
O Verão de S. Martinho está a ser aqui! Sábado. Na hora que der mais jeito.
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Para começar vai ser assim. Em Mangualde, terra de gente nobre e cativa, cantava-se:
“No dia de S. Martinho
Rabusca o teu soitinho
Faz o teu magustinho
Encerta o teu pipinho”
Daí, três coisas são primordiais para se ter uma noção mais completa do evento: conhecer S. Martinho, saborear castanhas e beber numa malga a água-pé. O resto é fado e festa e povo nas tradições seculares.
Para isso ser presente, eis um excelente trabalho de Manuela Ramos sobre o Santo.
Noutro apontamento, conheçamos melhor a castanha e as relações que mantêm com a cozinha tradicional portuguesa e a sua pequena história. Por fim, a água-pé. Esse derivado vinícola que faz as delícias ao magusto e acompanha as Festas pelas mais variadas zonas do país. Desde Marvão a Sernancelhe. De Estremoz ao arquipélago da Madeira ou até em Terra Chã, Angra do Heroísmo. Dos bairros típicos de Lisboa até Vinhais, onde está previsto um megamagusto para mais de sete mil pessoas no maior assador de castanhas do mundo. Quem sabe se na sua própria casa, onde o costume é tradição, não tem histórias de fogueiras e magustos p'ra contar. Talvez não como esta malta que adora o São Martinho, mas de outra forma que nos faça sentir origens. Quer contar a sua?
"Quentes e boas!..."

Boas e quentinhas, pedem vinho novo, barriguinha amparada ao balcão, copinho embevecendo o olhar - a postura típica do... "em flagrante delitro", como escreveu Fernando Pessoa sobre o próprio.
(artigo de Alfredo Mendes, jornalista do DN)

Fernando Pessoa na adega de Abel Pereira da Fonseca, em 1929.
Fotografia enviada pelo próprio a Ophelia Queiroz com a inscrição: «Fernando Pessoa em flagrante delitro».
Provavelmente acompanhado à guitarra e à viola na imprescindível voz de Hermínia Silva.





















Nesta altura do campeonato, falar de futebol é tão ou mais importante como debater os mega projectos governamentais, a crise económica que o país atravessa ou as (des)conjunturas sociais.


À passagem dos trinta e dois anos de Abril, lembrar a criança do cartaz faz-me doer.

Sempre fui apegado a Cristo. Um homem afável, simpático, voluntarioso e um excelente lateral-esquerdo que usava a camisola número cinco no clube da sua terra natal.






Quando por motivos incontroláveis se alteram hábitos e horários, levam-nos a repetir a frase esbatida de que se está a mudar de vida. Uma ciganice pura, ou um acto nómada se lhe quiser chamar assim.



Tal como o homem da rádio, também eu acordo antes do trinar dum relógio já velhinho que me alerta para o começo de mais um dia de passos vazios.
Morreram as duas em silêncio. Sem avisar. Provavelmente, sabendo que nunca queriam dar trabalho aos outros. Aqueles outros em que estes próximos dias não vão ser fáceis de esquecer.