9.5.10

No almoço das pataniscas, já descontraídos e com a loiça lavada. "2008 p'raí". Foi a última foto dela que lhe tirei.




Na escalada das coisas que acontecem, e na forma de reconhecimento a uma Poeta, aqui ficará gravado, e/ou recuperado, em forma de post um dos poemas de que mais gosto de Helena Domingues. A minha, a nossa, Nucha.

Será o mínimo que poderei fazer para recordar sempre a sua memória.

"Roubou-me o vento ao mar...
Levou-me de viagem...

Fez de mim nuvem passageira,
Sombra escondida,
Estrela cadente de brilho breve,
Caída dos céus sem aviso
E me afundou no teu rio
No teu sorriso

De novo, levou-me ao mar
O meu mar...
Que abafou meu silêncio gritante
E me cantou cantigas de embalar
Que me pegou ao colo
Me conduziu à praia
E a fez brilhar.
E nessa noite escura,
Noite sem luar
Como que por magia
A noite se fez dia

E o areal que de mim fora privado
Transformou-se no mais belo céu estrelado."

7 comentários:

titas disse...

O bom filho, neste caso filha, à casa volta.
Procurei recuperar o tempo perdido, mais precisamente, o que eu perdi.
Continuas a escrever divinalmente.
Um beijo desta velha amiga (há quantos anos nos conhecemos no pastilhas, 7?).

E não me esqueço que foi por tua culpa que tenho andado por aqui a fazer figura de parva.

Ahhhhhhhhhhhhhh! E como está o meu Turco? Será que ainda gosta um cadito de mim?

Thita disse...

Sempre amigo e fraterno como sempre. Sei que te doeu, mas é a lei da vida, avô.

Junto-me a ti nesta Canção do Mar que, presumo, ela gostava.

Beijinho.

Madalena disse...

Olá Eduardo, o que mais me assusta nesta caminhada é ir perdendo as companhias... Dói muito. Beijinhos tristes. Será que voltamos à vida? Pelo menos, devíamos, pois fica tudo por fazer...

Odele Souza disse...

Eduardo,

Não consigo ler este teu post de homenagem à nossa amiga Nucha, sem me emocionar. Lindo o teu post, lindo o poema de Nucha. Eu não conhecia. É tão bonito. Ai, como eu gostaria de ainda ter Nucha entre nós.

Boa semana pra ti Eduardo.

L disse...

Sabes que ainda guardo os fados cantados na casa dela?
Bem-haja para sempre. Como sempre, e a tantos mais que se dedicam, guardarei o esforço que sempre prestam à causa dos desfavorecidos.

Foi-se a Professora..., ficamos com o exemplo que nos deixou.

Zé "Prisas" Amaral disse...

Claro que a uma Senhora com H grande, mesmo um gajo como eu (ex-recluso), e que sempre nos acompanhou no blogue do EPL, não posso deixar de me entristecer pelo acontecido.

O meu pesar para a toda a família e amigos.

Márcia Maia disse...

Eu não a conhecia. Mas devia ser uma poetisa e tanto, porque o poema é belo demais. E, pelos comentários, uma pessoa muito querida.

Um beijo daqui, meu amigo: meu e das Princesas.