"Interessam-me os actos humanos. Nunca para rir-me deles, mas sim para os compreender." B.Spinoza
28.12.10
É isso que estaremos p'ra ver.
Por muita dinâmica e optimismo que os, ainda, responsáveis tentem distribuir pelos incautos, eu vou cerrar fileiras. Tentar descobrir novas saídas para o atoleiro onde colocaram Portugal. Egoisticamente.
E será neste pequeno e humilde espaço, a que voltarei mais assíduamente, para auscultar e ler o que os blogues que sigo têm para dizer.
Ou morro ou fico maluco. Mas não desisto!
Facebook, só por acaso ou conveniência. Mais importante são as palavras que ando a ouvir e a acompanhar desde 2003. O ano do boom bloguístico.
Porque são estes espaços criados por gente tão distinta quanto diversificada, onde a cidadania (palavra muito em voga) e a não-subjugação fazem mais sentido.
8.12.10
23.5.10

A cada dia vinte três não há causas nem lutas que me motivem.
Fica apenas um registo crédulo dum poema que escrevi. E a canção.
Só para que conste. Porque que o passado não se apaga da memória facilmente.
A morte que me matou
foi à traição.
Sem avisar.
Esventrando-me a existência
dos poemas que fazia
a dizer não.
A morte que me matou
não tem sentido.
Fez-me perder o rasto do caminho
e as palavras
que da boca com que ria,
dizer já não consigo.
De noites seguidas e várias luas
desapareceram os mares e os abismos
e já não sei os trilhos onde ela passou.
Quebraram-se-me os vidros
e as portas abertas dos meus muros e castelos.
Apenas sei que foi a dela, a morte que me matou.
9.5.10
Na escalada das coisas que acontecem, e na forma de reconhecimento a uma Poeta, aqui ficará gravado, e/ou recuperado, em forma de post um dos poemas de que mais gosto de Helena Domingues. A minha, a nossa, Nucha.
Será o mínimo que poderei fazer para recordar sempre a sua memória.
"Roubou-me o vento ao mar...
Levou-me de viagem...
Fez de mim nuvem passageira,
Sombra escondida,
Estrela cadente de brilho breve,
Caída dos céus sem aviso
E me afundou no teu rio
No teu sorriso
De novo, levou-me ao mar
O meu mar...
Que abafou meu silêncio gritante
E me cantou cantigas de embalar
Que me pegou ao colo
Me conduziu à praia
E a fez brilhar.
E nessa noite escura,
Noite sem luar
Como que por magia
A noite se fez dia
E o areal que de mim fora privado
Transformou-se no mais belo céu estrelado."
18.4.10
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