de morrer em paz!

18.4.06



Provavelmente cheguei a uma altura da vida em que preferia que o espaço de doze meses tivesse para aí uns quinhentos. Para outros, naturalmente, desejam que passem a correr. Mas quando se apercebem que já é irreversível voltar atrás, dão-me razão.
Por isso, nada melhor do que ter o equilíbrio que a própria vida se encarregará de nos mostrar.

Vai daí, hoje fazemos nós, nós e nós.
Amanhã faz ela e ela.

14.4.06

A paixão de Cristo


Sempre fui apegado a Cristo. Um homem afável, simpático, voluntarioso e um excelente lateral-esquerdo que usava a camisola número cinco no clube da sua terra natal.

Apaixonado por tudo o que o rodeava, de cultura não se poderá dizer o mesmo. Zé Cristo é avesso a que lhe façam o ninho atrás de qualquer parte do corpo, mas para ele não há diferença alguma entre estar À Espera de Godot e O Livro de Pantagruel de Bertha Rosa Limpo.

Mas sempre foi esperto. Saudavelmente esperto.
A forma sui generis dele ver o mundo fazia prever que não tinha sido formado em quartos escuros, nem levado quaisquer nalgadas. Modesto até na forma com entendia as desigualdades sociais e os respectivos desacertos da sua folha de féria, não pecava mais do que os outros que lêem jornais, vêem televisão ou navegam na Internet.

Mas este Cristo carrega também a sua própria cruz: reformou-se. Passa agora os seus dias de volta da beleza dos lírios e dos gerânios no Jardim Botânico para tentar esquecer os trinta e três contos que lhe deram por troca de uma vida com cinquenta anos de trabalho.
À noitinha, quando na solidão do pequeno quarto alugado na Rua do Salitre ouve as notícias emitidas por um rádio já fanhoso, nada o perturba ou enfurece ao saber que quem decidiu da sua sorte falta ao trabalho vezes sem conta. “É Páscoa!” – consola-se, ao acender a última beata, “Os cabrões hão-de morrer descalços.”

Amanhã vou levar-lhe um par de botas cardadas, a sua paixão.

4.4.06



Leio que setenta e cinco mil blogs (!) são criados diariamente no espaço cibernauta.
Provavelmente haverá algum exagero na notícia divulgada, mas não deixa de ser curioso que, confrontado com outra que nos diz que o folhear da imprensa escrita teve um decréscimo de leitores, existe uma certeza quase absoluta: as pessoas precisam de falar, criar laços e espaços, escrevendo.
Os motivos serão vários, mas a palavra solta e a vontade de exprimir bocadinhos de vidas guardadas é mais forte.

Perceber que ao lado duma janela na minha rua possa estar alguém de quem leio pequenos segredos, é admirável. Saber que um nickname esquisito frequentou os meus lugares de infância e o divulga como se estivesse lá e quase pudesse tocar-lhe, é arrepiante.

Estranhos prazeres, poderá dizer-se. Mas é esta beleza de corpo e alma enraizada que descreve que a notícia pode não pecar por exagero.

1.4.06

1.º d’Abril



O dia das mentiras é, para os portugueses, o dia de se contarem verdades.
Ao contrário do que manda a tradição, hoje pode muito bem dizer-se mal sem se ser enganoso e sobrepor outras plaisanteries. É como um Carnaval alterado no melhor sentido do termo, onde “o bom mentiroso não cora, não se engasga e mente tão bem que acredita na falsidade que está a contar.”

Tem alguma ideia de qual seja a verdade mais mentirosa?

29.3.06



Lá como cá...

Por muito que maçador se torne falar do Benfica, ontem, no jogo com o Barcelona verifiquei muitas semelhanças entre o Glorioso e Portugal. A sério.
Lá, como cá, também se vive do passado. Do sonho. Da enganosa fantasia.
Cá, como lá, faltam os malabaristas. Os artistas. Poetas de bem-dizer e melhor fazer.

Por muito que me repita, lá como cá, só a garra não chega. Faltam complementos importantes que façam a diferença. Faltam os sorrisos largos de quem fizer um filho fá-lo por gosto. Faltam botas 45, uma camisa número dez, o capitão que nos envolva ao desafio e 3333333 medidas.

Ter o estádio cheio e o país ao rubro é pouco.
Lá como cá, os efémeros minutos da fama não chegam. Ir mais além do que se propõe seria a meta. Funcionar em bloco era o ideal. Criar a nota tilintante com que se compram os melões faria com que se viabilizassem ideias. Mas isso dá trabalho e faz levantar cedo.

Por muito que acredite que alguma coisa possa melhorar e que a inércia se aniquile, as diferenças da qualidade existem. Lá como cá, são assustadoras as desigualdades, as fragilidades, os nervos à flor da pele que impedem a progressão no terreno e a competitividade criativa. Não basta ter a tecnologia de ponta à mão. É necessário saber geri-la. Aproveitá-la como mais-valia.

Por isso se diz neste pequeno e grande mundo que é Portugal, que quando o Benfica espirra o país fica constipado.
Lá como cá!

27.3.06



Dia Mundial do Teatro

Tal como todos os dias internacionais, o do teatro também é para celebrar, claro.
E fugindo um pouco de Gil Vicente, um extraordinário site disponibilizado (entre outros) por João Vidal de Sousa, este assinalável evento não pode morrer de pé como as árvores, como dizia Palmira Bastos, essa grande Senhora do Teatro português. Temos que lhe dar ânimo, já que de vida anda pelas salas d’amargura.

Sou um português que nunca foi muito de fazer teatro mas sempre gostei de boas peças. Estou a lembrar-me de Fátima Felgueiras… perdão, da Mãe Coragem de Berltolt Brecht (Lisboa, 1975), quer interpretada por Gisela May (em Nova Yorque) ou Eunice Muñoz que tive o privilégio de conhecer em fim de carreira, no Teatro Villaret.
Como se percebe, também não frequentei muitos palcos. Eram mais tapumes, pisos duros e, de vez em quando, as escadas rolantes do Parque Eduardo VII.
Quanto a actores, estou recordado de Lawrence Olivier em Hamlet (Viena, 1966), Orson Wells em Citizen Kane (Budapest, 1941), e Luís Guilherme na Reunião Misteriosa (Porto, 2006).

Quanto ao glossário apavora-me os termos, sou franco. Coxia, por exemplo, tira-me o apetite. Já para não falar do Fosso de Orquestra ou Didascal, que me dá uma ligeira sensação de hérnia sedentária à boca de cena mesmo sendo na direita baixa.
O que gosto mesmo é dos dramaturgos. Esses sim. Vivem a peça, os diálogos, fazem todos os personagens. Já a encenação tem a sua farsa. Veja-se o happening dos espectadores de futebol na intertextualidade dos seus ícones.

Para terminar este quiproquo, de maneira alguma se pretende satirizar o solilóquio. Trata-se apenas de um texto cénico onde o imprescindível ponto faltou ao ensaio. Mas acho que fiz o meu papel.

24.3.06



Prestes a passar três anos sobre a descoberta dos blogs, sinto que muita coisa mudou na minha vida.
Neste espaço virtual choveram descobertas magníficas e mil outras coisas interessantes.
Encontrei poemas e prosas que gostaria de ter escrito. Histórias que gostaria de ter contado. Ideias que gostaria de ter tido. Pessoas. Muitas pessoas que podiam fazer parte da família, do núcleo duro das preferências, da roda tertuliana e humanitária onde, se se quiser, encontramos diariamente por esse vasto mundo da blogosfera.

E essa descoberta trouxe-me mais-valias em todos os sentidos. Bastaria partilhar as sensações destes quase três anos para descrever o que ganhei: Amigos. Muitos amigos. E também muita cultura, sabedoria. Bocadinhos únicos que não têm preço.

Sei que não é fácil ser blogger, scripter de dias pardos e longínquos. Não é fácil impor um estilo, um ritmo, um sentido único, uma actualização diária na escrita e nas palavras. Menos fácil será acompanhar duma assentada tudo e todos. Quase impossível saber o que acontece in locco nesta passarelle de testemunhar motivos.

Mas que vale a pena, lá isso vale.

Que seja um bom fim-de-semana!