
"Pudesse eu não ter laços nem limites,
ó vida de mil faces transbordantes,
para poder responder aos teus convites
suspensos na surpresa dos instantes!"
Sophia de Mello Breyner Andresen
Hoje vim falar contigo a sós um bocadinho. Acenar de longe o gesto simples de rever-te, e lembrar quanta falta me faz o teu doce e meigo olhar ou o sorriso lindo com que me deixaste. São as saudades que não consigo evitar em tudo o que toco e vejo; um livro, um prato, uma camisa por ti passada e limpa. Este blog. A música ligada.
Sei que não é dia 23. Nesse dia terei uma excursão marcada aos vários cenários que mais recordo, e enquanto isto não me passar andarei pelos cantos do quarto vazio onde me encontro e escondo atrás do fumo dum cigarro. E mais do que palavras, soltam-se-me lágrimas que não consigo suster. Só de olhar p’ra ti, emudeço. Estrangula-se-me a voz e a alma. Parece que também morri.
Malfadada sorte a minha.
ps - Fico grato, Cinda, pelo vídeo (e por tudo). Assim como a todos a quem irei dedicar algumas palavras. Frágeis de momento, mas sentidas.
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