7.8.05



Os blogs nunca podem ser instituições. São estados d'alma que se transmitem e declaram. Como todas as tragédias e amargos de boca no dia-a-dia de qualquer pessoa normal.
Mas não posso esquecer que é verão.

Por isso, vou ver o mar e na areia me esfregar. São coisas a que não posso fugir e que fazem bem a todo o resto dos outros dias. É sempre um bom começo para uma...

Boa semana!

5.8.05



Estado de alerta

Tudo arde à minha volta!
O chão que piso
a minha aldeia
o mar que abraço
uma gaivota
o meu cansaço
rio onde passo
a minha ideia.

Parai, Hefesto!
Antes arda a minha cruz
o choro e riso
e os segredos deste sal.
Fazei vir o eco que traduz
milhões de Abris
nas gentes de Portugal
de que precisa este país.

3.8.05




Discovery

Hoje acordei com uma dúvida terrível: se por qualquer motivo o Steve Robinson e o Soichi Noguchi não conseguissem arranjar aquela maquineta e, por consequência, colocassem em risco a vida da tripulação na entrada da órbitra terrestre, que solução se arranjaria para evitar outra tragédia espacial como a do Columbia em 2003?
Quanto tempo demoraria até que os fossem buscar?

Não vejo filmes de ficção tão depressa, palavra de honra.

2.8.05

31.7.05



E agora para recuperar...?

(o melhor mesmo, é ir ver se alguém está pior do que eu. Vou dar uma volta pelos blogs. Se por acaso não me encontrar por aqui, deixe recado, s.f.f.)

Entretanto, fica registado publicamente neste cantinho um agradecimento muito especial da minha filhota a todos quantos lhe dispensaram um carinhito. Mesmo sem a conhecerem.
Mas isto nos blogs é mesmo assim e a gajinha, como está de férias conjugais, só do hotel é que se apercebeu que tem mais gente amiga a quem um dia vai ter que dar um beijinho.
Pessoalmente.
(recado pessoal via telemóvel algures na República Dominicana)

Deixa lá vir mais um neto e um aumento de ordenado que a gente depois conversa.

25.7.05

Segunda-feira prolongada

Há dias em que um gajo acorda com o calendário na cabeça e com toda a programação da sua agenda completamente organizada. Não foi o meu caso.
Pareço um puto da escola no seu primeiro dia de aulas.
Motivo? Um casamento!

Para além da fatiota, do pedido de dispensa no trabalho e do medo de que a gravata me estrangule, os sapatos novos dão-me sempre cabo do sistema nervoso lateral. Aquele que põe em qualquer um, um andar novo.
Pois é! Esta semana vou parecer-me com uma barata tonta e parva, cheio de tiques e taques e toques. A olhar o sacana do relógio de soslaio, apelando a todos os deuses que o tempo que falta passe depressa e rezando a uns santinhos que há por lá que não comecem a chorar ao pé de mim.

Por isso, se por qualquer motivo ou acaso, alguém passar na Igreja da Pena (Calçada de Santana), onde passeou Camões e rezou Amália, e ver um tipo todo aperaltado, teso de carteira e assustado, de braço dado com a noiva mais bonita do próximo sábado, rodeado pelos seis irmãos que ela tem, sou eu.
Vou casar a minha filha! A Gina.

23.7.05

Declaradamente o dia vinte e três entrou nos costumes do meu blog.
Dizem as influências que tudo tem um significado que, mesmo a figurá-lo nas minhas regras de todos os meses, tem uma condicionante que me atrapalha: a maneira de o fazer.

Por isso, meu amor, hoje não te escrevo em versos de rimas mal escolhidas. Recordo apenas o que os meus olhos te disseram ao acordares e os carinhos cúmplices que trocamos todas as manhãs.

No fundo, talvez nunca tenha sabido dizer-te as coisas lindas que mereces e, nas parcelas do meu tempo, reconhecer que me deste uma vida com sentido. Mas conheces-me, e sabes o meu modo de te estar agradecido.

18.7.05

Revolta ou rebeldia?

Quando eu era rapazote, tinha uma ideia formada sobre o “conflito de gerações”. Como ninguém da gente tinha bote levávamos as miúdas a pé para falar sobre isso, e era assim que nós, os putos daquela altura, chamávamos à incompreensão existente entre pais e filhos, e o medo que eles tinham dos nossos novos comportamentos sociais que iam aparecendo naquele tempo.

Quando se fala em tempo, não há a pretensão de afirmar que no meu é que era bom. Nada disso. Todos os tempos são bons se o souber aproveitar. E como aprendi a saber viver com os mais variados juízos e gerações, e optar por aqueles que mais me pareciam adequados à minha maneira de ser e ao meu grupo social, estou à vontade.

Para muita boa gente que aqui passa, se falar sobre cabelos compridos ou calças à-boca-de-sino é como lhes recordar a sua própria juventude. Se acrescentar os Yes, Alice Cooper ou Animals (entre outros, claro), vem à memória mais coisas giras. Como as Hondas 50 e as Dyane. A Portugália , o Parque Mayer, os Porfírios, a Mary Quant e muitas imagens e mitos que as palavras daquela década nos deixaram na memória.

Memórias desse espólio que a maior parte da malta aproveitou, enraizou e enquadrou na sua formação como pessoa. Entre a segurança da rebeldia e o respeito pela revolta.
Mas hoje não é assim. Esta merda está toda virada do avesso e raros são os pais que sabem lidar com a situação. Já me veio à cabeça inclusive, uma total impossibilidade da retoma dos valores que os rebeldes e revoltados desse tempo ainda respeitavam.

Mas isto é eu a escrever coisas antigas. Coisas que sinto agora o que os velhos da minha rua também diziam: “- Olha aquele! Tem o cabelo como às mulheres.”
Só que Lisboa está tão diferente em intolerância, má-criação e falta de respeito, que eu próprio já cheguei à conclusão que fui um totó e um santinho a vida inteira e estou a agora a fazer o mesmo papel. E rio-me.
Não sei é se de revolta ou rebeldia.

14.7.05



Hoje já ganhei o dia! Parti o cinzeiro da minha secretária.
Não aquela que eu gostaria de ter: a loira que fazia parte do executivo do Santana Lopes.
É aquele cinzeiro que me acompanhava no descanso dos cigarros que me davam ânimo nas noites que não tinha nada para fazer e vinha aqui botar discurso.
Por isso, hoje não estou na disposição de falar coisa nenhuma.
Até que alguém se lembre que preciso dum cinzeiro, ainda há gente que se diverte à brava na Baixa lisboeta. Conheça o Carlinhos. Um gay machista na cidade.



Uma gentileza dos Pastéis. Maltinha em princípio de carreira, mas já com algum sucesso.

10.7.05



Ao contrário do que muita gente pensa, o domingo é um dia bom para se escrever nos blogs.
E nunca percebi lá muito bem porque quase ninguém o faz.
Quer dizer, perceber não percebo, mas calculo as razões. Será que no emprego dá mais jeito? As tecnologias serão mais abrangentes?

Não é que eu tenha nada a ver com isso, mas sempre tive a estranha sensação que a maior parte dos blogers ao sábado e ao domingo, é mentira. Quem ler isto sabe do que estou a falar.
No meu caso, pouco aquece ou arrefece porque não tenho horário estipulado. Assim do tipo nine to five. Apenas realizo o que tenho em agenda. Há que fazer? Toca a fazer. Há que lavar loiça? Toca a lavar. É preciso pregar um botão na braguilha? Deixa estar…fica assim.

Por isso, hoje estava para escrever sobre Pitágoras. Ou Wenceslau de Moraes. Ou até mesmo sobre a futura biografia do Alberto João e a nova ordem da Madeira. Ou uma ida à missa das nove, que dá imenso gozo,, ou ensinar, a quem não sabe, como se faz uma verdadeira caldeirada à Fragateira. Ou à Ilhas, à Sesimbrense, à Brasileira, à Azenhas do Mar, sei lá...
Também me debrucei sobre a hipótese de escrever sobre vinhos elegantes, encorpados e castos, mais as famosas Roriz que lhes dão fama e forma. Ou sobre Tróia, a Adriana Andringa, o Douro, as férias dos nossos emigrantes, os atentados em Londres, as pontes e os rios que atravessamos, e como é lindo o Minho, as aldeias de Trás-os-Montes, esta malta toda que anda aqui e a nova lingerie da minha pikena.

Mas não! Como cheguei agora do serviço, vou tomar um banho e ver o jogo do Benfica na companhia de umas lulas recheadas ao jantar. Só depois é que vou pela blogosfera adentro deixar um olá por onde tiver que passar. Isto, se ela me deixar um tempo livre para o fazer. Mas não sei não. Ao chegar, notei-lhe um olhar sensual e maroteiro…
Queres ver que há festa?

8.7.05



O reverso da medalha

Também nas pequenezas ninguém consegue ganhar aos portugueses. Temos os gajos da política mais pequenos da Europa, quiçá do mundo, que retratam fielmente o significado adjectivante de baixeza e, com sabedoria, nada nem ninguém melhor que nós sabem utilizar algumas chinesices.

Também nas vilanias ninguém nos passa à frente. Somos um povo talhado para a mesquinhice, para a sócio-dependice e de muita má-língua. Uma língua aguçada, comprida e destravada quando toca a falar mal de toda a gente. Seja em prosa, seja em verso, ou retratada naquele sorriso que fazemos quando nos encontramos no local errado, na hora errada e no momento incerto.

Vemos defeitos em tudo e em todos, e raramente ficamos satisfeitos com alguma coisa.
Ainda sobre as nossas piores fraquezas, e razões de sobra para conviver de perto com pequenezas, conseguimos sobreviver com o ordenado mais pequeno da CE (European Community), acreditamos em todos os aldrabões de falinhas mansas e conciliamos a nossa História com os feitos do Benfica. Fica bem, e melhor disfarça as realidades maiores que reduzimos à dimensão que nos agrada.

Grandes questões também não são o nosso forte. Preferimos tratar os assuntos grandes com pequenas decisões e temos a terrível mania que de pequenino é que se torce o pepino e que a mulher se quer pequenina como a sardinha.
Seguindo o raciocínio, também o esforço económico dos portugueses é sempre dos mais pequenos, as reivindicações são sempre das mais baixinhas e as convicções não ultrapassam as vinte e quatro horas de um dia menos bom.

Mesmo assim, são estas pequenas coisas que fazem de nós, portugueses, grandes. Grandessíssimos. Não me atrevo é a adjectivar o superlativo. Será assim que se diz, ou terei já toda esta maltinha amiga a dizer mal?

Bom fim-de-semana!

*

1.7.05




A mania das grandezas

Os portugueses sempre tiveram a mania das grandezas!
Desde D. Afonso Henriques que isso acontece. Hoje é que não se nota muito. Mas esporadicamente, ainda há umas certas e enormes veleidades que vêm ao de cima quando menos esperamos. Eu, por exemplo, vou ter um ganda final de semana com os meus gandas compinchas em gandas petiscos no meio de gandas canecadas. Vai ser uma ganda torada e com gandas mocas, já estou a ver.

Recuperando algumas memórias da minha infância, lembro-me que os meus maiores sonhos eram ter gandas carros, gandas mulheres e uma pipa de massa que nunca mais a gastasse. Ser dum ganda clube, ter uma ganda casa e receber um ganda ordenado. Posso dizer à boca cheia que sim senhor porque também sou um ganda mentiroso.

Quando se fala em grandeza a mente leva-nos imediatamente para coisas enormes, de tamanhos desproporcionais como as mamas da Dolly Parton, por exemplo. É típico dos portugueses. Mas se reflectirmos bem, as coisas grandes por vezes até incomodam. Ter que usar cuecas e calças largas durante uma vida inteira não ajuda muito e o vestuário feminino de medidas invulgares é escasso e difícil de encontrar. É como se tivéssemos um elefante no jardim da nossa casa.

Por outro lado, já as grandes coisas fazem de nós outro tipo de pessoas. As Cruzadas, os Descobrimentos, o Jumbo e o Colombo, o CCB e o Parque das Nações, elevam-nos à categoria máxima de grandes obreiros no desenrolar da História e das Civilizações. Ficamos mais inchados do que os lagartos, antes de estes terem perdido o Campeonato e a Taça UEFA.

Por estas e outras coisas do género é que não me canso de dizer que Portugal é o maior. E os portugueses, quando querem, também. Eu é que não sou lá grande coisa.

Bom fim-de-semana!

26.6.05



Vai um chazinho?

À medida que vão passando os dias e as horas nos blogs o leque das vastas gentes que me fazem sentir mais culto, aumenta.
Quando comecei, era o tempo da conquista de um espaço já razoavelmente preenchido. Era o tempo da Guerra no Iraque, onde jornalistas que sabem inglês eram os craques. Existiam também os letrados e homens e mulheres das Artes, e alguns outros que faziam do seu dia-a-dia um prazer de contar coisas. Pessoalmente, nunca fui nem terei nenhum desses epítetos, mas gostava. Falta-me a Cultura. Falta-me o jogo de cintura para saber lidar com as palavras e com a vida. Também o tempo de os acompanhar de perto.
E o surgimento de bloggers em início de carreira faz com que com que se aprenda mais, se saiba mais, pelos papelinhos que tinham guardado nas gavetas. Das vivências que querem transmitir. Dos pensamentos e experiências que podem fazer passar e que torna o tempo que dispenso a esta brincadeira ainda mais escasso para me distribuir.
De facto, não sendo erudito e nome sonante que venha em capas de revista, é com imenso orgulho que dou conta de ter pessoas que me acompanham e me deixam uma palavra e um sorriso. Um aceno cúmplice e uma agradável descoberta quando os visito.
Pena é que os não possa ler todos ao mesmo tempo: um caos que procuro inutilmente. Mas vou fazer um esforço porque, aqui, como já se viu, não se aprende nada.

Bom dia.

23.6.05



Hoje é dia vinte e três. E como todos os dias vinte e três que comemoro, este, o do mês de Junho, torna-se particularmente especial. Porque, para além de ser a nossa data, é o dia de aniversário dela.
E eu não posso faltar. Por isso, hoje não estou cá.

*

21.6.05



Tá calor, não tá...?

* post gamado daqui. Gif incluído e tudo.

Entretanto, vou andar por aí,... descascado. Até que faça mais fresquinho.

*

19.6.05



Pai,
tu hoje fazes anos. Anos pardos de uma vida dificultada pela terra alentejana onde nasceste. Pelo país onde moraste. Pelos tempos que não escolheste.
Não te importes, meu velho, pelo que não conseguiste finalizar. Não te entristeças pelo que não conseguiste realizar. Ainda tens os filhos para o tentar fazer, e depois terás os netos e os bisnetos para te continuarem nos outros dias.
Mas este será sempre o teu.
Porque fazes anos hoje que nos deixaste, Pai.

*



17.6.05



Sou optimista por natureza mas tenho os meus momentos de nostalgia. Como quase toda a gente. Por vezes, olho-me para dentro sem precisar de espelho e interrogo-me sobre a vida. A minha e a dos outros que me são próximos. E da morte. Da morte súbita, da morte anunciada, daquela morte que faz com que qualquer um se sinta mal.

Vivi plenamente a minha juventude – ou o que isso queira dizer – recheada de aprendizagens novas e muitos disparates. Costumo até dizer que a vivi depressa demais. E quando nada nos chateia tudo corre sobre rodas. Vai-se vivendo e rindo, o que se julga ser a eterna juventude. Despreocupadamente aproveitada. Mas quando se obtém a realidade nua e crua dos números do bilhete de identidade, a coisa muda de figura. Quando vemos desaparecer ao nosso lado pessoas da nossa idade, ou muito próximo disso, pensa-se imediatamente que a próxima hora pode ser a nossa. Uma hora de que não tenho medo algum mas que me deixa já saudoso só de pensar nela. Nela? Eu disse Nela?

Então, antes que seja tarde, vem daí miúda. Vem com a gente. Anda viver mais um dia. Venham todos.

*

13.6.05



Dois homens, um só destino.
Igual ao que teremos todos.

Tu eras neve.
Branca neve acariciada.
Lágrima e jasmim
no limiar da madrugada.
Tu eras água.

Água do mar se te beijava.
Alta torre, alma, navio,
adeus que não começa nem acaba.

Eugénio de Andrade

Até amanhã, ou até um dia...

12.6.05




Hoje, 12 de Junho, a partir das 21h a cor dos trajes e as rodas das saias das 19 marchas participantes desfilam na Avenida da Liberdade. A Marcha Infantil “ A Voz do Operário” abre o desfile e a Marcha do Lumiar faz o encerramento. As restantes Marchas seguem a seguinte ordem: Mercados, que este ano se estreia pela primeira vez, Benfica, Bela Flôr, Mouraria, Ajuda, Alcântara, Alfama, Carnide, Castelo, Marvila, Graça, Bairro Alto, Alto do Pina, S. Vicente, Campolide, Bica, Madragoa, Olivais e Beato.

* Na minha rua toda a gente sabe que não tenho bairro. Sou do Campo de Santana, mais perto da Mouraria, mas Alfama é onde eu preferia ter nascido. Também todos sabem que não sou religioso mas o Santo António é o gajo dos meus milagres e que nunca falta aos bailaricos tradicionais. Por isso, vou começar a assar sardinhas.

* Tradições - Os Casamentos de Santo António. No entanto, as tradições já não é o que eram. Basta ler esta notícia para perceber que algo está a mudar. Cá p'ra mim, ou as mobílias estão a mudar de estilo, ou o António Abreu está a ficar muito branquinho.

Acho que vou pôr os tomates de fora. Uma salada apetece sempre...

* Como diz a Circe, "o povo anda tristonho, carago..." mas nada melhor que relembrar os nossos melhores momentos. Momentos esses quando nos parecemos mais como um povo dinâmico, inteligente, alegre, sofisticado, e com uma História de nove séculos que nem sequer seria preciso recordar. Sempre conseguimos sobreviver a todas as tragédias e desafios. Vivemos isso desde a batalha de S. Mamede, a perda do Reino em Alcácer-Quibir, o terramoto de 1755, o Regicídio de 1910 e o incêndio no Chiado, mais a entrada na CEE.

Pelo meio, tivemos Camões e todos os portugueses que fizeram pela vida. Somos Pessoa, Amália e Rosinhas dos limões. Temos bandeiras ao vento nas janelas, para demonstrar que somos com muito orgulho portugueses. Trabalhamos no duro, damos a cara e o coirão, e ao final do mês há um sorriso pouco rasgado aos nossos filhos e netos, mas continuamos a tentar fazer tudo por eles. Temos sítios do sim, do não, e sítios da puta que os pariu onde podemos desatinar.

Mas, fosca-se... de vez em quando sabe muito bem ter uma festa na cidade e recordar gentios porreiros que temos ao pé de nós.

Agora vou buscar o Caldo Verde e trazer uma convidada p'ra cantar o Fado.




Este espaço encontra-se em estado festivo. Mais desenvolvimentos... já a seguir.


*

7.6.05



As Mulheres da minha vida

Estou a pensar divorciar-me das mulheres da minha vida. A sério! E o problema maior é que elas ainda não sabem e nem descubro a forma de lhes dizer, diplomaticamente. Estive a imaginar como é que vou separar-me do computador sentindo a falta daquela voz que diz “ migo, o jantar tá pronto!” quando estou precisamente a atingir o clímax virtual. Não me reconheço sem aquele telefonema do costume a questionar se o “Pai, está bem?” quando estou a meio de um jogo de snooker ou sem a mangerica mais velha que me alerta para a nova casa que vai comprar mais a sugestão que tenho para os móveis do T4 que vai estrear. Já não aguento!

As mulheres da minha vida atrafulham-me, atanizam-me, atrapalham-me, e fazem de mim o mais feliz dos homenzinhos em idade de ter juízo. E não era essa a ideia que eu tinha da velhice.
Ainda ontem tive uma mocinha cá em casa que, de radiante, me lembrou que fazia vinte e cinco anos. Só p’ra chatear. No sábado que vem, há-de aparecer outra gaiteira que vem logo atirar-se para o meu colo sabendo de antemão que ando à rasca da espinha. Antigamente era mais fácil prender-me às mulheres da minha vida. A Lídia Franco, a Edite Estrela e a Nastassja Kinski são testemunhas disso. Nunca as incomodei mesmo sabendo que as amava. Tal como a minha professora de Geografia. Uma açoriana rebelde e lúcida que ostentava umas medidas mediterrânicas elementares.

Tenho um dilema terrível e estou com uma dor de cabeça insuportável para decidir alguma coisa. Mesmo sabendo que daqui a bocadinho tenho que dar um saltinho às dos blogs.
É o que faz ter muitas Mulheres na vida…

*

4.6.05



Postagens mais caras

Publicar textos num blog torna-se também, a partir dos aumentos anunciados pelo Governo, mais caro. Um texto de cinco a seis linhas e mais ou menos 800 carateres acompanhados por imagem ficava em três a quatro cigarros, dois martinis e uma ida à casa de banho. Ou seja, mais oito folhas de papel higiénico e cinco litros de água.

Já fiz as contas e, quando as medidas entrarem em vigor, o mesmo texto vai custar mais três chupadelas num cigarro, mais uma casca de limão anexada ao aperitivo e uma mijadela de acréscimo na ex-voluntariosa acção de descarrega.

Para poupar, naturalmente terei que postar de quatro em quatro dias e reduzir adjectivos excelentíssimos. Cortar no verbo e anular a pontuação também está no horizonte. Tais como os direitos adquiridos dos parágrafos e as frases demasiadamente comprometedoras poderão eventualmente ser anuladas para evitar que gaste demasiado num post igual a este.
Que, no valor da moeda antiga, já me custou os olhos da cara.

Bom fim-de-semana!

*

30.5.05



Uma derrota, duas vitórias

O Benfica perdeu a final da Taça de Portugal? Pois perdeu. Mas foi só o jogo, e a taça correspondente. Mais importante do que meramente os dados contabilísticos que ficam na História, continuamos a constatar a raivinha de dentes dos nossos ilustres adversários que, esta época, não conseguiram chegar até onde nós fomos, e demos-lhes mais esta alegria.
Mas ainda lhes podemos dar outra. A última oportunidade de serem Campeões este ano: façam-se sócios do Benfica!!!
Isso sim, era uma retumbante vitória global.


...a outra, já a seguir


Non! Non é sobre o referendo em França para a aprovação do Tratado da Constituição Europeia. É sobre comportamentos humanos, e como um simples jogo de futebol que vale um título – a Taça de Portugal - se pode transformar numa festa de convivência saudável entre membros de sociedades e regiões distintas. Alienatória, poderão defender alguns. Mas factual e verdadeira, direi eu. Porque não só pelo tratamento que damos aos animais se pode medir a grandeza de um povo, nem tão pouco subvalorizar as preferências de cada um porque muitos portugueses são assim. Detestam aldrabões e arruaceiros, mas adoram uma boa sardinhada e amam a sua terra e o seu clube.
Vendo o que vi em todo o santo dia de ontem, só pergunto: isso era possível se o oponente do meu clube fosse o fêcêpê?
Esta é mais uma vitória. Quiçá a mais importante.

*

28.5.05

Uff...

Um fim-de-semana prolongado na vida de cada um de nós pode prestar-se a várias coisas.
Depende muito do que estamos tentados a fazer, das situações em que nos vemos envolvidos ou pela forma como nos corre os dias, as horas e os minutos. Nos blogs não é diferente.

Mas hoje estou tentado a não fazer exclusivamente nada. Niente. Nicles.
Para além das batatas descascadas que estão à parte para acompanhar o borrego assado que tenho já no forno, ainda só pus uma máquina de roupa a lavar, passei duas camisas a ferro, atendi telefonemas, tratei da neta mais pequena, fui ao pão e aspirei a sala e a sacana da mesa onde tenho o computador. Também tratei da gata e da cadela, reguei as plantas e limpei a gaiola ao periquito, que por acaso é periquita, e mudei a configuração estética à biblioteca dos meus livros.
Falta só colocar um candeeiro novo que a pikena comprou na Moviflor, uma torneira no polivan, umas cortinas novas na divisória da despensa e, se calhar, ainda vou apanhar caracóis para comer quando estiver a ver o Benfica.


A sério. Até ela chegar do trabalho, não faço mais a ponta dum corno.

.

26.5.05

Atenção!

Vocês ponham-se a pau a partir d’hoje, e vejam lá o que escrevem nos blogs.
É que já existe um Index Blogum Prohibitorum.

Depois digam que não avisei...

*

25.5.05



Estou danado, pá!

Um pobre não pode ter duas alegriazitas seguidas.
Está um gajo onze anos seguidos a fazer do Benfica as tripas coração, a levar com incompetentes em sucessivos governos até eles se aborrecerem e ir embora, a imaginar que a vida vai melhorar com estes gajos e tal, depois é isto.
Porque carga d’água é que eu tenho que estar a pagar mais dois por cento em todos os produtos de primeira necessidade?
Ah!..., mas isto não fica assim! Vou recolher umas tantas assinaturas para me candidatar à minha Câmara Municipal.
Sempre ganho mais, trabalho menos, e deve dar para cobrir estes aumentos.

Alguém subscreve?

*

24.5.05



Verticalidade


Ser do Benfica não é apenas uma mera escolha ocasional.
E, como diz o hino pela voz de Luís Piçarra, “ é ter na alma a chama imensa” duma forma de estar na vida.
Tenho a vantagem do tempo a meu favor, sou Carneiro e sei do que falo. Tal e qual como se pode nascer alentejano, algarvio, ilhéu ou transmontano, mantendo os ícones da nossa própria identidade pessoal.

Não é intrujice, mas verticalidade e erecção foram coisas que sempre me preocuparam.
A primeira, aprendi com os mais velhos mesmo quando estavam sujeitos a limitações de toda a ordem. Mas onde os valores de que não se abdica nunca, faziam parte na nossa escolaridade consensual. A segunda, perdoe-se o desabafo, mas cada um faz o que pode e não me posso queixar ainda.

Os blogs não são, e nunca foram, uma sociedade secreta. Inclusivamente, tornam-se um espaço de análise opinativa nos problemas que mais afectam este país e os outros. Por eles sabemos de tudo, ou quase tudo. Por eles, sabemos de antemão o que cada político tem na ideia, na sua agenda. Pode saber-se até, o que vai decidir antes de tomar o seu pequeno-almoço e as orientações que vai seguir.

Eu só digo: os blogs são a parte boa desta sociedade da qual fazemos parte. E cá p’ra mim, merecíamos a oportunidade de resolver esta merda duma vez por todas.

Porque é que não tomamos o Poder? - pergunto eu.
Pior não ficamos! Parece-me.


ps - as pessoas influenciáveis não devem levar esta ideia a sério. para salvaguarda da sua própria existência.
.

23.5.05


visão diurna de
Trapattoni

Epá, enquanto estive de férias as coisas novas que andam por aí!!!

Primeiros: a minha neta tem outro blog. Todo “à Benfica”. Mesmo todo.
Segundos: o Pacheco Pereira, tem outro. Mas pelo sim, pelo não…
tem pinta disso.
Terceiros: Alguém me comprova que a Avenida dos Aliados é pertença dos
Super Dragões?
Quartos: salas, salinhas de espera e outros aglomerados habitacionais por todo o mundo estão em Festa. Motivo?

O Benfica é Campeão!

(Estava a ver que não… )
*


quase sem olhar
sempre te vejo
e...
sem razões para perceber
entendo-te

sem saber muito,
saem-me palavras
que não conheço,
descubro espaços longos
e estremeço ...

por isso,
invade-me o medo
de não saber escrever
o que mereces do meu sentir,
e...

no fundo,
talvez até não saiba como dizer
da maneira e gesto mudo
que só tu sabes distinguir
quando me faltas.

mas regressei.
estou aqui,
à volta deste espaço
sem discurso algum
onde estarei sempre,
até nós dois querer.

ou só apenas um...

Olá. bom dia! Voltei ao convívio dos amigos. A Festa do Benfica? É já a seguir...! Preciso beijar a família e guardar os papéizinhos que trouxe do Alentejo.


*

14.5.05



Crónicas de férias dois

Provavelmente, há mais de vinte anos que um dia como o de hoje não gerava tanta expectativa.
Primeiro, porque é o sábado em que as minhas malas já estão a postos para ir ter com as senhoras ali de cima. Segundo, porque há derby lisboeta em futebol que pode decidir o campeão. Terceiro, porque é marcante e pode ser diferente.

Como diferentes serão os meus dias que se avizinham onde a tranquilidade das paisagens alentejanas me trarão o descanso de que preciso e acho que mereço. E diferentes se tornam também, porque, pela primeira vez, irei sozinho.
Por todas essas coisas e mais algumas terei que aproveitar bem o dia de hoje.
Na impossibilidade de deixar um gesto, uma palavra, uma simpatia, a todos os que da minha vida blogosférica fazem parte, registo aqui que vou ter saudades de não estar com eles todos os dias. (o que faz a blogodependência…)

Por isso, hoje, tenho que aproveitar ao máximo as coisas boas que os blogs proporcionam.
Para começar já tenho uma Festa marcada na Casa da Micas, em Münster, Westfalen. Ainda é longe, mas um clique leva-me lá bem mais depressa do que se fosse em classe turística. Depois irei despedir-me, pessoal e virtualmente, dos pequenotes da zona norte e deixar-lhes o meu apreço pelo seu empenho na arte da escrita e da leitura. Seguindo o mesmo raciocínio, é de bom-tom que puxe um pouco a brasa à minha sardinha e dê a saber que a minha neta está numa de “jornalista” neste espaço, onde diferentes opiniões e visão do próprio mundo fazem sentido.

Além disso, se a disponibilidade do tempo que me resta em frente ao teclado der para mais alguma coisa, não me farei rogado se alguém precisar de mim. Até que o dia acabe e possa levar na bagagem uma satisfação que já não tenho desde 1994.

Um boa dia para todos.

*

10.5.05

Crónicas de férias um

O sol quando nasce devia ser para todos.
Foi o que me diziam quando era pequenino. Mas afinal não é! Anda um tipo um ano inteiro a elaborar planos, a idealizar projectos e a definir as datas, e é isto: faz um tempo tal que quase não apetece sair de casa. Sendo já um dinossáurio, não sou tipo de Museus. Aprecio imenso uma boa peça de teatro, mas não me estou a ver sentado sem ter ao lado a minha pikena. Não sei, faz-me arrepios. Depois, ainda existe a hipótese cinematográfica. Mas sejamos sinceros; na minha idade quem é que vai para uma sala às escuras às 21:15 tendo o Clube de Vídeo quase ao lado? E depois não é só isso. No dia seguinte eu posso dormir até às tantas, mas ela não: work oblige! Daí pensei interrogar-me: “epá, vamos numa de piscina?”. E aí fui eu. Toalhinha debaixo do braço, cigarritos com fartura e alguns trocos na algibeira dos calções. Claro que o que se vê não é Copacabana nem a zona privada da minha amiga Fernanda. Foi apenas um dia para descontrair e tentar bater o meu recorde pessoal debaixo d’água. Consegui, mas ia morrendo submerso. Foi na altura que me lembrei que estava quase na hora da sardinhada. De qualquer forma, enquanto o estado climatérico não se alterar, vou tentar ler o que não li, ver o que não vi e saber do que não sei. Mas só até sábado, dia do Benfica-Sporting. Depois, "Gooooood morning...", Alentejo. Nem que chovam pedregulhos.


Mesmo que sejam grandes.

*

9.5.05



Um dia na vida de um Blogger

Ao contrário do que se possa pensar, não é fácil.
Para além de passar rapidamente, um dia na vida dum Blogger tem algumas contrariedades e toneladas de expectativas. De qualquer das formas é um dia que começa bastante cedo. Por vezes, cedo demais para quem se deitou tarde ou nem sequer o fez. Mas blogodependência é assim mesmo.

Logo após a ligação efectuada à Net, a primeira coisa que um Blogger que se preze faz é beber um cafezinho antes de ir verificar se tem mensagens. Bastas vezes trazido pela parceira mais à mão, entre impropérios inaudíveis e acusações infundadas sobre o direito à indignação que não chegam à barra dos tribunais. E pode não ficar em apenas um. Porque, normalmente, as caixas de correio que um Blogger possui ultrapassam o número de pares de sapatos que ela tem.
Depois inicia-se a azáfama das notícias, não sem já antes de ter dado um espreitadela no blog para constatar dos comentários. E as visitas. Sim, porque tal verificação pode marcar os humores com que se começa o dia. Agora imagine-se quem tem dois ou três...

As notícias são algo importantes e servem como ponto de referência para o que se vai escrever. Pelo número de cliques nas agências noticiosas, nos jornais internacionais on-line e nas rádios em FM e em directo, já se passaram um bom par de horas. Horas essas que em vez de o preparar razoavelmente, tolda ainda mais o seu espírito criativo e lança a confusão nas ideias. E lá terá o pobre do Blogger de recomeçar a definir o padrão. Mas não se pense que as dificuldades em reiniciar novo alinhamento ficam por aqui. Ele é o telefone que toca, ela é a campainha da porta, o Messenger que o alerta para a menina que entrou, ele é o padeiro, o cão e o gato à procura da ração, e o chilrear zangado do periquito devido ao mau resultado do Benfica. (eu tinha que falar do Benfica)

Como se pode constatar por outras vias, e já são quase dez e meia, o Blogger sente que o dia pode não estar a correr bem. Mas não se atrapalha. A necessidade aguça-lhe o engenho e, numa alternativa radical, dirige a sua pesquisa para os blogs dos amigos, na esperança de encontrar motivo para o seu próprio texto. Mais uma vez, não é fácil. Um lembrou-se de falar da avó, outro mais além aponta para os discursos inflamados das figuras públicas e, para que tudo se torne ainda mais miserável no dia na vida de um Blogger, pelo meio aparece o painel indicador de que “Recebeu nova mensagem”. Não há pachorra!

Talvez, quem sabe, lá mais para a tardinha surja alguma coisa. Isto se até lá o servidor não falhar ou o blog não abrir.

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7.5.05



Porque hoje é sábado...

Fui passear. E como costumo ser do “contra”, o post deste sábado fica completo depois da meia-noite. Já domingo, claro.
Mas é no sossego da madrugada, quando os meus se encontram já num confortável aconchego, e depois de algum cansaço, que registo o dia. Um dia giro, talvez diferente (estou de férias, não é?), em que retomo coisas que não posso fazer nos outros meses.

Ainda nada de sofisticado.
Uma manhã tranquila com o olhar clareado pelas ondas da Caparica, e uma ou outra leitura usual e praticante pelos jornais madrugadores. Um pequeno-almoço de tinto e jeropiga, onde se revê gente amiga de outras marés e sóis . Com peixe fresco. A saber a sal e à poesia que este Mar revela.

Tristes novas sabemos sempre pelo nascer da aurora, mas de alegrias também se podem fazer tardes. E boas. Quentinhas como o tempo que fazia, igualzinho ao olhar meigo e ternurento dos netos com quem estive.
Pena foi a noite, que para ser total, tenha faltado uma pontinha de sorte em campo verde onde o vento norte foi mais forte. Pequenas tragédias que, de forma alguma, impedem uma pessoa de estar bem. E dar vivas por ter uma sorte assim.

Até amanhã. Se não for antes…
(a gente "vê-se" por aí)

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5.5.05



Dia da Espiga

No Dia da Espiga, assinalado na Quinta-feira de Ascensão do calendário cristão, era tradição apanhar-se um ramo com uma espiga de trigo, um malmequer, uma papoila, um ramo de oliveira, um esgalho de videira e um pé de alecrim. A escolha de cada elemento estava relacionada com a sua simbologia:

Espiga – Pão
Malmequer – Ouro e Prata
Papoila – Amor e Vida
Oliveira – Azeite e Paz
Videira – Vinho e Alegria
Alecrim – Saúde e Força

Acredita-se que guardar este ramo em casa, durante o ano, traz os elementos simbolizados, e este dia era tradicionalmente aproveitado pelas famílias para fazerem um lanche ao ar livre. Com o passar dos anos, o hábito acabou por cair em desuso e só em algumas localidades do Centro e Sul do país ainda se mantém. Hoje, já temos quem nos venda o tal raminho à porta do Metro, à saída do barco ou, até, na mercearia do bairro.

Estou a pensar celebrar este dia feriado na Ericeira.
Fui convidado para a Festa onde se come um "petisco" lá da terra que, dizem, é uma maravilha. Vamos lá ver…

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3.5.05




- Onde é que vais..? Que horas são...?
- Ó filha, dorme… ainda é muito cedo!
- Mas já estás a pé…!?
- Vou um bocadinho para o computador. Eu depois acordo-te.

Foi assim o meu primeiro dia de férias. Por isso, estou...


Em manutenção...



Fazendo um tempo do caneco, e eu sem subsídio suficiente para aonde quero ir, não vi outra forma de me entreter.
Já sei..., já sei que muitas mentes perversas (rs) estão a pensar em dar conselhos de entretenimento.

Mas entretanto, esta imagem deixa-me um sinal de que as coisas hão-de correr melhor.

Digo eu...


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