4.3.06



Porque hoje é sábado...

há um relógio que toca aqui ao lado e não é meu.

O emitido som pertence ao quotidiano onde sobram sombras; claridades apagadas dum fugaz descanso. Sobrevivências que resistem a mais uma semana dura de trabalho. No entanto, esse despertar acorda as ideias adormecidas em lençóis brancos de linho onde as certezas, que são algumas, se esfumam no debruçar sobre as notícias matinais.

Como hoje é sábado…
recordo ser o dia das limpezas grandes ao cantinho onde o encanto e cumplicidade pernoitam juntos. Dia de arrumar ideias velhas e descobrir outras mais novas que nos façam esquecer as esperanças falsas. Aquelas temporalidades esperançadas onde muita da nossa juventude está depositada e que faz tempo.

E porque hoje é sábado…
apetece abrir as persianas, usar roupa informal e ir ao Mar apanhar conchas. Trazer de lá as ondas de energias ocultadas e fotografias dos desenhos que deixámos no areal. Naquela areia fina que a próxima onda apagará esse registo.

Mas porque hoje é sábado…não vou ter tempo.
Talvez no próximo descubra a hora exacta de me deixar arrebatar por utopias e demais leviandades. Das tais que é proibido assim dizer ou revelar. Talvez na ideia de que o dito se possa eternizar no imortal Vinicius.
Ou em tantos outros que fazem do sábado o seu próprio dia.

2 comentários:

Casemiro dos Plásticos disse...

Tá giro!

Passarinha disse...

ta giru!