
Justiça para Flavia
Uma onda de solidariedade corre, hoje, todo o oceano Atlântico. E eu, comprometido com tudo o que sejam causas nobres, não podia deixar de levar-me por essas águas revoltas que beijam a outra margem do Mar.
Para quem não sabe da história, a Flavia é uma menina brasileira que aos dez anos de idade teve um acidente numa piscina devido, segundo consta dos autos do processo em que a Odele se tem empenhado, os seus cabelos serem puxados pela sucção de um ralo deficiente. Ficou com mazelas irreversíveis e, passados dez anos, continua em coma sem que a Justiça brasileira tenha aferido os pratos da balança.
Esta podia muito bem ser uma das nossas estórias neste Portugal pequenino. E temos tantas…. No entanto, ao juntar-me a esta magnífica e simbólica rede de amigos, não pretendo referir-me à lentidão da Justiça – porque todos já nós sabemos que ela existe de facto, ou tão pouco às indemnizações irrisórias que os responsabilizados pelo acidente foram condenados a pagar, mas para o qual a Odele já recorreu.
Aos milhares e milhares de quilómetros que nos separam, ninguém imagina a estima e admiração que tenho pelas duas. A Odele, a mãe, nunca se deixou abater, mesmo que se calcule quanta dor e sacrifício já passou. A Flavia, essa filha incrível de olhos lindos, quase imóvel durante uma década, também não desiste de lutar porque, algures no cérebro dela, ainda existe um restinho de esperança de voltar a ver a Mãe, a família, os amigos, o Mundo.
Ao contrário de mim, para quem sabe do meu degredo, elas são duas Mulheres sem preço. Duas Mulheres sem medo. Dois seres humanos de excelência. Tomara ter eu a metade da vontade de ir em frente como elas têm.
Como tal, se da força que possuem conseguisse ultrapassar os meus próprios dilemas, poderia simplesmente desejar que os objectivos a que a Odele se propõe fossem consagrados. Por isso, e são do coração estas palavras, se houvesse porventura alguma possibilidade através de todas estas novas tecnologias da Ciência, era de bom grado que trocava de lugar com a Flavia.
Era a mínima Justiça que da minha parte podia repor. Rapidamente e desassombrado.
2 comentários:
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Eduardo,
Nào posso crer que eu não tenha comentado este teu post. Tão bonitas as tuas palavras. Mas quero que saibas que eu e Flavia, já as decoramos, pois com frequência ouvimos parte deste teu bonito texto, numa gravação que nosso amigo António Peciscas nos enviou.
Fica com o meu carinho Eduardo.
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