14.12.04



Leituras e tremuras

Portugal tremeu.
Tremeu mas não caiu, digo eu.
Quem caiu foi o Benfica, o Governo, e a esperança que eu tinha na mudança.
Porque são contínuos e repetitivos os sketch’s, iguais os discursos e o mesmo ritmo hipocondríaco para a resolução dos problemas reais deste país: a pobreza, a saúde e a educação. Nada a fazer.

Curiosa a forma como a um canto do mundo à beira-mar se podem formar doutores e engenheiros, metalúrgicos e chauffeurs de praça, cartomantes e revolucionários, estilistas, decoradores ou analistas, e não se consegue formar dirigentes.

De várias leituras efectuadas a singel, mais os anos que já levo desta vida, sei que a solução estaria no trabalho. Mas os portugueses gostam de fazer nenhum, népia e outras coisas tais que não puxem pelo cabedal adquirido.
Pode parecer reaccionário, mas nestas coisas a Monarquia tinha outra visão.

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